sábado, 14 de março de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 14.03.26 - Morre o Filósofo Jurgen Habermas

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✝️ LUTO 😞 A Filosofia mundial se despede hoje, dia 14 de março de 2026, de um de seus mais influentes nomes da contemporaneidade, o último teórico ainda vivo da Escola de Frankfurt, o alemão Jürgen HABERMAS, que morreu aos aos 96 anos, em Starnberg, próximo a Munique, na Alemanha. A informação foi confirmada pela Suhrkamp Verlag, editora que publicava seus livros. Considerado um dos principais pensadores do século XX e XXI, Habermas foi o maior expoente da segunda geração da Escola de Frankfurt e dedicou sua obra ao estudo da democracia, da linguagem e da esfera pública.

Habermas era de uma família simpatizante do nazismo e membro da Juventude Hitlerista. Aos 15 anos integrou a milícia de jovens e idosos recrutados para resistir à invasão da Alemanha no fim da 2ª Guerra Mundial. Anos depois, ele se tornou um dos principais filósofos da Escola de Frankfurt, formada por pensadores judeus exilados do país para fugir da perseguição nazista.

Entre 1955 e 1959 trabalhou no Instituto de Pesquisa Social da cidade. Dirigiu o Instituto Max Planck de Starnberg entre 1971 e 1980. Em 1983 foi nomeado para a cátedra de Filosofia e Sociologia na Universidade de Frankfurt.

Herdeiro da “dialética da Ilustração” de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, em seu projeto sociológico e filosófico de reflexão moral sobre o desenvolvimento do capitalismo avançado, Habermas propôs um marxismo heterodoxo que abandona a ideia marxista de uma organização exclusivamente produtivista da sociedade, causa do empobrecimento da esfera vital.

Sua obra filosófica busca restabelecer um ponto de contato entre teoria e prática, em contraste com a suposta neutralidade do conhecimento positivo e científico. Segundo Habermas, a objetividade desprovida de valores e interesses é impossível, razão pela qual tal conhecimento é redutor, na medida em que se baseia em uma razão meramente instrumental. O resultado, segundo sua crítica, é a crescente burocratização da sociedade em todos os níveis e a despolitização dos cidadãos.

A sua maior obra é, com certeza, "Teoria do agir comunicativo". Deu uma excelente contribuição para a Filosofia, o Direito, Estado e, de maneira particular, a Religião enquanto proposta de uma "teologia pública".

Nos anos 1980, ganhou destaque na chamada “Disputa dos Historiadores”, ao criticar tentativas de relativizar os crimes do nazismo. Defensor da democracia e da integração europeia, manteve forte influência no debate político e intelectual do continente ao longo de décadas.

Ele também foi quem abriu um profícuo diálogo entre a filosofia e a modernidade com o mérito de não excluir a religião do processo. O seu livro-diálogo com Joseph Ratzinger (depois Bento XVI), demonstra isso, "Dialética da secularização: sobre razão e religião".

Habermas deixa dois filhos e um legado que segue influenciando filósofos, sociólogos e cientistas políticos em todo o mundo. Vai-se o autor e pensador arguto, ficam os seus textos e sua inestimável contribuição intelectual. 👏👏👏👏👏👏

#morrejurgenhabermas 🖤
#lutoporjurgenhabermas 🥀
#adeusjurgenhabermas 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 13.03.26 - Morre a Jornalista Lêda Rivas

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✝️ LUTO 😞 O jornalismo pernambucano se despede hoje, 13 de março de 2026, de LÊDA RIVAS, que atuou por mais de 20 anos no Diario de Pernambuco, onde foi editora do Viver e chefe do Departamento de Pesquisa do jornal. Ela morreu aos 80 anos após sofrer um infarto fulminante hoje no Recife. Segundo familiares, a jornalista chegou a receber atendimento médico dois dias antes por apresentar mal-estar. No entanto, ela voltou a passar mal quando estava na casa da sobrinha Dione Rivas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou que a causa da morte foi um infarto fulminante.

Reconhecida pela trajetória no jornalismo pernambucano, Lêda construiu boa parte da sua história no Diario, onde trabalhou na editoria Viver, dedicada à cobertura de cultura. Ao longo da carreira, entrevistou artistas e personalidades e acompanhou de perto a cena cultural do estado e do país. De acordo com familiares, ela demonstrava grande paixão pelo jornalismo e costumava contar das vivências na redação do Diario.

No convívio pessoal, Lêda era descrita como uma pessoa comunicativa e curiosa, sempre interessada em acompanhar acontecimentos políticos e sociais. Mesmo após anos de carreira, mantinha o hábito de assistir aos noticiários e conversar sobre os fatos do dia.

Solteira e sem filhos, a jornalista tinha forte ligação com os sobrinhos, por quem era considerada uma “tia-mãe”. “Sou a sobrinha mais velha, então tenho lembranças da infância, da adolescência e da fase adulta ao lado dela. Ela esteve presente em todos esses momentos. Era muito prestativa e acolhedora com a família”, afirma a Dione Rivas.

Familiares também relatam que Lêda mantinha guardados diversos materiais da carreira, incluindo reportagens e registros de entrevistas realizadas ao longo dos anos, demonstrando o apreço que tinha pelo trabalho jornalístico. Ativa nas redes sociais, ela sempre postava no seu perfil do Facebook.

O velório ocorrerá no sábado (14), a partir das 8h, no Cemitério Parque das Flores, onde o sepultamento está previsto para as 11h. Sem sombra de dúvidas, deixa uma lacuna na Imprensa pernambucana, mas também um exitoso legado profissional que inspirará gerações. 👏👏👏👏👏👏

#morreledarivas 🖤
#lutoporledarivas 🥀
#adeusledarivas 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fonte consultada para a postagem: perfil do Diario de Pernambuco no Instagram

👉 Para saber mais sobre o Diario de Pernambuco, onde ela atuou durante anos, acesse:


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