quinta-feira, 11 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 11.06.26 - 99 Anos do Nascimento de Francisco Brennand

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🎂 Num dia como hoje, 11 de junho, há 99 anos, nascia no Recife, FRANCISCO BRENNAND, escultor, ceramista, pintor e criador de mundos. Ele transformou a argila em narrativa, o barro em mito e a matéria em símbolo. Sua obra habita um território onde arte e natureza se entrelaçam, onde formas orgânicas, arquitetura e cosmogonia se fundem em linguagem própria. Coube a ele construir uma das trajetórias mais importantes da arte brasileira, com uma produção que atravessa cerâmica, escultura, pintura, desenho e outros suportes.

Em seu ateliê, instalado nas terras do antigo Engenho (depois Cerâmica) São João, no bairro da Várzea, no Recife, estão expostas muitas de suas obras, parte delas dispostas a céu aberto, em um grande jardim central.

Brennand faleceu em 19 de dezembro de 2019, vítima de infecção respiratória. Estava fazendo um tratamento contra uma pneumonia. Foi cremado no cemitério Morada da Paz, em Paulista/PE.

A Oficina Francisco Brennand abriu as portas gratuitamente nesta quinta-feira (11) para celebrar os 99 anos de nascimento de seu patrono. Além da entrada livre, o público pode participar de visitas mediadas que exploram a trajetória e o legado de um dos maiores artistas plásticos do Brasil.

A iniciativa marcou o início das celebrações rumo ao centenário de Francisco Brennand, em 2027, reforçando a missão da instituição de preservar e democratizar o acesso ao legado cultural deixado pelo mestre da arte brasileira.

Francisco Brennand foi um artista notável, um homem à frente do seu tempo, como mostra o reconhecimento que obteve, ao longo da sua trajetória, no Brasil e no exterior. Ele pertence a uma geração de artistas que elevaram Pernambuco ao topo. Em meio ao imenso legado que Brennand nos deixa, dois são muito especiais: sua oficina-museu, na Várzea, e o Parque das Esculturas, hoje parte indelével do cenário do Bairro do Recife. São obras que vão perpetuar a memória desse artista na história do nosso Estado. ✨️⚕️❤️ 👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre Ricardo Brennand, outro grande entusiasta das artes, acesse:


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segunda-feira, 1 de junho de 2026

HOJE NA HISTÓRIA- 01.06.26 - Centenário do Nascimento de Marilyn Monroe

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🎂👧🏼 No dia 1° de junho de 1926 nascia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, Norma Jeane Mortenson, mulher que o mundo conheceria como MARILYN MONROE, atriz, modelo e um dos maiores símbolos da cultura pop do século XX.​ A sua influência estende-se muito para além do cinema, atravessando gerações e reinventando‑se até hoje.

Sua infância foi marcada por dificuldades familiares e pela passagem por lares adotivos e orfanatos. Ainda jovem, começou a trabalhar como modelo e rapidamente chamou atenção pela fotogenia e pelo carisma diante das câmeras. Em 1946, assinou seu primeiro contrato com a 20th Century Fox e iniciou oficialmente sua carreira em Hollywood.​

Ao longo da década de 1950, Marilyn Monroe se transformou em uma das maiores estrelas do cinema mundial. Dona de uma imagem que misturava sensualidade, humor e vulnerabilidade, ela protagonizou sucessos que marcaram época, como “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955), “O Rio das Almas Perdidas” (1954), “Nunca Fui Santa” (1956) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), considerado um dos maiores clássicos da comédia no cinema.​

Muito além da imagem de símbolo sexual construída por Hollywood, Marilyn buscava reconhecimento como atriz dramática e estudou interpretação em Nova York, tentando romper os estereótipos que a acompanhavam desde o início da carreira.​

Sua vida pessoal também foi constantemente acompanhada pela imprensa. Marilyn se casou três vezes, incluindo relacionamentos com o jogador de beisebol Joe DiMaggio e o dramaturgo Arthur Miller. Além disso, rumores sobre um envolvimento com os irmãos John F. Kennedy e Robert Kennedy ajudaram a alimentar ainda mais sua aura de mistério.​

Em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua casa, em Los Angeles. A causa oficial foi registrada como overdose de barbitúricos, mas as circunstâncias de sua morte seguem cercadas de teorias e controvérsias até hoje.​

Décadas depois, Marilyn continua sendo uma das figuras mais icônicas da história do entretenimento, eternizada como símbolo de glamour, talento e fragilidade humana.​ Até hoje é lembrada, tendo se tornado um ícone e farol do seu tempo. ✨️🎥❤️ 👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Channel Brasil

👉 Para saber mais sobre Brigitte Bardot, outro ícone do cinema norte-americano, acesse:


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segunda-feira, 18 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 18.05.26 - 169 Anos da Emancipação da Cidade de Caruaru

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🪗 A cidade de Caruaru começou a tomar forma em 1681, quando o governador Aires de Souza de Castro concedeu à família Rodrigues de Sá uma sesmaria (concessão de terras com o intuito de desenvolver a agricultura e a criação de gado) com 30 léguas de extensão (aproximadamente 12 hectares), denominada Fazenda Caruru. Mas, apenas em 1776, José Rodrigues de Jesus decidiu voltar para a fazenda do pai, que havia passado alguns anos abandonada. Pouco tempo após a morte do patriarca, a fazenda ganhava uma capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, que foi acolhendo um pequeno povoado ao seu redor.

Caruaru tornou-se cidade, uma das primeiras do Agreste pernambucano, pelo projeto nº 20, do deputado provincial Francisco de Paula Baptista, defendido em primeira discussão em 03 de abril de 1857, depois de aprovação sem debate, em 18 de maio do mesmo ano, com a assinatura da Lei Provincial nº 416, pelo vice-presidente da província de Pernambuco, Joaquim Pires Machado Portela.

Caruaru é uma das cidades mais importantes do estado de Pernambuco e carrega muito da cultura do estado. Conhecida como Capital do Agreste e também do Forró, a quarta cidade mais populosa de Pernambuco (segundo o censo de 2022 do IBGE) tem uma grande zona de influência nos municípios à sua volta, sem contar o seu poder cultural. Por isso, o turismo é forte na cidade, principalmente no meio do ano. No São João de 2023, Caruaru recebeu 1,2 milhão de visitantes, de acordo com a Secretaria de Turismo do estado, mas para além do período junino, o município conta com diversos locais atrativos para turistas, desde museus a belezas naturais. 👏👏👏👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto: Professor Marcelo Bezerra (@profmarcelobezerra)

🕰 Saiba mais sobre o projeto Muita História pra Contar, digite no Google: muita história pra contar professor José Ricardo.

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domingo, 3 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 03.05.26 - Centenário do Nascimento do Geógrafo Milton Santos

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🎂✨ Num dia como hoje, 3 de maio, há exatamente 100 anos, nascia em Brotas de Macaúbas (região da Chapada Diamantina), na Bahia, MILTON SANTOS, um dos mais influentes geógrafos do século XX, não apenas no Brasil, mas no mundo. Sua importância para a Geografia está ligada à forma como ele revolucionou o pensamento geográfico, especialmente ao propor uma geografia crítica, cidadã e voltada para a transformação social. Em sua obra, ele abordou temas como urbanização, desigualdades e as relações entre espaço e sociedade, sempre com um forte compromisso social e a partir da perspectiva dos países em desenvolvimento.

A família de Milton Santos era de classe média, e tanto o pai como a mãe eram professores primários. Ingressou na faculdade de direito e atuou na política estudantil, chegando a ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1948, formou-se pela Universidade Federal da Bahia. Foi professor em Salvador e depois em Ilhéus. Nessa última cidade, foi correspondente do jornal "A Tarde". Também publicou seu primeiro livro, "A Zona do Cacau", tratando daquela monocultura na região. Retornou para Salvador, tornou-se professor na Faculdade Católica de Filosofia e editorialista do "A Tarde" e publicou mais de uma centena de artigos de geografia.

Em 1956, foi convidado pelo professor Jean Tricart a realizar seu doutorado em Estrasburgo (França). Tendo viajado pela Europa e pela África, publicou em 1960 o estudo "Mariana em Preto e Branco". Após o doutorado (com a tese "O Centro da Cidade de Salvador"), regressou para o Brasil.

Com o golpe militar de 1964, Milton Santos foi preso e depois exilado. Convidado a lecionar na Universidade de Toulouse (França), ficou ali três anos. A década de 1970 foi um período intelectualmente bastante fértil para Milton Santos, que estudou e trabalhou em universidades no Peru, na Venezuela e nos EUA. Nesse último país, entre 1975 e 1976, foi pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Em 1977, retornou para o Brasil, trazendo já completa a obra "Por uma Geografia Nova". Começou então um período difícil. Atuou como consultor e professor assistente e realizou trabalhos esporádicos até que, em 1984, conseguiu o posto de professor titular na Universidade de São Paulo (USP).

Milton Santos rompeu com a visão tradicional e descritiva da geografia, propondo uma abordagem que considerasse as desigualdades sociais e o papel do espaço na reprodução dessas desigualdades. Ele defendia que o espaço geográfico não é apenas um cenário, mas um produto das relações sociais, políticas e econômicas. Introduziu ideias como o meio técnico-científico-informacional e o território usado, que ajudaram a compreender os efeitos da globalização e da tecnologia sobre o espaço urbano.

O geográfo baiano foi autor de livros e estudos memoráveis como: “O espaço do cidadão” (1987), “A natureza do espaço” (1996) e “Por uma outra globalização” (2000). É dele a expressão lapidar de que “a globalização é uma perversidade”. Não que ele fosse contra a globalização, mas sim contra essa globalização neoliberal. Essa tese, Milton Santos defendeu em uma das suas obras primas “Por uma outra globalização” (2000), considerado o seu mais influente livro do ponto de vista popular. 

Em 1994, Milton Santos recebeu o Prêmio Vautrin Lud, considerado o "Nobel da Geografia", sendo o primeiro geógrafo do hemisfério sul e de um país em desenvolvimento a conquistar essa honraria. Ele foi um dos maiores intelectuais do século XX no campo da geografia humana e do pensamento crítico sobre a globalização, também. Diante dos recentes episódios ocorridos na América Latina, assim como no Brasil, nada melhor do que revisitar seus ensinamentos, para entender melhor o que está ocorrendo ao nosso redor, propondo alternativas mais humanas e inclusivas dentro do processo da globalização em que vivemos. Milton permanece, portanto, atual e imprescíndivel para o estudo da Geografia Humana. ✨️🌎📚 👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sábado, 2 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 02.05.26 - Morre Raimundo Rodrigues Pereira

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✝️ LUTO 😞 Morreu na manhã deste sábado (02 de maio), aos 85 anos, no Rio de Janeiro (RJ), o jornalista pernambucano RAIMUNDO RODRIGUES PEREIRA, uma das mentes mais brilhantes e corajosas da imprensa brasileira. Figura central na resistência democrática, ele não foi apenas um jornalista, mas um estrategista da informação que desafiou o autoritarismo com o rigor de sua formação em Física e a paixão pela justiça social.

Natural de Exu, Pernambuco, nascido em 8 de setembro de 1940, Raimundo traçou um caminho singular: expulso do ITA em 1964 pelo regime militar, transformou a perseguição em combustível para um jornalismo que buscava a “elevação do padrão material e cultural do povo”. Sua passagem por ícones da mídia, como a revista Realidade e O Estado de S. Paulo, lapidou o estilo de reportagem profunda e analítica que se tornaria sua marca registrada.

No entanto, seu maior legado foi forjado nas trincheiras da imprensa alternativa. À frente do jornal Movimento, fundado em 1975, ele liderou um veículo que era, ao mesmo tempo, um jornal e um centro de articulação política contra a censura. Mesmo sob a asfixia financeira e os cortes agressivos dos censores – que deixavam páginas em branco como cicatrizes nas edições –, Raimundo nunca recuou, provando que a verdade era a ferramenta mais potente de transformação.

Em anos recentes, sua obstinação em entender as engrenagens do país deu vida ao projeto “Retrato do Brasil”, uma obra de fôlego que sintetiza décadas de estudo sobre a realidade nacional. Raimundo Rodrigues Pereira parte deixando um vazio na ética jornalística, mas seu exemplo permanece como um farol de coragem para as futuras gerações de comunicadores que acreditam no jornalismo como um pilar inabalável da democracia. O corpo do intelectual foi cremado na tarde de hoje. 😞😓😥😢😭

#morreraimundorodriguespereira 🖤
#lutoporraimundorodriguespereira 🥀
#adeusraimundorodriguespereira 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - Primeiro de Maio - Dia Internacional do Trabalhador

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💪👊 Num dia como hoje, 1º de maio, há 140 anos (2026), 80 mil trabalhadores iniciaram em Chicago uma greve que se espalhou por diferentes regiões do país, reivindicando a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.​

A mobilização ocorreu em meio a tensões sociais e resultou em confrontos, repressão policial, mortos e feridos. Nos dias seguintes, os protestos culminaram no episódio conhecido como Revolta de Haymarket, quando uma bomba foi lançada durante uma manifestação, seguida por troca de tiros e novas mortes.​

Os patrões e o governo estavam determinados a esmagar o movimento, e para isso condenaram sem provas oito lideranças sindicais, ligadas ao movimento anarquista, dos quais sete com pena de morte. Quatro acabaram por ser executados (Parsons, Spies, Engel e Fischer), um quinto suicidou-se antes da execução (Lingg), e outro foi condenado a quinze anos de cadeia (Neeb). Por sua luta seriam posteriormente conhecidos como os "Mártires de Chicago". Os três sobreviventes foram posteriormente perdoados e a luta pelas oito horas diárias continuou.

Em 1889 durante a Segunda Internacional Socialista em Paris a data do primeiro de maio foi escolhida para ser o Dia Internacional do Trabalhador, em memória dos fatos ocorridos em 1886. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1891, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre pelo movimento dos trabalhadores organizados. Em 1º de maio de 1943,  no Governo Vargas, foi apresentada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O 1º de maio virou um símbolo da luta por direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e justiça social, sendo celebrado como feriado oficial em grande parte do mundo, embora muitas pessoas desconheçam que tudo começou com uma violenta repressão à uma grave que terminou com mortos, presos e feridos há 140 anos.

Séculos depois muitos desafios vêm sendo impostos à classe trabalhadora como a flexibilização das leis trabalhistas, a "pejotização", a "uberização", a precarização das relações de trabalho, o aumento de tempo para conquistar a aposentaria e os ataques constantes da chamada extrema-direita aos avanços dos movimentos sindicais e de trabalhadores urbanos e rurais.😠😡😤

#primeirodemaio 
#diadotrabalhador 
#lutaseresiatenciadostrabalhadores 
#movimentossindicais 
#diainternacionaldotrabalho 

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre as origens do Dia Internacional do Trabalhador, acesse:



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quinta-feira, 30 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 30.04.26 - Morre o Historiador Fernando Antônio Novais

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✝️ LUTO 😞 A historiografia brasileira perdeu hoje à tarde um de seu principais intelectuais. Morreu aos 93 anos o historiador FERNANDO ANTÔNIO NOVAIS, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou história moderna e contemporânea de 1957 a 1986, e atuou também como docente junto ao Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 1986 e 2003.

Autor de obras como “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)“ e “Aproximações: Estudos de História e Historiografia”, referência na historiografia nacional, Novais foi o responsável por redefinir a compreensão sobre o antigo sistema colonial português em sua relação com o Brasil, estabelecendo novos marcos para a pesquisa histórica no País.

Formado em História pela USP e doutor pela mesma universidade, Novais inovou a forma de compreender a formação do Brasil a partir dos quadros do antigo sistema colonial. Sua obra Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808), derivada da tese defendida em 1973, tornou-se decisiva para a compreensão das relações entre metrópole e colônia e para a interpretação dos processos históricos que estruturaram a experiência brasileira, unindo de forma inédita a análise econômica à política. O trabalho pode ser consultado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações USP.

Continuador das ideias de Caio Prado Júnior e integrante do grupo de estudos sobre O CAPITAL (entre 1958 e 1964), em seus trabalhos aprofundou, debateu e inovou teses caras aos historiadores de diferentes gerações – entre as quais, a tese da colonização do Brasil como ocupação mercantil articulada ao longo processo de acumulação de capital, desencadeado a partir da crise do feudalismo – teses, portanto, que contribuíram ao desenvolvimento dos estudos sobre o caráter do poder das classes dominantes e das lutas sociais que se estabelecem no Brasil desde a colônia aos dias atuais

Em 14 de dezembro de 2006, tornou-se o 38º Professor Emérito da FFLCH. Além da atuação na USP e na Unicamp, Fernando Novais orientou dissertações e teses, publicou trabalhos de referência em história e historiografia e coordenou a coleção História da vida privada no Brasil, publicada pela Companhia das Letras.

Nos quatro volumes da História da vida privada no Brasil, ele descreveu e analisou os costumes, os hábitos e os modos de ser dos brasileiros ao longo de quase cinco séculos, dos primórdios da colonização portuguesa aos dias de hoje. Lançada no final dos anos 1990, a premiada coleção tornou-se uma referência incontornável ao desvendar os mecanismos da sociedade brasileira e a dinâmica da formação nacional.

Fernando Novais influenciou inúmeros intelectuais e estudantes das gerações seguintes, como Lilia Moritz Schwarcz: "Muito rigoroso mas sempre generoso, Novais era um intérprete severo do país, e que soube mostrar a centralidade da escravidão para entender os destinos do país. Deixa muitas saudades."

Seu rigor metodológico, sua preocupação com a teoria histórica, chamam a atenção para a seriedade dos estudos históricos. Dono de uma trajetória admirável, Fernando Novais foi um dos grandes de nossa historiografia. Um exemplo do fazer historiográfico. Perdemos um de nossos melhores intelectuais! 😞😓😥😢😭

#morrefernandoantonionovais 🖤
#lutoporfernandoantonionovais 🥀
#adeusfernandoantonionovais 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre outros historiadores e historiadoras já falecidos, acesse:







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