domingo, 3 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 03.05.26 - Centenário do Nascimento do Geógrafo Milton Santos

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🎂✨ Num dia como hoje, 3 de maio, há exatamente 100 anos, nascia em Brotas de Macaúbas (região da Chapada Diamantina), na Bahia, MILTON SANTOS, um dos mais influentes geógrafos do século XX, não apenas no Brasil, mas no mundo. Sua importância para a Geografia está ligada à forma como ele revolucionou o pensamento geográfico, especialmente ao propor uma geografia crítica, cidadã e voltada para a transformação social. Em sua obra, ele abordou temas como urbanização, desigualdades e as relações entre espaço e sociedade, sempre com um forte compromisso social e a partir da perspectiva dos países em desenvolvimento.

A família de Milton Santos era de classe média, e tanto o pai como a mãe eram professores primários. Ingressou na faculdade de direito e atuou na política estudantil, chegando a ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1948, formou-se pela Universidade Federal da Bahia. Foi professor em Salvador e depois em Ilhéus. Nessa última cidade, foi correspondente do jornal "A Tarde". Também publicou seu primeiro livro, "A Zona do Cacau", tratando daquela monocultura na região. Retornou para Salvador, tornou-se professor na Faculdade Católica de Filosofia e editorialista do "A Tarde" e publicou mais de uma centena de artigos de geografia.

Em 1956, foi convidado pelo professor Jean Tricart a realizar seu doutorado em Estrasburgo (França). Tendo viajado pela Europa e pela África, publicou em 1960 o estudo "Mariana em Preto e Branco". Após o doutorado (com a tese "O Centro da Cidade de Salvador"), regressou para o Brasil.

Com o golpe militar de 1964, Milton Santos foi preso e depois exilado. Convidado a lecionar na Universidade de Toulouse (França), ficou ali três anos. A década de 1970 foi um período intelectualmente bastante fértil para Milton Santos, que estudou e trabalhou em universidades no Peru, na Venezuela e nos EUA. Nesse último país, entre 1975 e 1976, foi pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Em 1977, retornou para o Brasil, trazendo já completa a obra "Por uma Geografia Nova". Começou então um período difícil. Atuou como consultor e professor assistente e realizou trabalhos esporádicos até que, em 1984, conseguiu o posto de professor titular na Universidade de São Paulo (USP).

Milton Santos rompeu com a visão tradicional e descritiva da geografia, propondo uma abordagem que considerasse as desigualdades sociais e o papel do espaço na reprodução dessas desigualdades. Ele defendia que o espaço geográfico não é apenas um cenário, mas um produto das relações sociais, políticas e econômicas. Introduziu ideias como o meio técnico-científico-informacional e o território usado, que ajudaram a compreender os efeitos da globalização e da tecnologia sobre o espaço urbano.

O geográfo baiano foi autor de livros e estudos memoráveis como: “O espaço do cidadão” (1987), “A natureza do espaço” (1996) e “Por uma outra globalização” (2000). É dele a expressão lapidar de que “a globalização é uma perversidade”. Não que ele fosse contra a globalização, mas sim contra essa globalização neoliberal. Essa tese, Milton Santos defendeu em uma das suas obras primas “Por uma outra globalização” (2000), considerado o seu mais influente livro do ponto de vista popular. 

Em 1994, Milton Santos recebeu o Prêmio Vautrin Lud, considerado o "Nobel da Geografia", sendo o primeiro geógrafo do hemisfério sul e de um país em desenvolvimento a conquistar essa honraria. Ele foi um dos maiores intelectuais do século XX no campo da geografia humana e do pensamento crítico sobre a globalização, também. Diante dos recentes episódios ocorridos na América Latina, assim como no Brasil, nada melhor do que revisitar seus ensinamentos, para entender melhor o que está ocorrendo ao nosso redor, propondo alternativas mais humanas e inclusivas dentro do processo da globalização em que vivemos. Milton permanece, portanto, atual e imprescíndivel para o estudo da Geografia Humana. ✨️🌎📚 👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sábado, 2 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 02.05.26 - Morre Raimundo Rodrigues Pereira

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✝️ LUTO 😞 Morreu na manhã deste sábado (02 de maio), aos 85 anos, no Rio de Janeiro (RJ), o jornalista pernambucano RAIMUNDO RODRIGUES PEREIRA, uma das mentes mais brilhantes e corajosas da imprensa brasileira. Figura central na resistência democrática, ele não foi apenas um jornalista, mas um estrategista da informação que desafiou o autoritarismo com o rigor de sua formação em Física e a paixão pela justiça social.

Natural de Exu, Pernambuco, nascido em 8 de setembro de 1940, Raimundo traçou um caminho singular: expulso do ITA em 1964 pelo regime militar, transformou a perseguição em combustível para um jornalismo que buscava a “elevação do padrão material e cultural do povo”. Sua passagem por ícones da mídia, como a revista Realidade e O Estado de S. Paulo, lapidou o estilo de reportagem profunda e analítica que se tornaria sua marca registrada.

No entanto, seu maior legado foi forjado nas trincheiras da imprensa alternativa. À frente do jornal Movimento, fundado em 1975, ele liderou um veículo que era, ao mesmo tempo, um jornal e um centro de articulação política contra a censura. Mesmo sob a asfixia financeira e os cortes agressivos dos censores – que deixavam páginas em branco como cicatrizes nas edições –, Raimundo nunca recuou, provando que a verdade era a ferramenta mais potente de transformação.

Em anos recentes, sua obstinação em entender as engrenagens do país deu vida ao projeto “Retrato do Brasil”, uma obra de fôlego que sintetiza décadas de estudo sobre a realidade nacional. Raimundo Rodrigues Pereira parte deixando um vazio na ética jornalística, mas seu exemplo permanece como um farol de coragem para as futuras gerações de comunicadores que acreditam no jornalismo como um pilar inabalável da democracia. O corpo do intelectual foi cremado na tarde de hoje. 😞😓😥😢😭

#morreraimundorodriguespereira 🖤
#lutoporraimundorodriguespereira 🥀
#adeusraimundorodriguespereira 👋

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - Primeiro de Maio - Dia Internacional do Trabalhador

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💪👊 Num dia como hoje, 1º de maio, há 140 anos (2026), 80 mil trabalhadores iniciaram em Chicago uma greve que se espalhou por diferentes regiões do país, reivindicando a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.​

A mobilização ocorreu em meio a tensões sociais e resultou em confrontos, repressão policial, mortos e feridos. Nos dias seguintes, os protestos culminaram no episódio conhecido como Revolta de Haymarket, quando uma bomba foi lançada durante uma manifestação, seguida por troca de tiros e novas mortes.​

Os patrões e o governo estavam determinados a esmagar o movimento, e para isso condenaram sem provas oito lideranças sindicais, ligadas ao movimento anarquista, dos quais sete com pena de morte. Quatro acabaram por ser executados (Parsons, Spies, Engel e Fischer), um quinto suicidou-se antes da execução (Lingg), e outro foi condenado a quinze anos de cadeia (Neeb). Por sua luta seriam posteriormente conhecidos como os "Mártires de Chicago". Os três sobreviventes foram posteriormente perdoados e a luta pelas oito horas diárias continuou.

Em 1889 durante a Segunda Internacional Socialista em Paris a data do primeiro de maio foi escolhida para ser o Dia Internacional do Trabalhador, em memória dos fatos ocorridos em 1886. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1891, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre pelo movimento dos trabalhadores organizados. Em 1º de maio de 1943,  no Governo Vargas, foi apresentada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O 1º de maio virou um símbolo da luta por direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e justiça social, sendo celebrado como feriado oficial em grande parte do mundo, embora muitas pessoas desconheçam que tudo começou com uma violenta repressão à uma grave que terminou com mortos, presos e feridos há 140 anos.

Séculos depois muitos desafios vêm sendo impostos à classe trabalhadora como a flexibilização das leis trabalhistas, a "pejotização", a "uberização", a precarização das relações de trabalho, o aumento de tempo para conquistar a aposentaria e os ataques constantes da chamada extrema-direita aos avanços dos movimentos sindicais e de trabalhadores urbanos e rurais.😠😡😤

#primeirodemaio 
#diadotrabalhador 
#lutaseresiatenciadostrabalhadores 
#movimentossindicais 
#diainternacionaldotrabalho 

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre as origens do Dia Internacional do Trabalhador, acesse:

💻 https://josericardope.blogspot.com/2011/05/tributo-aos-martires-de-chicago.html

💻 https://josericardope.blogspot.com/2022/05/o-pensamento-vivo-dos-martires-de.html

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 30.04.26 - Morre o Historiador Fernando Antônio Novais

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✝️ LUTO 😞 A historiografia brasileira perdeu hoje à tarde um de seu principais intelectuais. Morreu aos 93 anos o historiador FERNANDO ANTÔNIO NOVAIS, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou história moderna e contemporânea de 1957 a 1986, e atuou também como docente junto ao Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 1986 e 2003.

Autor de obras como “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)“ e “Aproximações: Estudos de História e Historiografia”, referência na historiografia nacional, Novais foi o responsável por redefinir a compreensão sobre o antigo sistema colonial português em sua relação com o Brasil, estabelecendo novos marcos para a pesquisa histórica no País.

Formado em História pela USP e doutor pela mesma universidade, Novais inovou a forma de compreender a formação do Brasil a partir dos quadros do antigo sistema colonial. Sua obra Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808), derivada da tese defendida em 1973, tornou-se decisiva para a compreensão das relações entre metrópole e colônia e para a interpretação dos processos históricos que estruturaram a experiência brasileira, unindo de forma inédita a análise econômica à política. O trabalho pode ser consultado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações USP.

Continuador das ideias de Caio Prado Júnior e integrante do grupo de estudos sobre O CAPITAL (entre 1958 e 1964), em seus trabalhos aprofundou, debateu e inovou teses caras aos historiadores de diferentes gerações – entre as quais, a tese da colonização do Brasil como ocupação mercantil articulada ao longo processo de acumulação de capital, desencadeado a partir da crise do feudalismo – teses, portanto, que contribuíram ao desenvolvimento dos estudos sobre o caráter do poder das classes dominantes e das lutas sociais que se estabelecem no Brasil desde a colônia aos dias atuais

Em 14 de dezembro de 2006, tornou-se o 38º Professor Emérito da FFLCH. Além da atuação na USP e na Unicamp, Fernando Novais orientou dissertações e teses, publicou trabalhos de referência em história e historiografia e coordenou a coleção História da vida privada no Brasil, publicada pela Companhia das Letras.

Nos quatro volumes da História da vida privada no Brasil, ele descreveu e analisou os costumes, os hábitos e os modos de ser dos brasileiros ao longo de quase cinco séculos, dos primórdios da colonização portuguesa aos dias de hoje. Lançada no final dos anos 1990, a premiada coleção tornou-se uma referência incontornável ao desvendar os mecanismos da sociedade brasileira e a dinâmica da formação nacional.

Fernando Novais influenciou inúmeros intelectuais e estudantes das gerações seguintes, como Lilia Moritz Schwarcz: "Muito rigoroso mas sempre generoso, Novais era um intérprete severo do país, e que soube mostrar a centralidade da escravidão para entender os destinos do país. Deixa muitas saudades."

Seu rigor metodológico, sua preocupação com a teoria histórica, chamam a atenção para a seriedade dos estudos históricos. Dono de uma trajetória admirável, Fernando Novais foi um dos grandes de nossa historiografia. Um exemplo do fazer historiográfico. Perdemos um de nossos melhores intelectuais! 😞😓😥😢😭

#morrefernandoantonionovais 🖤
#lutoporfernandoantonionovais 🥀
#adeusfernandoantonionovais 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre outros historiadores e historiadoras já falecidos, acesse:







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sexta-feira, 24 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 24.04.26 - 380 Anos da Batalha de Tejucupapo

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🔪😠🗡️ Num dia como hoje, há 380 anos, ocorreu no distrito de Tejucupapo da atual cidade pernambucana de Goiana, uma batalha entre as tropas holandesas, sob o comando do almirante Johan Lichtart, e a população local, formada em sua maioria por mulheres. O episódio que entrou para a História com o nome de BATALHA DE TEJUCUPAPO evidenciou o papel de mulheres, guerreiras, destemidas, que também participaram do processo de expulsão dos holandeses no nordeste colonial, e que muitas vezes sequer são mencionadas nos livros e manuais de História.

O almirante Johan Lichtart saiu do Recife com alguns navios e 600 homens dirigindo-se a Tejucupapo, que esperava capturar de surpresa, para em seguida marchar sobre o povoado de São Lourenço, operação que lhe asseguraria os suprimentos de que a capital do Brasil Holandês carecia.

No campo oposto, em Tejucupapo, aguardava o major de milícias Agostinho Nunes, no chamado Reduto de Tejucupapo, erguido e guarnecido pelos próprios habitantes. Um pequeno caminho ligava o reduto com o povoado. Nas matas em suas margens, ocultava-se uma pequena força de trinta jovens, sob o comando de Mateus Fernandes. A povoação contava com cerca de uma centena de homens.

Lichtart desembarcou as suas forças, que marcharam sobre Tejucupapo, ferindo-se o combate, no qual pereceu Agostinho Nunes e a maioria de seus homens. Ao se aproximar do reduto, uma das mulheres da povoação tomou em mãos uma imagem do Redentor e, exibindo-a, chamou as demais às armas. As mulheres guerreiras de Tejucupapo prepararam-se para entrar em combate contra os holandeses.

Enquanto seus pais, maridos e filhos batem-se fora do reduto, elas acorreram às trincheiras para aí esperarem o inimigo. À sua chegada, sob o comando do próprio Lichtart, por três vezes a vaga de assalto foi rechaçada. Lichtart compreendendo as suas perdas e que mesmo com a vitória não conseguiria marchar sobre São Lourenço, ordenou a retirada, determinando conduzir os seus mortos para ocultar o número relativamente volumoso dos soldados que perdera, dentre os 600 que dispunha.

Mas as forças invasoras foram frustradas em sua intenção porque iniciou a reação da pequena e valente população local, que tendo à frente quatro mulheres – Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina –  lutaram bravamente contra os invasores, enquanto os poucos homens que haviam permanecido na localidade ocupavam-se em emboscar os assaltantes, atacando-os à bala e não lhes dando sossego. Com o saldo da escaramuça, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo flamengos. A batalha durou horas.

O primeiro registro escrito, e um dos raros existentes, em que foi narrada essa participação feminina nos fatos foi feita pelo religioso Frei Manuel Calado, testemunha dos conflitos entre Portugal e Holanda, no livro "O Valeroso Lucideno", já em 1648.

As mulheres de Tejucupapo conquistaram o tratamento de heroínas por terem com as armas, ao lado dos maridos, filhos e irmãos, repelido 600 holandeses que recuaram derrotados. Em 1859 o Imperador Dom Pedro II visitou a Localidade de São Lourenço de Tejucupapo e mandou cortar o pedaço de um tronco de uma árvore em memória da resistência dos moradores que ali lutaram.

Em 2023, a senadora Teresa Leitão apresentou o PL 1.393/2023, que sugere que se inscreva o nome das heroínas de Tejucupapo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) já reconheceu oficialmente o papel histórico das heroínas de Tejucupapo e elas fazem parte do Livro do Panteão dos Heróis e Heroínas de Pernambuco, que registra figuras e grupos que contribuíram de forma decisiva para a formação da identidade pernambucana, por proposição do deputado Henrique Queiroz Filho (PP).

Anualmente é encenada no último domingo de abril por atores amadores, naturais de Tejucupapo, na Fazenda Megaó, a peça “Batalha das Heroínas de Tejucupapo”. Escrita e dirigida por Luzia Maria da Silva, desde 1993 (em dois anos, ele não aconteceu devido a problemas com políticos locais), a encenação teatral resgata a história de luta e bravura dessas mulheres tejucupapoenses. Em 2022, o teatro, que também é considerado o segundo maior teatro ao ar livre de Pernambuco, recebeu o título de Patrimônio Vivo da Cultura do Povo de Pernambuco, em nome da Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo, que organiza e produz o evento que movimenta o turismo local e desperta a atenção do povo em torno desse episódio.

Hoje celebramos o Dia Estadual da Batalha das Heroínas de Tejucupapo. A evocação deste importante episódio nos faz lembrar da resistência das populações periféricas e marginalizadas, do apagamento das mulheres na escrita e ensino da História oficial e a importância da História local e oral como forma de preservação da memória. Viva as pernambucanas heroínas de Tejucupapo! Salve as guerreiras goianenses! 💪👩🏻‍🦱👩🏼👵🏽👊

#380anosdabatalhadetejucupapo
#historiadepernambuco
#guerracontraosholandeses
#mulheresnahistoria
#heroinasdetejucupapo

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

🖼️ Imagem utlizada no post: painel da artista Tereza Costa Rêgo sobre a Batalha de Tejucupapo

👉 Para saber mais sobre a presença dos holandeses no nordeste brasileiro, acesse:







👉 Assista também o vídeo sobre a Batalha de Casa Forte 📺 https://youtu.be/DaxUPzJ7A0s

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domingo, 19 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 19.04.26 - 85 Anos do Nascimento de Roberto Carlos

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🎂✨ Num dia como hoje, 19 de abril, há 85 anos, nascia em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, o cantor e compositor ROBERTO CARLOS, considerado o REI da música brasileira. Ao longo de décadas de carreira artística Roberto Carlos conquistou fãs, consagrou sucessos icônicos no cancioneiro nacional e encantou plateias com seus shows movidos a romantismo e carisma no Brasil e no mundo. Seja em terra ou no mar, com seu cruzeiro anual, o Rei cativa seus súditos com canções que falam de amor, de saudade e de fé, terminando sempre as apresentações com sua inconfundível distribuição de rosas.

Roberto Carlos Braga, seu nome de batismo, era o quarto e último filho do relojoeiro Robertino Braga e da costureira Laura Moreira Braga, a famosa “Lady Laura” que ele homenageou em música. Aos 6 anos sofreu um grave acidente na linha de trem e teve parte da perna direita amputada. Por isso sempre usa roupas que cobrem a prótese e evita ser fotografado de bermuda. Aos 9 anos já era atração na Rádio Cachoeiro imitando o cantor Bob Nelson, com o bolero Amor Y Más Amor.

Em 1958, influenciado pelo samba-canção e pela Bossa Nova formou o The Sputniks no Rio junto com Erasmo Carlos e Tim Maia, antes da fama solo. É possível dividir a carreira do Rei em três períodos: a fase da Jovem Guarda (nos anos 60), a fase romântica (anos 70) e uma fase mais eclética (anos 90 em diante). Ele conseguiu ultrapassar a marca de 140 milhões de discos vendidos. É o latino-americano que mais vendeu na história. Durante 38 anos, lançou um álbum anualmente, entre 1961 e 1998. Desde 1974 apresenta o Roberto Carlos Especial na Globo na semana de Natal.

No cinema estrelou filmes inspirados nos Beatles, como "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1968) e "Roberto Carlos a 300 km por Hora" (1971).

Suas músicas foram regravadas por nomes como Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e até artistas internacionais. Detalhes, Emoções e Jesus Cristo são as que nunca saem do setlist, sendo que esta última virou uma das músicas mais tocadas em igrejas do Brasil, mesmo ele não sendo um cantor gospel. Segundo dados do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o artista possuí 733 obras musicais e 1304 gravações cadastradas no banco de dados da instituição.

O estudo do ECAD aponta que “É preciso saber viver”, parceria com Erasmo Carlos, lidera o ranking das músicas de sua autoria mais tocadas nos últimos cinco anos. Na sequência aparecem “Além do horizonte”, também de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos. Esta última é o destaque entre as canções mais regravadas do artista, com 111 gravações. Entre os intérpretes que mais gravaram as músicas de Roberto Carlos, estão Erasmo Carlos, Maria Bethânia, Wanderléa e Agnaldo Timóteo.

O Rei teve três esposas: Cleonice Rossi do primeiro casamento, em 1968; a atriz Myrian Rios entre 1978 e 1979; e Maria Rita Simões, considerada o grande amor da vida dele. Casaram em 1996. Ela morreu em 1999 vítima de câncer, o que deixou Roberto muito abalado. Ele ficou anos sem gravar músicas inéditas depois da perda. Além de Maria Rita, Roberto perdeu o grande parceiro e amigo Erasmo Carlos em 2022. Os dois compuseram juntos por mais de 50 anos.

Supersticioso, Roberto Carlos evita as cores marrom e roxo, não canta mais "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno" e costuma entrar no palco com o pé direito. Mesmo sendo o Rei, mantém a vida pessoal reservada. Mora no Rio de Janeiro, no bairro da Urca, e raramente dá entrevistas sobre intimidade. Roberto sempre separou bem a figura pública do homem reservado. A música foi o jeito que encontrou de falar de amor, saudade e fé. Aos 85 anos ele continua na ativa, inclusive hoje, vai comemorar seu aniversário com um show na sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim. Vida longa ao Rei é o que todos seus fãs-súditos desejam. 👏👏👏 🥳 🎉🎉🎉

#85anosderobertocarlos
#parabensrobertocarlos
#RobertoCarlosReidaMusicaBrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 17.04.26 - Morre Oscar Schmidt

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✝️ LUTO 😞 O esporte brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17 de abril), aos 68 anos, o ex-jogador OSCAR SCHMIDT, considerado o maior nome da história do basquete nacional e um dos maiores atletas de todos os tempos no país. Ele teve um mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, mas faleceu nesta tarde. A lenda brasileira deixa uma legião de admiradores espalhados pelo planeta, além de um legado de recordes e conquistas que marcaram para sempre a história do esporte. Fora sua brilhante passagem pela seleção brasileira, ele também foi um grande vencedor em todos os times que defendeu.

Nascido em Natal, o astro ficou conhecido como “Mão Santa” e acumulou marcas difíceis de alcançar. Ao longo de 25 anos de carreira, ele se tornou o maior pontuador da história do basquete até 2024, com 49.703 pontos, quando foi superado por LeBron James. Ele é recordista de carreira mais longa de um jogador profissional de basquete (26 anos) e o cestinha da história dos Jogos Olímpicos de Verão, com 1 093 pontos.

A trajetória olímpica inclui cinco participações consecutivas e atuações que ficaram marcadas. Entre elas, o jogo contra a Espanha, em Seul 1988, quando fez 55 pontos, o maior número registrado em uma única partida na competição. 

Pela Seleção Brasileira, em 1987, nos Jogos Pan-Americanos, Oscar também fez história. Na decisão contra os Estados Unidos, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115. Durante o período em que defendeu a equipe, entre 1977 e 1996, disputou 326 partidas oficiais e somou 7.693 pontos. O atleta também conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.

Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela FIBA em 1991. Em agosto de 2010, ele foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e influência global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro. Cerca de anos depois, anunciou que estava curado. Ele deixa esposa, dois filhos e netos. Em comunicado, a família lamentou a morte do ex-atleta e destacou sua trajetória. O velório e o enterro serão realizados de forma restrita, apenas para familiares e amigos próximos.

Oscar deixa um legado eterno no esporte, admirado por gerações de fãs e atletas. Sua trajetória transcendeu as quadras: tornou-se símbolo de superação, determinação e orgulho nacional. Cada ponto marcado, cada batalha vencida e cada exemplo deixado ficarão para sempre na memória do povo brasileiro. Hoje, o Brasil se despede de uma lenda. Mas seu legado jamais será apagado. 👏👏👏👏👏👏

#morreoscarschmidt 🖤
#lutoporoscarschmidt 🥀
#adeusoscarschmidt 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

🖱️ Portais G1, R7 e UOL
📺 Canal History Channel Brasil
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo

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