quinta-feira, 30 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 30.04.26 - Morre o Historiador Fernando Antônio Novais

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✝️ LUTO 😞 A historiografia brasileira perdeu hoje à tarde um de seu principais intelectuais. Morreu aos 93 anos o historiador FERNANDO ANTÔNIO NOVAIS, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou história moderna e contemporânea de 1957 a 1986, e atuou também como docente junto ao Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 1986 e 2003.

Autor de obras como “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)“ e “Aproximações: Estudos de História e Historiografia”, referência na historiografia nacional, Novais foi o responsável por redefinir a compreensão sobre o antigo sistema colonial português em sua relação com o Brasil, estabelecendo novos marcos para a pesquisa histórica no País.

Formado em História pela USP e doutor pela mesma universidade, Novais inovou a forma de compreender a formação do Brasil a partir dos quadros do antigo sistema colonial. Sua obra Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808), derivada da tese defendida em 1973, tornou-se decisiva para a compreensão das relações entre metrópole e colônia e para a interpretação dos processos históricos que estruturaram a experiência brasileira, unindo de forma inédita a análise econômica à política. O trabalho pode ser consultado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações USP.

Continuador das ideias de Caio Prado Júnior e integrante do grupo de estudos sobre O CAPITAL (entre 1958 e 1964), em seus trabalhos aprofundou, debateu e inovou teses caras aos historiadores de diferentes gerações – entre as quais, a tese da colonização do Brasil como ocupação mercantil articulada ao longo processo de acumulação de capital, desencadeado a partir da crise do feudalismo – teses, portanto, que contribuíram ao desenvolvimento dos estudos sobre o caráter do poder das classes dominantes e das lutas sociais que se estabelecem no Brasil desde a colônia aos dias atuais

Em 14 de dezembro de 2006, tornou-se o 38º Professor Emérito da FFLCH. Além da atuação na USP e na Unicamp, Fernando Novais orientou dissertações e teses, publicou trabalhos de referência em história e historiografia e coordenou a coleção História da vida privada no Brasil, publicada pela Companhia das Letras.

Nos quatro volumes da História da vida privada no Brasil, ele descreveu e analisou os costumes, os hábitos e os modos de ser dos brasileiros ao longo de quase cinco séculos, dos primórdios da colonização portuguesa aos dias de hoje. Lançada no final dos anos 1990, a premiada coleção tornou-se uma referência incontornável ao desvendar os mecanismos da sociedade brasileira e a dinâmica da formação nacional.

Fernando Novais influenciou inúmeros intelectuais e estudantes das gerações seguintes, como Lilia Moritz Schwarcz: "Muito rigoroso mas sempre generoso, Novais era um intérprete severo do país, e que soube mostrar a centralidade da escravidão para entender os destinos do país. Deixa muitas saudades."

Seu rigor metodológico, sua preocupação com a teoria histórica, chamam a atenção para a seriedade dos estudos históricos. Dono de uma trajetória admirável, Fernando Novais foi um dos grandes de nossa historiografia. Um exemplo do fazer historiográfico. Perdemos um de nossos melhores intelectuais! 😞😓😥😢😭

#morrefernandoantonionovais 🖤
#lutoporfernandoantonionovais 🥀
#adeusfernandoantonionovais 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 24.04.26 - 380 Anos da Batalha de Tejucupapo

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🔪😠🗡️ Num dia como hoje, há 380 anos, ocorreu no distrito de Tejucupapo da atual cidade pernambucana de Goiana, uma batalha entre as tropas holandesas, sob o comando do almirante Johan Lichtart, e a população local, formada em sua maioria por mulheres. O episódio que entrou para a História com o nome de BATALHA DE TEJUCUPAPO evidenciou o papel de mulheres, guerreiras, destemidas, que também participaram do processo de expulsão dos holandeses no nordeste colonial, e que muitas vezes sequer são mencionadas nos livros e manuais de História.

O almirante Johan Lichtart saiu do Recife com alguns navios e 600 homens dirigindo-se a Tejucupapo, que esperava capturar de surpresa, para em seguida marchar sobre o povoado de São Lourenço, operação que lhe asseguraria os suprimentos de que a capital do Brasil Holandês carecia.

No campo oposto, em Tejucupapo, aguardava o major de milícias Agostinho Nunes, no chamado Reduto de Tejucupapo, erguido e guarnecido pelos próprios habitantes. Um pequeno caminho ligava o reduto com o povoado. Nas matas em suas margens, ocultava-se uma pequena força de trinta jovens, sob o comando de Mateus Fernandes. A povoação contava com cerca de uma centena de homens.

Lichtart desembarcou as suas forças, que marcharam sobre Tejucupapo, ferindo-se o combate, no qual pereceu Agostinho Nunes e a maioria de seus homens. Ao se aproximar do reduto, uma das mulheres da povoação tomou em mãos uma imagem do Redentor e, exibindo-a, chamou as demais às armas. As mulheres guerreiras de Tejucupapo prepararam-se para entrar em combate contra os holandeses.

Enquanto seus pais, maridos e filhos batem-se fora do reduto, elas acorreram às trincheiras para aí esperarem o inimigo. À sua chegada, sob o comando do próprio Lichtart, por três vezes a vaga de assalto foi rechaçada. Lichtart compreendendo as suas perdas e que mesmo com a vitória não conseguiria marchar sobre São Lourenço, ordenou a retirada, determinando conduzir os seus mortos para ocultar o número relativamente volumoso dos soldados que perdera, dentre os 600 que dispunha.

Mas as forças invasoras foram frustradas em sua intenção porque iniciou a reação da pequena e valente população local, que tendo à frente quatro mulheres – Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina –  lutaram bravamente contra os invasores, enquanto os poucos homens que haviam permanecido na localidade ocupavam-se em emboscar os assaltantes, atacando-os à bala e não lhes dando sossego. Com o saldo da escaramuça, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo flamengos. A batalha durou horas.

O primeiro registro escrito, e um dos raros existentes, em que foi narrada essa participação feminina nos fatos foi feita pelo religioso Frei Manuel Calado, testemunha dos conflitos entre Portugal e Holanda, no livro "O Valeroso Lucideno", já em 1648.

As mulheres de Tejucupapo conquistaram o tratamento de heroínas por terem com as armas, ao lado dos maridos, filhos e irmãos, repelido 600 holandeses que recuaram derrotados. Em 1859 o Imperador Dom Pedro II visitou a Localidade de São Lourenço de Tejucupapo e mandou cortar o pedaço de um tronco de uma árvore em memória da resistência dos moradores que ali lutaram.

Em 2023, a senadora Teresa Leitão apresentou o PL 1.393/2023, que sugere que se inscreva o nome das heroínas de Tejucupapo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) já reconheceu oficialmente o papel histórico das heroínas de Tejucupapo e elas fazem parte do Livro do Panteão dos Heróis e Heroínas de Pernambuco, que registra figuras e grupos que contribuíram de forma decisiva para a formação da identidade pernambucana, por proposição do deputado Henrique Queiroz Filho (PP).

Anualmente é encenada no último domingo de abril por atores amadores, naturais de Tejucupapo, na Fazenda Megaó, a peça “Batalha das Heroínas de Tejucupapo”. Escrita e dirigida por Luzia Maria da Silva, desde 1993 (em dois anos, ele não aconteceu devido a problemas com políticos locais), a encenação teatral resgata a história de luta e bravura dessas mulheres tejucupapoenses. Em 2022, o teatro, que também é considerado o segundo maior teatro ao ar livre de Pernambuco, recebeu o título de Patrimônio Vivo da Cultura do Povo de Pernambuco, em nome da Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo, que organiza e produz o evento que movimenta o turismo local e desperta a atenção do povo em torno desse episódio.

Hoje celebramos o Dia Estadual da Batalha das Heroínas de Tejucupapo. A evocação deste importante episódio nos faz lembrar da resistência das populações periféricas e marginalizadas, do apagamento das mulheres na escrita e ensino da História oficial e a importância da História local e oral como forma de preservação da memória. Viva as pernambucanas heroínas de Tejucupapo! Salve as guerreiras goianenses! 💪👩🏻‍🦱👩🏼👵🏽👊

#380anosdabatalhadetejucupapo
#historiadepernambuco
#guerracontraosholandeses
#mulheresnahistoria
#heroinasdetejucupapo

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

🖼️ Imagem utlizada no post: painel da artista Tereza Costa Rêgo sobre a Batalha de Tejucupapo

👉 Para saber mais sobre a presença dos holandeses no nordeste brasileiro, acesse:







👉 Assista também o vídeo sobre a Batalha de Casa Forte 📺 https://youtu.be/DaxUPzJ7A0s

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domingo, 19 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 19.04.26 - 85 Anos do Nascimento de Roberto Carlos

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🎂✨ Num dia como hoje, 19 de abril, há 85 anos, nascia em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, o cantor e compositor ROBERTO CARLOS, considerado o REI da música brasileira. Ao longo de décadas de carreira artística Roberto Carlos conquistou fãs, consagrou sucessos icônicos no cancioneiro nacional e encantou plateias com seus shows movidos a romantismo e carisma no Brasil e no mundo. Seja em terra ou no mar, com seu cruzeiro anual, o Rei cativa seus súditos com canções que falam de amor, de saudade e de fé, terminando sempre as apresentações com sua inconfundível distribuição de rosas.

Roberto Carlos Braga, seu nome de batismo, era o quarto e último filho do relojoeiro Robertino Braga e da costureira Laura Moreira Braga, a famosa “Lady Laura” que ele homenageou em música. Aos 6 anos sofreu um grave acidente na linha de trem e teve parte da perna direita amputada. Por isso sempre usa roupas que cobrem a prótese e evita ser fotografado de bermuda. Aos 9 anos já era atração na Rádio Cachoeiro imitando o cantor Bob Nelson, com o bolero Amor Y Más Amor.

Em 1958, influenciado pelo samba-canção e pela Bossa Nova formou o The Sputniks no Rio junto com Erasmo Carlos e Tim Maia, antes da fama solo. É possível dividir a carreira do Rei em três períodos: a fase da Jovem Guarda (nos anos 60), a fase romântica (anos 70) e uma fase mais eclética (anos 90 em diante). Ele conseguiu ultrapassar a marca de 140 milhões de discos vendidos. É o latino-americano que mais vendeu na história. Durante 38 anos, lançou um álbum anualmente, entre 1961 e 1998. Desde 1974 apresenta o Roberto Carlos Especial na Globo na semana de Natal.

No cinema estrelou filmes inspirados nos Beatles, como "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1968) e "Roberto Carlos a 300 km por Hora" (1971).

Suas músicas foram regravadas por nomes como Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e até artistas internacionais. Detalhes, Emoções e Jesus Cristo são as que nunca saem do setlist, sendo que esta última virou uma das músicas mais tocadas em igrejas do Brasil, mesmo ele não sendo um cantor gospel. Segundo dados do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o artista possuí 733 obras musicais e 1304 gravações cadastradas no banco de dados da instituição.

O estudo do ECAD aponta que “É preciso saber viver”, parceria com Erasmo Carlos, lidera o ranking das músicas de sua autoria mais tocadas nos últimos cinco anos. Na sequência aparecem “Além do horizonte”, também de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos. Esta última é o destaque entre as canções mais regravadas do artista, com 111 gravações. Entre os intérpretes que mais gravaram as músicas de Roberto Carlos, estão Erasmo Carlos, Maria Bethânia, Wanderléa e Agnaldo Timóteo.

O Rei teve três esposas: Cleonice Rossi do primeiro casamento, em 1968; a atriz Myrian Rios entre 1978 e 1979; e Maria Rita Simões, considerada o grande amor da vida dele. Casaram em 1996. Ela morreu em 1999 vítima de câncer, o que deixou Roberto muito abalado. Ele ficou anos sem gravar músicas inéditas depois da perda. Além de Maria Rita, Roberto perdeu o grande parceiro e amigo Erasmo Carlos em 2022. Os dois compuseram juntos por mais de 50 anos.

Supersticioso, Roberto Carlos evita as cores marrom e roxo, não canta mais "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno" e costuma entrar no palco com o pé direito. Mesmo sendo o Rei, mantém a vida pessoal reservada. Mora no Rio de Janeiro, no bairro da Urca, e raramente dá entrevistas sobre intimidade. Roberto sempre separou bem a figura pública do homem reservado. A música foi o jeito que encontrou de falar de amor, saudade e fé. Aos 85 anos ele continua na ativa, inclusive hoje, vai comemorar seu aniversário com um show na sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim. Vida longa ao Rei é o que todos seus fãs-súditos desejam. 👏👏👏 🥳 🎉🎉🎉

#85anosderobertocarlos
#parabensrobertocarlos
#RobertoCarlosReidaMusicaBrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 17.04.26 - Morre Oscar Schmidt

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✝️ LUTO 😞 O esporte brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17 de abril), aos 68 anos, o ex-jogador OSCAR SCHMIDT, considerado o maior nome da história do basquete nacional e um dos maiores atletas de todos os tempos no país. Ele teve um mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, mas faleceu nesta tarde. A lenda brasileira deixa uma legião de admiradores espalhados pelo planeta, além de um legado de recordes e conquistas que marcaram para sempre a história do esporte. Fora sua brilhante passagem pela seleção brasileira, ele também foi um grande vencedor em todos os times que defendeu.

Nascido em Natal, o astro ficou conhecido como “Mão Santa” e acumulou marcas difíceis de alcançar. Ao longo de 25 anos de carreira, ele se tornou o maior pontuador da história do basquete até 2024, com 49.703 pontos, quando foi superado por LeBron James. Ele é recordista de carreira mais longa de um jogador profissional de basquete (26 anos) e o cestinha da história dos Jogos Olímpicos de Verão, com 1 093 pontos.

A trajetória olímpica inclui cinco participações consecutivas e atuações que ficaram marcadas. Entre elas, o jogo contra a Espanha, em Seul 1988, quando fez 55 pontos, o maior número registrado em uma única partida na competição. 

Pela Seleção Brasileira, em 1987, nos Jogos Pan-Americanos, Oscar também fez história. Na decisão contra os Estados Unidos, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115. Durante o período em que defendeu a equipe, entre 1977 e 1996, disputou 326 partidas oficiais e somou 7.693 pontos. O atleta também conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.

Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela FIBA em 1991. Em agosto de 2010, ele foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e influência global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro. Cerca de anos depois, anunciou que estava curado. Ele deixa esposa, dois filhos e netos. Em comunicado, a família lamentou a morte do ex-atleta e destacou sua trajetória. O velório e o enterro serão realizados de forma restrita, apenas para familiares e amigos próximos.

Oscar deixa um legado eterno no esporte, admirado por gerações de fãs e atletas. Sua trajetória transcendeu as quadras: tornou-se símbolo de superação, determinação e orgulho nacional. Cada ponto marcado, cada batalha vencida e cada exemplo deixado ficarão para sempre na memória do povo brasileiro. Hoje, o Brasil se despede de uma lenda. Mas seu legado jamais será apagado. 👏👏👏👏👏👏

#morreoscarschmidt 🖤
#lutoporoscarschmidt 🥀
#adeusoscarschmidt 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

🖱️ Portais G1, R7 e UOL
📺 Canal History Channel Brasil
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 01.04.26 - Claudia Lima Gusmão Cacho se torna a primeira mulher no generalato do Exército Brasileiro

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🚺 Pela primeira vez em 377 anos, o Exército brasileiro nomeia sua primeira mulher general: a pernambucana CLAUDIA LIMA GUSMÃO CACHO, 57 anos, formada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco. A promoção ao posto de general de brigada foi oficializada nesta quarta-feira (1° de abril de 2025), durante solenidade, em Brasília e reflete a evolução contínua da presença feminina nas fileiras do Exército, um verdadeiro marco para a instituição militar. Cláudia concorria à vaga com outra coronel.

A promoção ao posto de General de Brigada é resultado de criterioso processo de avaliação conduzido pelo Alto-Comando do Exército. Entre os requisitos estão o tempo de serviço, o mérito profissional, o desempenho em funções de comando e Estado-Maior e a realização dos cursos obrigatórios de altos estudos militares.

Natural de Recife, em Pernambuco, a Coronel Claudia ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária, no então 42° Batalhão de Infantaria Motorizada, sediado em Goiânia (GO). Foi aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército, concluindo o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998.

Ao longo de quase três décadas de serviço, construiu uma sólida trajetória na área de Saúde Operacional e Hospitalar, destacando-se pelo desempenho técnico e pela capacidade de liderança em funções de comando e assessoramento. Dentre as diversas funções exercidas, destacam-se: chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro; diretora do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte; e diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Cláudia é casada e mãe de dois filhos. Agora, como general, ela deve dirigir o Hospital Militar de Área de Brasília. Em comunicado sobre a promoção da oficial-general, o Exército Brasileiro afirmou que a "ascensão representa não apenas mérito pessoal inequívoco, mas também a maturidade de um Exército que reconhece seus talentos de forma justa e que valoriza seus profissionais". 

A presença feminina no Exército Brasileiro possui uma trajetória histórica marcante, que remonta a Maria Quitéria de Jesus Medeiros, heroína da Guerra da Independência de 1823. Recentemente, o Exército vivenciou outro marco histórico com o ingresso voluntário das primeiras mulheres soldados, por meio do Serviço Militar Inicial Feminino. No mês passado, 1.010 mulheres se tornaram pioneiras e foram incorporadas como recrutas em 38 organizações militares de todo o território nacional.

"Me sinto muito, muito reconhecida", disse Cacho após a cerimônia no Clube do Exército, em Brasília. "Compartilho com todas as mulheres da Força, e com todas as esposas dos militares, e com todas as mulheres do Brasil. Acho que é uma vitória". Ao fim da cerimônia destacou que "responsabilidade e competência não têm gênero". 👏👏👏👏👏👏

#mulheresnoexercito
#empoderamentofeminino
#primeirageneralbrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋 professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre Anita Garibaldi, Maria Quitéria e Ana Néri, mulheres que participaram do exército brasileiro, acesse:




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domingo, 22 de março de 2026

HOJE NA HISTÓRIA- 22.03.26 - Morre o Padre Romeu da Fonte

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✝️ LUTO 😞 A História do Catolicismo pernambucano perdeu hoje, dia 22 de março de 2026 às 16h20, um de seus maiores expoentes. Morreu aos 96 anos, no Hospital Jayme da Fonte, no bairro das Graças, na Zona Norte da capital pernambucana, o decano da Arquidiocese de Olinda e Recife, MONSENHOR ROMEU GUSMÃO DA FONTE.

A morte foi anunciada por meio de uma mensagem assinada pelo Padre Marcelo Júnior, que é administrador paroquial da Torre e ecônomo da arquidiocese nas redes sociais da paróquia; e foi confirmada pela Arquidiocese de Olinda e Recife, que lamentou a perda e destacou o legado do religioso. Em nota, a instituição ressaltou sua importância para a comunidade e o carinho dos fiéis, lembrando sua longa atuação como símbolo de devoção e serviço à Igreja.

Padre Romeu, como era conhecido, era o mais longevo pároco em atividade, em Pernambuco, dedicando 70 anos de sua vida à ordenação sacerdotal e foi pároco da igreja de Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, na Torre, Zona Norte do Recife, por 66 anos.

O religioso nasceu em 13 de maio de 1929, e entrou para o Seminário Arquidiocesano aos 11 anos de idade, sendo ordenado padre em 20 de junho de 1954, pela imposição das mãos do então arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio de Almeida M. Junior, na capela do Seminário Maior Nossa Senhora da Graça, Olinda. Ele passou pelas paróquias de Afogados e Paudalho, até assumir a paróquia Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, no bairro da Torre, em 1958, onde estava até hoje. Até 2023, segundo dados da Paróquia, ele já havia realizado 48 mil batizados, mais de 6 mil primeiras comunhões, 6.500 casamentos, 5 mil extremas unções e 16 mil crismas. 

O Padre Romeu foi essencial no esforço, junto às autoridades locais, para conseguir aterrar um lixão para construir a Vila Santa Luzia. No local, no bairro da Torre, foi feito um centro comunitário, com milhares de atendimentos mensais, desde ambulatório médico até assistência psicológica e jurídica. Fundou projetos de assistência social que incluem atendimentos médicos/odontológicos, além de distribuição de pães e sopas.

Ao todo, 31 pastorais atuavam na paróquia, como a da Criança, da Saúde, Enxovais para gestantes, Cestas Básicas, dentre outras. Em 2025 foi criado o Instituto das Obras Sociais Padre Romeu da Fonte, com o objetivo de transformar vidas, através de atividades de segurança alimentar, atendimentos na área da saúde e projetos educacionais para crianças e adolescentes. 

Em 2023, Padre Romeu foi homenageado pela Câmara Municipal do Recife. O título de monsenhor foi dado pelo Papa Bento XVI em 2005. Ele era o último cônego vivo da Arquidiocese de Olinda e Recife. 🕊️🙏 😞😓😥😢😭

#morrepadreromeu 🖤
#lutoporpadreromeu 🥀
#adeuspadreromeu 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

💻 Portais G1 e JC On Line
📰 Jornais Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco.

👉 Para saber mais sobre padres e religiosos ligados ao catolicismo pernambucano já falecidos, acesse:





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sábado, 21 de março de 2026

HOJE NA HISTÓRIA- 21.03.26 - Morre o Ator Juca de Oliveira

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✝️ LUTO 😞 Hoje a dramaturgia brasileira se despediu de um de seus maiores ícones. Morreu o ator, autor e diretor JUCA DE OLIVEIRA, aos 91 anos. O ator estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica. A informação foi confirmada pela família, que destacou a gravidade do estado de saúde e agradeceu o apoio recebido: “Nos últimos dias, seu estado de saúde era considerado delicado”.

Com mais de seis décadas dedicadas às artes, Juca construiu uma das carreiras mais sólidas da dramaturgia brasileira, transitando entre teatro, televisão e cinema. Na televisão, ficou marcado por personagens complexos e memoráveis. Entre eles, o cientista Dr. Albieri, da novela O Clone, que levantou discussões sobre ética e clonagem humana. O personagem escrito por Glória Perez era bastante valorizado pelo ator.

Nascido em São Roque (SP) em 16 de março de 1935, Juca construiu uma carreira extensa que atravessou décadas no teatro, na TV e no cinema, com mais de 30 novelas, dezenas de filmes e cerca de 60 peças. Ele iniciou a trajetória artística nos anos 1950, e logo na primeira peça, “Frei Luís de Sousa”, que ele se descobriu ator. Juca integrou o Teatro Brasileiro de Comédia e, mais tarde, o Teatro de Arena. Ao longo da carreira, ele também passou por diferentes emissoras e consolidou seu nome em produções importantes, como “Fera Ferida” e “Torre de Babel”, além de trabalhos na Band e no SBT.

Na TV Globo, interpretou papeis marcantes, como o João Gibão de 'Saramandaia'; o Doutor Albieri, em 'O Clone' (2001); ou o vilão Santiago Moreira, pai e mentor da vilã Carminha (Adriana Esteves) na novela 'Avenida Brasil

Mesmo nos últimos anos de vida, já na casa dos 70, Juca de Oliveira seguiu ativo em produções de destaque. Antes de se afastar da TV e adotar uma rotina mais discreta, com participações pontuais no teatro, integrou elencos de novelas como Avenida Brasil (2012), Além do Tempo (2015) e O Outro Lado do Paraíso (2017).

Juca também trilhou carreira na comédia, participando de montagens de humor na capital paulista. Na televisão, passou por programas humorísticos da TV Tupi e da TV Globo, até ganhar projeção nacional com o personagem Nino, de Nino, o Italianinho.

Na vida pessoal, o ator se casou três vezes. As duas primeiras uniões foram com as atrizes Débora Duarte (entre 1965 e 1969) e Cláudia Mello (de 1970 a 1971). Depois, se casou com Maria Luiza, com quem teve sua filha mais nova. Seu último papel na televisão foi em “O Outro Lado do Paraíso”, em 2018. O velório foi realizado hoje, na Bela Vista, em São Paulo, em cerimônia restrita a familiares e amigos.

A partida de Juca de Oliveira deixa um vazio imenso desses que ecoam nos palcos, nas telas e dentro da gente. Um vazio que não se preenche, porque nasce da ausência de quem foi grande em tudo o que fez. Hoje, a arte brasileira perde um de seus pilares. E nós, ficamos com a saudade e com a gratidão por tudo o que ele nos deixou: personagens, reflexões, encontros… vida transformada em arte. 📺🎭✨️ 👏👏👏

#morrejucadeoliveira 🖤
#lutoporjucadeoliveira 🥀
#adeusjucadeoliveira 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

🗄 Memória Globo.
💻 Portais G1, UOL e Metropolis.
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo.

👉 Para saber mais sobre atores e atrizes de novelas já falecidos, acesse:








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