terça-feira, 13 de outubro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 13.10.26 - Morre Netinho - Cantor de Axé-Music

🎶🖤🎤🎺 👨‍🦲 🎷🎤🖤🎶

✝️ LUTO 😞 Morreu nesta terça-feira (13 de outubro) aos 60 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador, na Bahia, o cantor NETINHO, um dos principais nomes do axé music. A notícia foi divulgada por sua equipe nas redes sociais do artista. A causa da morte foi insuficiência renal e falência múltipla de órgãos, causados por um linfoma não-Hodgkin do tipo B, tipo de câncer que ataca o sistema linfático.

Netinho anunciou que foi diagnosticado com câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star com fortes dores nas pernas. Ele mostrou as etapas do tratamento pela internet. Segundo a sua assessoria, o artista partiu tranquilo. Nos últimos meses de tratamento, ele costumava dizer que teve uma vida feliz.

Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966. Aos 10 anos, se mudou com a família para a capital baiana. Na cidade, entrou em contato com a música e começou cedo a sua carreira.

Aos 14 anos, ganhou de presente da mãe o primeiro violão e, aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil, na Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Naquela época, conciliava os estudos com pequenos shows em escolas até que começou a tocar profissionalmente em bares, com o repertório de MPB e bossa nova.

Em 1988, Netinho estreou como cantor da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e, no mesmo ano, estourou em todo o país com o sucesso "Beijo na Boca". Em seguida, emplacou outros hits, como "Estrela primeira", "Barracos" e "A vida é festa".

O maior dos sucessos na voz do músico foi "Mila", símbolo do axé music lançado em 1996, três anos após ele começar a carreira solo, regravado em mais de oito idiomas. O cantor se tornou ídolo nacional e ajudou a difundir o axé music pelo mundo, com apresentações em países como Itália e Chile.

Na vida pessoal, Netinho assumiu sua bissexualidade em 2008, afirmando ter vivido uma relação com outro homem por três anos. A revelação de Netinho sobre sua bissexualidade aconteceu em entrevista à revista Quem. “Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante”, disse o artista na ocasião.

A última publicação do artista ocorreu no dia 30 de agosto, quando ele postou uma foto caminhando no hospital no Hospital Aliança Star, em Salvador, onde estava internado. Na legenda da imagem, o músico deixou uma mensagem de fé: "Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida". Por desejo dele, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. 😞😓😥😢😭

#morrenetinho 🖤
#lutopornetinho 🥀
#adeusnetinho 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

💻 Portais G1, UOL e Metropolis.
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo.
🎼 Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

👉 Para saber mais sobre o cantor e compositor Rick, que nos deixou há menos de um mês, acesse:



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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA- 12.10.26 - Morre o Cineasta Jomard Muniz de Britto

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✝️ LUTO 😞 A cultura pernambucana se despediu hoje, 12 de outubro, de um de seus maiores expoentes. Morreu nesta madrugada, aos 89 anos, poeta, cineasta, crítico, escritor, performer e agitador cultural JOMARD MUNIZ DE BRITTO, um dos nomes mais inquietos e transgressores da cultura brasileira. O artista estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Unimed Recife. Segundo a jornalista Terezinha Nunes, Britto enfrentava um quadro grave de infecção respiratória generalizada nos pulmões. O cineasta tinha doença de Parkinson e, nos últimos 20 dias, apresentou uma piora no estado de saúde.

Nascido em 8 de abril de 1937, na Rua Imperial, no bairro de São José, também na área central da capital pernambucana, Jomard era filho da pernambucana Maria Celeste Amorim, e era o primogênito e o único vivo entre cinco irmãos. Estudou no Ginásio Pernambucano e graduou-se e licenciou-se em Filosofia pela Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Estudou estética com Ariano Suassuna, com quem posteriormente teve divergências intelectuais, e, ao longo da carreira, lecionou disciplinas como introdução à filosofia, teoria do conhecimento e estética.

Começou a carreira como professor e integrou a equipe inicial do Sistema Paulo Freire de Educação de Adultos. No início dos anos 1960, se aproximou do cineasta baiano Glauber Rocha, que o convidou para passar uma temporada em Salvador. À Glauber, Jomard atribuía o despertar de seu interesse pela realização cultural.

Em Pernambuco, passou a se destacar pela circulação entre diferentes áreas, como filosofia, cinema, literatura e música, além de desenvolver atividades como agitador cultural no estado. Jomard integrou a equipe do Serviço de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a convite do educador Paulo Freire. Em maio de 1964, após o golpe militar, integrantes do grupo receberam rumores de que estavam na mira dos militares e de que ocorreriam prisões.

Naquele mesmo ano, Jomard foi preso e encaminhado ao Forte das Cinco Pontas, onde dividiu cela com o político Gregório Bezerra durante cerca de 20 dias. Aposentou-se precocemente da UFPE, onde atuava como professor, mas continuou dando aulas e palestras em cidades como Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba.

Jomard é apontado como um dos precursores do tropicalismo em Pernambuco e participou da definição de algumas das bases do movimento. Em 1968, assinou, ao lado do músico Aristides Guimarães e do jornalista Celso Marconi, o primeiro manifesto tropicalista.

Realizador de filmes em Super-8 e de performances artísticas, Jomard participou ativamente da movimentação tropicalista no Nordeste, nos anos 1970. Ao longo da carreira, publicou dez livros, escreveu peças de teatro e realizou mais de 30 filmes e vídeos. Entre seus trabalhos audiovisuais estão Jogos Labiais Libidinais (1979), Inventário de um Feudalismo Cultural (1978, 12’), Alto Nível Baixo (1977, 6’), Discurso Classe Média (1977, 4’), e Palhaço Degolado (1976, 13’).

Em 2024, foi inaugurada na Fundação Joaquim Nabuco a exposição "Arrecife de Desejo: do Pau-Brasil à Pop Filosofia", dedicada a JMB, como era conhecido. A mostra reuniu parte de seu acervo iconográfico, audiovisual e poético, reafirmando sua importância para a história da contracultura e da arte. A abertura foi seguida de debate com especialistas culturais.

Em 2025, parte da obra de Jomard Muniz ganhou a tela do Cine São Luiz, com a exibição de cinco de seus filmes em Super-8 digitalizados e restaurados, durante o festival Janela Internacional de Cinema do Recife. Um bela e justa homenagem, que contou com a presença do cineasta na ocasião. A trajetória de Jomard foi retratada no livro "Jomard Muniz de Britto - Professor em transe", escrito por Fabiana Moraes e Aristides Oliveira e lançado em 2017, em celebração dos seus 80 anos.

O multiartista foi velado na Capela do Cemitério de Santo Amaro, onde, ao longo do dia, diversas personalidades da cultura pernambucana passaram pelo local para dar um último adeus ao artista. Foram os casos do produtor João Vieira Jr., que leu o manifesto tropicalista, movimento do qual Jomard foi o principal representante pernambucano, e do cineasta Kleber Mendonça Filho. Seu corpo foi sepultado no final da tarde no Cemitério de Santo Amaro, no centro do Recife.

Figura inquieta e transgressora, Jomard contribuiu para ampliar os horizontes da produção artística pernambucana, afirmando a potência da criação como espaço de reflexão, crítica e transformação. Seu legado inscrito na história das artes e do pensamento em Pernambuco, seguirá merecendo ser preservado, difundido e redescoberto pelas novas gerações. ✨️🎞️🖤👏👏👏

#morrejomardmunizbritto 🖤
#lutoporjomardmunizbritto 🥀
#adeusjomardmunizbritto 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

💻 Portais G1-Pernambuco e JC On-line
🖱️ Perfis da FUNDAJ e da FUNDARPE no Instagram
📰 Jornais Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco

👉 Para saber mais sobre Homero Fonseca, jornalista pernambucano que também morreu neste ano, acesse:


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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 01.10.26 - Morre o Influenciador e Youtuber Lito Sousa

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✝️ LUTO 😞 Outubro de 2026 começou com uma notícia triste para os apaixonados por aviação. Morreu nesta quinta-feira (1°), aos 59 anos, o influenciador digital, youtuber, empresário e especialista em aviação LITO SOUSA. O falecimento foi anunciado por sua esposa, Mila Seidl, em uma publicação de despedida nas redes sociais. Lito estava internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, tratando a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurodegenerativa rara e progressiva do cérebro.

O diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob foi tornado público no mês de agosto, há exatamente 41 dias. A doença afeta o sistema nervoso central de forma acelerada, provocando perda de memória, tremores e dificuldades motoras. Na época do diagnóstico, uma forte corrente de apoio se formou na internet, mobilizando admiradores, artistas e esportistas. A família chegou a fazer apelos públicos para sensibilizar órgãos governamentais, como o Itamaraty, em busca de alternativas de tratamento. A assistência para a doença costuma ser paliativa, com foco em controlar sintomas, manejar complicações e oferecer suporte a familiares e cuidadores.

Lito chegou a ser o primeiro ser humano a receber a medicação experimental ALN-6457 para tratar a doença. A substância chegou ao Brasil em setembro e teve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso individual em caráter excepcional. Em setembro, a esposa, Mila Seidl, havia alertado que não havia melhora no estado de saúde do marido. Ele também enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial, diagnosticado no início deste ano.

Joselito Geraldo de Sousa nasceu em Natal (RN) em 25 de janeiro de 1967, e ingressou no setor aéreo ao realizar um curso técnico da Força Aérea Brasileira (FAB). Com mais de 37 anos de carreira, atuou como mecânico de aeronaves e supervisor de segurança de voo em diversas companhias aéras como Varig, Transbrasil e United Airlines, e tornou-se piloto privado em 2021. Com sua esposa, também esteve à frente do Lito Group.

Sua projeção nacional foi consolidada nas redes com o canal "Aviões e Músicas", criado em 2010, que ultrapassou 4,2 milhões de inscritos no YouTube. Na plataforma, Lito tornou-se a principal referência brasileira para desmistificar o setor aéreo: explicava o funcionamento dos aviões, detalhava os bastidores dos voos, destacando-se por traduzir relatórios técnicos, procedimentos de manutenção e gravações de caixas-pretas para uma linguagem simples e acessível ao público leigo, ajudando milhares de pessoas a perder o medo de voar.

Tornou-se também a principal referência da imprensa para explicar acidentes aéreos marcantes, como as tragédias dos Mamonas Assassinas, Chapecoense e Marília Mendonça.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mila Seidl homenageou a trajetória do marido e relembrou o impacto do seu trabalho. Lito esteve sob cuidados paliativos em casa nos últimos dias de vida. O especialista deixa a esposa, a empresária Mila Seidl, e o filho do casal, Malone, de 7 anos. Seu legado ficará em cada pessoa que embarcou mais tranquila depois de ouvi-lo. Em cada jovem que descobriu uma profissão assistindo aos seus vídeos. Na curiosidade que despertou e que continuará viva. Voa Lito, agora para a eternidade... ✨️✈️🖤👏👏👏

#morrelitosousa 🖤
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

📡 Agência Brasil - EBC
💻 Portais G1, UOL e NE10
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👉 Para saber mais sobre Santos Dumont, pai da aviação brasileira, acesse:



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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 24.09.26 - Morre o Pingo de Ouro Roberto Müller

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✝️ LUTO 😞 Os amantes da musicalidade brega romântica dos anos 70-80 do século passado se despedem hoje, dia 24 de setembro, de um de seus maiores ídolos, popular nas radiolas de ficha e nos programas de auditório, entre uma cerveja e lágrimas de um amor não-correspondido, e que ficou conhecido como o "O Pingo de Ouro da Música Romântica". Seu nome: ROBERTO MULLER. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte, aos 89 anos, no Hospital Alpha, no Recife, onde estava internado.

José Ribamar da Silva (seu nome de batismo) nasceu em 17 de fevereiro de 1937, na cidade de Piracuruca, no Piauí. Iniciou a carreira artística em 1955, na Rádio Timbira, em São Luís do Maranhão. Na década de 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades e passou por emissoras como Excelsior, Nacional e Mayrink Veiga.

Em 1963, gravou no Rio “Nunca Mais Brigarei Contigo”, uma das canções associadas ao início de sua trajetória fonográfica. No ano seguinte, lançou pela CBS o primeiro LP, intitulado “Roberto Müller”. Ao longo das décadas, construiu uma extensa discografia, com dezenas de LPs e CDs. No programa do Chacrinha, recebeu vários Discos de Ouro, reconhecimento às expressivas vendas de seus discos.

O Romântico Pingo de Ouro do Brasil (apelido que lhe deram por causa de sua potência vocal, contrastando com a baixa estatura) ficou marcado por canções como “Entre Espumas”, “Nunca Mais Brigarei Contigo”, “Velha Moça”, “Mulher de Cabaré”, “Fruto Amargo”, “Três Marias” e “Vítima de Amor”.

Em 2002, o cantor passou enorme constrangimento ao saber que em um livro lançado no Piauí, seu estado natal, constava como "tendo falecido ainda novo". O cantor processou o estado, responsável pela edição do livro.

Muller viveu seus últimos dias no bairro do Ipsep, no Recife, entre cuidadores e amigos. O cantor desenvolveu o mal de Alzheimer e teve um AVC e vivia da solidariedade dos amigos. Seu nome era sempre lembrado pelo radialista Geraldo Freire, que atualizava os seus ouvintes sobre o estado debilitado do artista.

Após mais de seis décadas de uma brilhante carreira na música romântica brega brasileira, Muller descansa e encerra sua trajetória com brios e elogios daqueles que durante todos estes anos cantaram e se encantaram com suas indeléveis canções. O sepultamento dele está previsto para essa sexta (dia 25), no Cemitério de Santo Amaro, na capital pernambucana. Adeus pequeno gigante pingo de ouro... ✨️🙏😭💔🎶

#morrerobertomuller 🖤
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👉 Para saber mais sobre outros grandes nomes do chamado brega romântico, acesse:






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terça-feira, 22 de setembro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 22.09.26 - Morre o Jornalista e Escritor Zuenir Ventura

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✝️ LUTO 😞 O jornalismo brasileiro se despediu hoje, 22 de setembro, de um de seus principais expoentes. Morreu aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia, ZUENIR VENTURA, jornalista, cronista e imortal da Academia Brasileira de Letras. O autor de "1968 - O Ano que não Terminou" (Companhia das Letras) estava em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela ABL.

Durante mais de sete décadas de atuação no jornalismo, Zuenir construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país. Ao longo de sua carreira, também recebeu importantes prêmios do jornalismo brasileiro e se consolidou como um dos nomes mais relevantes da imprensa nacional.

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, em 1931, ele se mudou ainda criança para Nova Friburgo e chegou ao Rio aos 20 anos, para estudar Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual UFRJ. Vindo de uma família humilde, Zuenir queria ser padre. Apesar disso, entregou-se ao jornalismo após trabalhar como assistente de Carlos Lacerda no jornal Tribuna de Imprensa. Logo ele passou a ser redator e foi correspondente em Paris.

Antes de se tornar repórter, Zuenir, ou Mestre Zu, como era carinhosamente chamado pelos estudantes, lecionou na UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial, da UERJ.

Zuenir entrou no jornalismo quase por acaso: trabalhava como arquivista na Tribuna da Imprensa quando se ofereceu para escrever sobre Albert Camus, uma de suas paixões. O texto, publicado em 1960, marcou o início de uma trajetória que atravessaria redações, salas de aula e alguns dos principais capítulos da imprensa brasileira. Ele passou por importantes veículos de comunicação, como O Globo, Correio da Manhã e as revistas Visão, IstoÉ e Veja, além do Jornal do Brasil.

Parte importante de sua obra dialoga com os anos de chumbo da ditadura militar. Ele próprio foi preso em dezembro de 1968, episódio que marca seu livro mais conhecido, “1968 – O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que inspirou a minissérie “Os anos rebeldes", da TV Globo.

Ao longo da carreira, recebeu prêmios como o Esso de Jornalismo e o Vladimir Herzog, ambos em 1989, pela série sobre o Acre de Chico Mendes; o Jabuti de Reportagem, por "Cidade partida"; um troféu especial da ONU em 2008 e o título de Jornalista do Ano pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros, em 2010. A revista inglesa The Economist o definiu como "um dos jornalistas que melhor observam o Brasil". Até a ONU lhe garantiu um Prêmio Especial como um dos 5 jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no País nos últimos 30 anos.

Sétimo ocupante da cadeira 32, Zuenir foi eleito em 30 de outubro de 2014, na sucessão de Ariano Suassuna, e tomou posse em 6 de março de 2015. Na fala de Merval Pereira, atual presidente da ABL, "poucos atingem o cume, ele foi um desses".

Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura. Ele foi uma voz importante na defesa dos direitos humanos, transmitindo numa escrita límpida os resultados de seus esforços de repórter em temas prementes da sociedade brasileira ao longo dos anos. Seu talento e criatividade fizeram dele um homem que lutava contra as injustiças. ✨️📰🖤👏👏👏

#morrezuenirventura 🖤
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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🏛️ Site da Academia Brasileira de Letras

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HOJE NA HISTÓRIA - 21.09.26 - Morre o Cantor e Compositor Rick

🎶🖤🎤🎺 🧑🏽‍🦲 🎷🎤🖤🎶

✝️ LUTO 😞 A música sertaneja brasileira perdeu ontem, dia 21 de setembro, um de seus maiores cantores e compositores. Quem durante décadas fez o país dançar, se emocionar, se enamorar com canções que falavam de paixões e sertões, hoje fez a grande nação sertaneja chorar pelo seu repentino e trágico final. Morreu RICK, a primeira-voz da dupla Rick e Renner, uma das vítimas do acidente com o helicóptero um Bell 430 que desapareceu nesta segunda-feira (21), na região de Urubici, na Serra Catarinense.

Na aeronave, viajavam além do cantor outras quatro pessoas: o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O grupo seguia de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, para São Joaquim, onde Rick e Bruno tinham um almoço marcado com o prefeito José Teodoro de Sena Amaral, conhecido como Dorinho, na Vinícola Leone di Venezia. Todos morreram no acidente.

O artista, originalmente batizado Geraldo Antonio de Carvalho, nasceu em 5 de dezembro de 1966, em Porto Nacional, no Tocantins, A família se mudou para Brasília quando ele ainda era criança, e foi lá que ele conheceu Ivair Reis Gonçalves, o Renner. A dupla se formou em meados dos anos 1980, começou tocando em bares da capital e gravou um LP por conta própria, até Zezé Di Camargo e Luciano os apresentarem ao produtor que viabilizou o primeiro disco em gravadora.

Rick começou a carreira musical ainda menino, e formou a dupla Sereno & Serenata com sua irmã Dalva. Mais tarde, fez parte de outras duplas até formar a parceria com Renner, nos anos 1980. O reconhecimento nacional veio especialmente a partir do fim dos anos 1990, com a música Ela é Demais (conhecida pelo verso ‘uma deusa, uma louca, uma feiticeira...’).

A dupla também emplacou outros sucessos ao longo da carreira, entre eles Bebedeira, Eu Mereço, Muleca, Cara-de-Pau, Fim de Semana e Nos Bares da Cidade. Rick foi responsável pela autoria de boa parte das canções que se tornaram conhecidas na parceria.

Além da carreira como cantor, Rick construiu uma trajetória expressiva como compositor. Suas músicas foram gravadas por artistas importantes do sertanejo, entre eles Chitãozinho & Xororó, João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo, Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone e Gino & Geno.

Entre as composições associadas ao artista estão Hoje Eu Sei, Só Dá Você na Minha Vida, Conta pra Ela, Eu Menti, Página de Amigos e Nunca Amei Assim. O trabalho como autor ampliou a presença de Rick no gênero para além dos discos da própria dupla.

Ao longo dos anos, os dois também passaram por períodos de separação e retomada profissional. Rick posteriormente investiu em projetos solo e continuou atuando como cantor e compositor. Até 2007, os dois já tinham vendido mais de 7 milhões de discos e faziam cerca de 150 shows por ano. Pararam em 2010, voltaram em 2018 e seguem juntos na turnê Em nome da música. 

O último show de Rick, antes do desaparecimento, foi marcado por uma surpresa preparada para uma adolescente em Sorriso, no norte de Mato Grosso. No sábado (19/9), a dupla participou da festa de 15 anos de Maria Bergamin e transformou uma homenagem planejada pela família em um dos momentos mais emocionantes da noite.

Rick é casado com Geralda Carvalho, sua companheira há mais de 40 anos. Eles oficializaram a união em 2015, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, em cerimônia celebrada pelo padre Fábio de Melo. Rick era pai de seis filhos: Victor Henrique, Mônica, Valentino, Matteo, Lúcia e Renn.

Morreu o artista, ficou o legado. Calou-se a voz, ficou a canção gravada. Terminou a vida, mas entrou para a História da Música Sertaneja. Vai em paz Rick. ✨️🙏😭💔🎶

#morrericksollo 🖤
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💻 Portais G1, UOL e Metropolis.
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sábado, 12 de setembro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 12.09.26 - Morre Lúcia de Badia

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✝️ LUTO 😞 Hoje, os sons dos tambores estão soando no Orum... Morreu hoje à tarde no Recife, LÚCIA DE BADIA, guardiã da memória negra e da cultura popular do Recife, moradora histórica do Pátio do Terço, no bairro de São José, no Recife, foi uma das principais guardiãs da memória cultural e afetiva desse território.

Lúcia Soares dos Santos era prima e filha de criação da lendária Badia (Maria de Lourdes da Silva, 1915–1991), Ela viveu na Casa de Badia desde a infância, acumulando mais de 60 anos de presença naquele espaço tombado pela Fundarpe, marco da resistência negra, do carnaval de rua e das tradições de matriz africana no centro do Recife.

Ao longo da vida, foi cozinheira de culinária ancestral, brincante popular e presidente da Troça Carnavalesca Mista Coroas de São José, mantendo vivos os saberes e festejos construídos por Badia, figura central na criação da Noite dos Tambores Silenciosos e no fortalecimento das “Tias do Pátio do Terço”. Reabriu, na própria casa, o AfroLuz – Culinária ancestral, e criou o Baile das Coroas Perfumadas, homenagem direta a Badia, reafirmando o direito das “coroas” à beleza, à festa e à visibilidade.

Com a partida de Lúcia de Badia, Pernambuco perde uma guardiã da memória preta, uma mestra da cultura popular e uma articuladora comunitária que fez da própria vida um ato de resistência e celebração. Sua partida deixa um vazio imensurável, mas também inspira futuras gerações a preservar e valorizar as tradições que ela tanto lutou para manter vivas. Ọlọrun Kosi Pure! ✨ 👏👏👏👏👏👏

#morreluciadebadia 🖤
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👉 Para saber mais sobre Raminho de Oxossi, conduzia a Noite dos Tambores Silenciosos, acesse:


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