✝️ LUTO 😞 O poeta, ensaísta, crítico, tradutor e editor, ALEXEI BUENO, com vários livros publicados, morreu na madrugada deste sábado (27 de junho), em sua casa. Intelectual de destaque de sua geração, Bueno tinha 63 anos e enfrentava um câncer. Sua obra destaca-se pelo profundo diálogo com a tradição ocidental e pelo rigor formal extremo. Em quatro décadas de produção, autor recebeu alguns dos principais prêmios da literatura brasileira, como Jabuti, APCA, ABL e Biblioteca Nacional.
Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1963, Alexei construiu, ao longo de mais de quatro décadas, uma trajetória marcada pelo rigor estético, pela excelência de sua poesia e pelo profundo diálogo com os grandes clássicos da literatura. Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recebeu importantes reconhecimentos ao longo da carreira, entre eles duas edições do Prêmio Jabuti, além do Prêmio Fernando Pessoa e de premiações concedidas pela Academia Brasileira de Letras e pela Biblioteca Nacional.
Pelo Grupo Editorial Record, publicou “Cinco Séculos de Poesia”, uma cuidadosa edição bilíngue que reúne obras-primas da poesia mundial dos séculos XVI ao XX, traduzidas e comentadas por Alexei, oferecendo aos leitores um amplo panorama da tradição poética ocidental. Também organizou “A Escravidão na Poesia Brasileira: do Século XVII ao XXI”, obra que evidencia seu compromisso com a preservação, o estudo e a difusão da literatura brasileira.
Dono de uma vasta produção autoral, Alexei deixou para a posteridade obras como: “As escadas da torre” (1984), “Poemas gregos” (1985), “Livro de haicais” (1989), “A decomposição de J. S. Bach” (1989), “Lucernário” (1993), “A via estreita” (1995), “A juventude dos deuses” (1996), “Entusiasmo” (1997), “Poemas reunidos” (1998), “Em sonho” (1999), “Os resistentes” (2001) e “Gamboa” (2002).
Como editor, organizou as obras completas de Augusto dos Anjos (1994), Mário de Sá-Carneiro (1995), Cruz e Sousa (1995), Olavo Bilac (1996), Jorge de Lima, Almada Negreiros (1997) e Gonçalves Dias (1998), além da nova edição de “Poesia completa e prosa”, de Vinicius de Moraes, também em 1998.
Organizou edição comentada de “Os Lusíadas” (1993) e “Grandes poemas do Romantismo brasileiro” (1994). Traduziu para o português obras de Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, Longfellow, Mallarmé, Tasso e Leopardi, entre outros autores, contribuindo para aproximar grandes obras da literatura universal do público brasileiro.
Foi responsável por edições definitivas e de referência, destacando-se a organização da Obra Completa de Augusto dos Anjos (1994) para a editora Nova Aguilar, um trabalho minucioso de cerca de 900 páginas.
Sua obra foi reconhecida com o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1995), o Prêmio Jabuti (2004), o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de Poesia (2004) e o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional (2022).
Atualmente, elaborava e revisava os textos da Biblioteca para as redes sociais da ABL, com especial destaque para as efemérides acadêmicas. Aos 63 anos, Alexei Bueno deixa um legado de inestimável valor para a literatura. Seus amigos e leitores, seguirão encontrando em sua obra uma fonte permanente de conhecimento, sensibilidade e inspiração. ✨️📚🖤 👏👏👏
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.
👉 Para saber mais sobre o escritor e jornalista Raimundo Carrero, recentemente falecido, acesse:
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