terça-feira, 7 de julho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 07.07.26 - Morre o Dramaturgo e Autor de Novelas Benedito Ruy Barbosa

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✝️ LUTO 😞 A televisão brasileira se despede de um de seus maiores mestres. Morreu aos 95 anos o dramaturgo, jornalista, escritor e publicitário BENEDITO RUY BARBOSA, um dos autores mais importantes da história da dramaturgia nacional. O autor estava internado no Hospital HCor devido a complicações provocadas por uma insuficiência renal crônica, doença com a qual convivia havia cerca de três anos. Em janeiro deste ano, o dramaturgo foi hospitalizado com "uma infecção urinária associada a um quadro de insuficiência renal crônica". Em maio de 2025, ele também precisou ser internado por conta de problemas nos rins. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Benedito morreu devido a complicações de insuficiência renal crônica (IRC).

Benedito marcou a televisão brasileira ao transformar o campo, o sertão e o interior do país em protagonistas de histórias que atravessaram gerações. Suas histórias emocionaram milhões de brasileiros ao retratar o campo, a cultura popular, as tradições e a força do povo do interior, deixando uma marca única na teledramaturgia. Autor genial e um brasileiro exemplar, contou histórias e nos mostrou belezas imensas.

Nascido em Gália, na região centro-oeste de São Paulo (no interior de São Paulo), distante cerca de 405 quilômetros da capital paulista, em 17 de abril de 1931, Benedito Ruy Barbosa era o mais velho de cinco filhos de Otávio Barbosa e Aurora Barbosa. Viveu boa parte da infância em Vera Cruz, cidade vizinha a Gália. Na época, a região era conhecida pela grande área de cafezais e por receber milhares de imigrantes italianos.

Benedito começou a trabalhar ainda jovem para ajudar a família após a morte do pai. Antes de se dedicar à televisão, atuou em diferentes profissões e trabalhou como revisor no jornal O Estado de S. Paulo, onde aprofundou sua relação com a escrita.

Sua estreia na TV aconteceu em 1966, na TV Tupi, com Somos Todos Irmãos, adaptação de A Vingança do Judeu, de J.W. Rochester. A primeira produção autoral a ganhar espaço nas telinhas foi O Anjo e o Vagabundo, exibida pela TV Tupi entre 1966 e 1967.

Ao longo da carreira, também passou pelas emissoras Excelsior, Record, Cultura e TV Manchete, antes de consolidar seu nome na TV Globo, onde ele assinou grandes produções como "Meu Pedacinho de Chão" (1971), "Cabocla" (1979), "Sinhá Moça" (1986), "Renascer" (1993) . O artista conta ainda com "O Rei do Gado" (1996) e "Terra Nostra" (1999) em seu portifólio, além do remake de "Sinhá Moça" (2006).

Em suas novelas, Barbosa abordava principalmente temas com os quais conviveu na infância como a convivência com imigrantes e a vida no campo, especialmente da época em que cresceu em Vera Cruz. Um exemplo é a novela Os Imigrantes (1981), que produziu para a Bandeirantes. O reconhecimento internacional veio com o fenômeno Pantanal (1990), exibido pela extinta Manchete, novela gravada em locações externas e considerada um divisor de águas na teledramaturgia.

Em “O Rei do Gado” pela primeira vez uma novela de TV retratou um dos grandes problemas nacionais: a luta pela reforma agrária, a desigualdade na distribuição de terras e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Alguns de seus personagens mais inesquecíveis foram: a mulher-onça, o cramulhão preso na garrafa, e o homem capaz de fazer o cacau florescer milagrosamente. Nos últimos anos, algumas de suas obras ganharam novas versões, como Pantanal e Renascer, adaptadas por seu neto, o autor Bruno Luperi.

Benedito Ruy Barbosa também atuou como jornalista, como repórter de esportes e como publicitário, mas será sempre lembrado como o autor que levou o Brasil rural para a TV – uma temática de inspiração autobiográfica que ele abraçou desde seu romance de estreia “Fogo Frio”, publicado em 1959 e adaptado como peça do Teatro de Arena com direção de Augusto Boal. Politicamente, Benedito Ruy Barbosa sempre se declarou de esquerda e foi muito próximo do PT.

A partir dos anos 2000, destacou-se por adaptar remakes de seus trabalhos. Entre as novelas regravadas estão Cabocla (2004), Sinhá Moça, Paraíso (2009) e Meu Pedacinho de Chão (2014). O último trabalho foi Velho Chico, em 2016.

Benedito deixa um legado inesquecível para a cultura brasileira, sendo reconhecido por retratar o campo, a vida rural e as tradições do país em suas histórias. Seu legado permanecerá vivo em personagens, histórias e emoções que continuarão atravessando gerações. ✨️🗳️🖤 👏👏👏

#morrebeneditoruybarbosa 🖤
#lutoporbeneditoruybarbosa 🥀
#adeusbeneditoruybarbosa 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

🗄 Memória Globo.
💻 Portais G1, UOL e Metropolis.
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo.

👉 Para saber mais sobre Dias Gomes, outros outro grande nome da teledramaturgia, acesse:


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domingo, 5 de julho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 05.07.26 - 200.000 Acessos no Blog Muita História pra Contar

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⏳⌨ Hoje, 5 de julho de 2026, é um dia especial para o BLOG MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR que chega ao patamar de mais de 200000 acessos. Cada acesso não representa uma pessoa necessariamente, mas toda vez que alguém abriu o blog ou uma das 1464 postagens já publicadas nele. Um marco importante de um blog de divulgação histórica.

O Blog Muita História pra Contar existe desde 2021 – nossa primeira postagem foi sobre os 372 anos da execução do rei inglês Carlos I durante a Revolução Puritana (30/01/21). De lá pra cá, foram mais de 1400 postagens sobre os mais variados assuntos, tornando-se uma fonte de informação sobre História disponível para estudantes, professores, pesquisadores, e demais pessoas interessadas nesta ciência. Com média diária de 30-40 visitantes, o blog vem se destacando no cenário virtual de História e Educação.

No dia 3 de novembro de 2022 chegamos às primeiras 1500 visualizações, algumas vindos de outros países como Estados Unidos, Irlanda, Suécia, Nicarágua e Itália. Com uma média diária de três a quatro postagens, batemos o recorde de 91 postagens em janeiro de 2022, superando os meses de agosto (80 postagens) e dezembro (77 postagens). A vantagem é que este rico material, que mistura textos autorais, com traduções da Enciclopédia Brittanica e dos canais History Latino-america e History dos EUA, ficará disponível para quem quiser consultar a qualquer momento.

A meta agora é chegar às 3000000 visualizações até o final deste ano. E conto com você, que acompanha meu trabalho nas redes sociais para atingir este número. O blog é feito com muito zelo e dedicação e inspirados em Clio, musa dos historiadores, fazemos uso dele "para que os feitos dos homens não se percam nas névoas do tempo e nada mais reste do que o esquecimento, ponto final de nossas profundas memórias". ⏳❤⌛❤⏳

#blogmuitahistoriapracontar
#historianasredessociais
#rumoaos300000acessos

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋 professor e historiador

👉 Para acessar todos os perfis e o portfólio completo do Projeto Muita História pra Contar clique no link abaixo:


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sábado, 4 de julho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 04.07.26 - Morre o Deputado Estadual Waldemar Borges

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✝️ LUTO 😞 O cenário político pernambucano perdeu hoje à tarde um de seus melhores expoentes. Morreu aos 67 anos, após lutar contra um câncer, o deputado estadual WALDEMAR BORGES, um dos principais nomes históricos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco. Borges construiu uma trajetória de quase quatro décadas na vida pública, exercendo mandatos como vereador do Recife e deputado estadual, além de ocupar cargos estratégicos em diferentes gestões da Frente Popular.

Nascido em 10 de julho de 1958, Wal (como era mais conhecido no meio político) começou sua militância política vinha desde os anos 1980, quando atuou na reorganização do movimento estudantil e popular, época em que foi professor de alfabetização de adultos pelo método Paulo Freire, no bairro do Coque.

Antes de chegar à Alepe, foi vereador do Recife por quatro mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal entre 2003 e 2004. Também ocupou cargos nos governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos, incluindo as secretarias de Projetos Especiais, Desenvolvimento Econômico e Articulação Social. Nesta última, coordenou ações ligadas ao Pacto pela Vida e ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Social.

Casado com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, Borges foi um dos principais articuladores políticos do PSB no Estado. Durante os governos de Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, exerceu a liderança do governo na Assembleia Legislativa, sendo responsável pela articulação política entre o Executivo e o Legislativo.

Foi de sua autoria a Lei Ordinária 2346/2024 que instituiu o Dia Estadual em Memória de Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo – Frei Caneca, a ser celebrado anualmente em 13 de janeiro, data de seu martírio em 1825.

Há cerca de três semanas (1° de abril), Waldemar Borges havia se licenciado do mandato por 180 dias, após apresentar um atestado médico à Assembleia Legislativa recomendando o afastamento das atividades parlamentares. Em razão da licença superior a 120 dias, a vaga passou a ser ocupada pelo suplente. Na ocasião, o deputado também anunciou que não disputaria a reeleição em 2026, encerrando um ciclo de aproximadamente 40 anos de mandatos eletivos.

Em nota divulgada à época, afirmou que seguiria contribuindo para a política em outras funções: "Após um longo período de dedicação à vida pública (...) decidi seguir contribuindo com a política e com a vida pública em outras funções, sem disputar, neste momento, um novo mandato eletivo." Na ocasião, o parlamentar também agradeceu pela trajetória construída desde a redemocratização do país e destacou que continuaria atuando em defesa da democracia e do projeto político da Frente Popular.

O parlamentar será velado na Assembleia Legislativa do Estado e o corpo será sepultado no Cemitério Morada da Paz em Paulista. A governadora Raquel Lyra decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-colega de bancada. Coerência, compromisso social e uma imensa capacidade de diálogo serão lembrados como marcas indeléveis da ação parlamentar de Wal que encerra sua trajetória terrena com a certeza do dever cumprido. ✨️🗳️❤️ 👏👏👏

#morrewaldemarborges 🖤
#lutoporwaldemarborges 🥀
#adeuswaldemarborges 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

💻 Portais G1 e JC On Line
📰 Jornais Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco.
🖱️ Diversos blogs locais (Magno, Edmar Lyra, etc.)

👉 Para saber mais sobre Miguel Arraes e Eduardo Campos, outros dois nomes históricos do PSB pernambucano, acesse:




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segunda-feira, 29 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 29.06.26 - 80 Anos do Nascimento do Cantor e Compositor José Rico

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🎂 🎉 Num dia como hoje, 29 de junho, há exatamente 80 anos, nascia em São José do Belmonte, o cantor e compositor José Rico, que durante décadas fez carreira artística com Milionário, formando uma das duplas mais longevas da História da Música Sertaneja.

José Alves dos Santos (seu nome de batismo) foi criado em Terra Rica (Paraná), onde trabalhou em diversas atividades humildes —lavrador, pintor, sorveteiro, engraxate — mas sempre cantava em festas locais. O apelido José Rico surgiu de um padre que lhe disse: “Você ainda será um José rico”, frase que virou seu nome artístico.

Nos anos 1960, formou a dupla Carapó & Cambay, gravando o disco Os Amantes da Seresta (1968).

A dupla Milionário & José Rico foi criada em 1970, tornando-se uma das mais importantes da música sertaneja. Lançaram mais de 30 álbuns e venderam milhões de cópias. O álbum Estrada da Vida (1977) vendeu mais de 2 milhões de cópias e rendeu disco de platina triplo. Outro destaque foi Tribunal do Amor (1982), premiado com disco de platina.

José Rico atuou em dois filmes ao lado de Milionário — Na Estrada da Vida (1983), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e Sonhei com Você (1988), de Ney Santanna.

Conhecido pelo visual com óculos escuros, joias e uma unha pintada. Sua interpretação intensa e voz poderosa lhe renderam o título de “Garganta de Ouro do Brasil”.

A dupla se separou brevemente entre 1991 e 1993, mas voltou em 1994. José Rico faleceu em 3 de março de 2015, em Americana (SP), vítima de parada cardíaca, aos 68 anos. Seu filho também seguiu a carreira artística com o nome de Sami Rico. Milionário gravou um Álbum com o saudoso Marciano (Lendas) em 2016. O eterno Zum segue sendo tocado diariamente nas principais emissoras de rádio do Brasil. 📻✨🎧

#80anosdonascimentodejoserico
#historiadamusicasertaneja
#saudadesdejosericozum

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sábado, 27 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 27.06.26 - Morre o Poeta Alexei Bueno

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✝️ LUTO 😞 O poeta, ensaísta, crítico, tradutor e editor, ALEXEI BUENO, com vários livros publicados, morreu na madrugada deste sábado (27 de junho), em sua casa. Intelectual de destaque de sua geração, Bueno tinha 63 anos e enfrentava um câncer. Sua obra destaca-se pelo profundo diálogo com a tradição ocidental e pelo rigor formal extremo. Em quatro décadas de produção, autor recebeu alguns dos principais prêmios da literatura brasileira, como Jabuti, APCA, ABL e Biblioteca Nacional.

Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1963, Alexei construiu, ao longo de mais de quatro décadas, uma trajetória marcada pelo rigor estético, pela excelência de sua poesia e pelo profundo diálogo com os grandes clássicos da literatura. Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recebeu importantes reconhecimentos ao longo da carreira, entre eles duas edições do Prêmio Jabuti, além do Prêmio Fernando Pessoa e de premiações concedidas pela Academia Brasileira de Letras e pela Biblioteca Nacional.

Pelo Grupo Editorial Record, publicou “Cinco Séculos de Poesia”, uma cuidadosa edição bilíngue que reúne obras-primas da poesia mundial dos séculos XVI ao XX, traduzidas e comentadas por Alexei, oferecendo aos leitores um amplo panorama da tradição poética ocidental. Também organizou “A Escravidão na Poesia Brasileira: do Século XVII ao XXI”, obra que evidencia seu compromisso com a preservação, o estudo e a difusão da literatura brasileira.

Dono de uma vasta produção autoral, Alexei deixou para a posteridade obras como: “As escadas da torre” (1984), “Poemas gregos” (1985), “Livro de haicais” (1989), “A decomposição de J. S. Bach” (1989), “Lucernário” (1993), “A via estreita” (1995), “A juventude dos deuses” (1996), “Entusiasmo” (1997), “Poemas reunidos” (1998), “Em sonho” (1999), “Os resistentes” (2001) e “Gamboa” (2002).

Como editor, organizou as obras completas de Augusto dos Anjos (1994), Mário de Sá-Carneiro (1995), Cruz e Sousa (1995), Olavo Bilac (1996), Jorge de Lima, Almada Negreiros (1997) e Gonçalves Dias (1998), além da nova edição de “Poesia completa e prosa”, de Vinicius de Moraes, também em 1998.

Organizou edição comentada de “Os Lusíadas” (1993) e “Grandes poemas do Romantismo brasileiro” (1994). Traduziu para o português obras de Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, Longfellow, Mallarmé, Tasso e Leopardi, entre outros autores, contribuindo para aproximar grandes obras da literatura universal do público brasileiro.

Foi responsável por edições definitivas e de referência, destacando-se a organização da Obra Completa de Augusto dos Anjos (1994) para a editora Nova Aguilar, um trabalho minucioso de cerca de 900 páginas.

Sua obra foi reconhecida com o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1995), o Prêmio Jabuti (2004), o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de Poesia (2004) e o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional (2022). 

Atualmente, elaborava e revisava os textos da Biblioteca para as redes sociais da ABL, com especial destaque para as efemérides acadêmicas. Aos 63 anos, Alexei Bueno deixa um legado de inestimável valor para a literatura. Seus amigos e leitores, seguirão encontrando em sua obra uma fonte permanente de conhecimento, sensibilidade e inspiração. ✨️📚🖤 👏👏👏

#morrealexeibueno 🖤
#lutoporalexeibueno 🥀
#adeusalexeibueno 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre o escritor e jornalista Raimundo Carrero, recentemente falecido, acesse:


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quarta-feira, 17 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 17.06.26 - Morre o Historiador Italiano Carlo Ginzburg

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✝️ LUTO 😞 O historiador italiano CARLO GINZBURG, pioneiro no estudo da micro-história e da cultura popular, morreu aos 87 anos, informou sua filha nesta quarta-feira (17). "Adeus, pai", escreveu Lisa Ginzburg, escritora e filósofa, em um post no Instagram acompanhado por uma foto dela com o pai. Ginzburg, um intelectual de esquerda, escreveu sobre vários temas, dos julgamentos por bruxaria e crenças em magia na Itália renascentista até a história intelectual da Europa.

Carlo Ginzburg nasceu em Turim, em 15 de abril de 1939. Filho do intelectual Leone Ginzburg e da escritora Natalia Ginzburg, alcançou lugar entre os mais importantes nomes da historiografia da segunda metade do século XX, como um dos mestres da micro-história, corrente formada na Itália na década de 1970 que apontou outras maneiras de ler o passado a partir do que era ignorado pela historiografia tradicional: o comum e o pormenor.

Ginzburg obteve doutorado em filosofia na Scuola Normale de Pisa. Ele foi professor na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na Universidade da Califórnia, a UCLA. Ao lado de outros intelectuais, ele defendeu o jornalista de extrema esquerda Adriano Sofri, condenado pelo assassinato, em 1972, de um delegado de polícia.

Sofri, amigo de Ginzburg, foi condenado em 1997, após sete julgamentos, a 22 anos de prisão. Ele deixou a prisão em 2012. Em 1991, Carlo Ginzburg escreveu um livro sobre o primeiro julgamento de Sofri, no qual menciona um erro do Judiciário e afirma ter encontrado semelhanças com os processos contra a bruxaria dos séculos XVI e XVII.

Icônica é “O queijo e os vermes”, livro de 1976 que marcou sua trajetória. A obra se centra na história do moleiro Menocchio, julgado pela Inquisição por suas crenças religiosas; por meio da leitura atenta e minuciosa dos documentos do julgamento, Ginzburg traz à superfície da história uma figura esquecida. 

“O fio e os rastros”, “História noturna”, “Os andarilhos do bem”, “Nenhuma ilha é uma ilha”, “Olhos de madeira”, “Investigando Piero”, “Mitos, emblemas, sinais”, “Medo, reverência, terror” e “Relações de força” são outros de seus livros publicados no Brasil.

Agraciado com 19 títulos de doutor honoris causa, Carlo Ginzburg recebeu diversas premiações e foi traduzido para mais de vinte idiomas. Enfim, vai-se o homem, cujo corpo físico deu o último suspiro, sobrevive a obra. E que obra! 👏👏👏👏👏👏

#morrecarloginzburg 🖤
#lutoporcarloginzburg 🥀
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre Fernando Novais, historiador brasileiro, recentemente falecido, acesse:


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terça-feira, 16 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 16.06.26 - Morre o Escritor e Jornalista Raimundo Carrero

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✝️ LUTO 😞 A cultura pernambucana amanheceu mais empobrecida hoje, dia 16 de junho de 2026, com a partida do escritor e jornalista RAIMUNDO CARRERO, que faleceu no Hospital Esperança, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, aos 78 anos. O autor enfrentava as complicações de um câncer avançado na região próxima ao pulmão. Reconhecido como um dos autores mais importantes de sua geração. 

Raimundo Carrero de Barros Filho nasceu em Salgueiro, em 20 de dezembro de 1947, sempre fez questão de destacar suas origens como a base de toda a sua trajetória artística e pessoal, construindo uma trajetória marcada pela atuação no jornalismo e na literatura, tendo iniciado sua carreira no Diario de Pernambuco em 1969, onde atuou como estagiário, crítico literário e editor-chefe.

Publicou seu primeiro livro em 1975, "A História de Bernarda Soledade: A Tigre do Sertão", sobre uma mulher que desafia o coronelismo e cria seu próprio reino. Integrante do Movimento Armorial ao lado de Ariano Suassuna, Carrero construiu na sua obra um diálogo entre a cultura popular nordestina e a literatura brasileira contemporânea.

Ao longo de 50 anos de carreira, venceu os prêmios mais importantes do país: Prêmio Jabuti (2000) Prêmio São Paulo de Literatura (2010) Grande Prêmio da Crítica da APCA (1995) Além dos livros, ele deixa um legado eterno como mestre, tendo formado gerações de novos autores em sua famosa Oficina de Criação Literária.

Considerado um dos maiores nomes da literatura pernambucana contemporânea, Carrero recebeu importantes prêmios, como o Jabuti, o Prêmio São Paulo de Literatura e o APCA. Entre suas obras mais conhecidas estão As Sóbrias Ruínas da Alma, Sombra Severa, O Delicado Abismo da Loucura, e Somos Pedras que se Consomem, recebendo traduções para diversos idiomas.

A ele é creditada a popularização da lenda da Perna Cabeluda, uma das mais conhecidas lendas urbanas do Recife, estória publicada no Diário em 1976 e que ganhou destaque no filme O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho (embora exista uma versão que o personagem tenha sido uma invenção dos radialistas Jota Ferreira e Geraldo Freire durante um plantão noturno sem notícias relevantes).

Em outubro de 2010, aos 62 anos, o escritor teve um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, passou a apresentar várias comorbidades. Nos últimos anos, Carrero se dedicou a oficinas literárias. Seu último trabalho foi como colunista semanal do Diario de Pernambuco, sendo sua última coluna "Diálogos" publicada em 30 de maio de 2026.

O velório foi realizado na sede da Academia Pernambucana de Letras (APL), no bairro das Graças, onde ocupava a cadeira número 3 desde 2004 e seu corpo sepultado no Cemitério de Santo Amaro. Ele deixa esposa (Marilena de Castro), filhos, netos e uma legião de discípulos que jamais esquecerão o legado do mestre salgueirense. ✨️📚🖤 👏👏👏

#morreraimundocarrero 🖤
#lutoporraimundocarrero 🥀
#adeusraimundocarrero 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

💻 Portais G1-Pernambuco e JC On-line
🖱️ Site da CEPE - Companhia Editora de Pernambuco
📰 Jornais Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco

👉 Para saber mais sobre outros importantes nomes da literatura pernambucana, acesse:




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O projeto "MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR" surgiu da necessidade de levar às pessoas conhecimento e informação pautadas no conhecimento...