🎂🎉 Num dia como hoje, 14 de agosto, há exatamente 50 anos, era criado o Centro de Estudos de História Municipal (CEHM), referência na preservação e divulgação da memória dos municípios do estado de Pernambuco. O CEHM deu voz e espaço a escritores interioranos, incentivando pesquisas e publicações. Suas ações ajudaram a consolidar a identidade cultural dos municípios pernambucanos. O trabalho editorial e bibliográfico do Centro é elogiado até hoje como referência na história municipal.
O CEHM nasceu dentro da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco (FIAM), criada para apoiar os municípios interioranos. O CEHM herdou da FIAM o compromisso com a valorização dos sítios históricos e manifestações culturais do interior.
Ainda nos anos 1960, Luiz Maria de Souza Delgado idealizou uma associação intermunicipal de história, que inspirou a criação do CEHM, mas coube a seu filho, o advogado e professor universitário José Luiz Delgado ser o primeiro coordenador do CEHM em 1976. A primeira reunião se deu no dia 14 de agosto de 1976, portanto há 50 anos, presidida pelo arquiteto Paulo Roberto Barros e Silva, e contou com apoio do governo estadual da época.
O CEHM destaca-se pela robusta produção editorial, que se tornou referência nacional, suas coleções publicadas em parceria com a CEPE documentaram a trajetória de dezenas de municípios, constituindo um corpus bibliográfico único. A Revista de História Municipal consolidou-se como espaço de difusão acadêmica, reunindo artigos de historiadores locais e nacionais. E suas reuniões quinzenais, realizadas de forma contínua, configuraram um fórum de debate e socialização intelectual, aproximando práticas acadêmicas e comunitárias.
O CEHM contribuiu para legitimar a história municipal como campo de estudo, superando preconceitos que a consideravam secundária ou meramente descritiva. Ao longo de cinco décadas, formou uma rede de historiadores locais, professores e escritores, que passaram a produzir narrativas históricas fundamentadas em pesquisa documental. Conseguiu também reforçar a identidade cultural dos municípios pernambucanos, valorizando tradições, patrimônios e memórias comunitárias. E desse modo contribuiu para a democratização do conhecimento histórico, ao tornar acessível a história das pequenas localidades.
A instituição cuidou da produção e incentivo de estudos monográficos detalhados sobre a formação de diversos municípios, além de resgatar, catalogar e salvaguardar acervos cartoriais, jornais antigos, documentos oficiais e registros orais. O resultado disso está em dezenas de publicações especializadas, que se dividem entre edição de obras, edições comemorativas e coleções que servem de referência obrigatória para estudantes, historiadores e pesquisadores, fomentando assim a Pesquisa Local servindo de estímulo para que historiadores e educadores locais se tornem agentes ativos na escrita da história de suas próprias comunidades.
Ao completar 50 anos, o CEHM reafirma sua relevância, mas enfrenta novos desafios, como por exemplo, a necessidade de digitalização e preservação de seu acervo para garantir acesso às futuras gerações; a incorporação de metodologias interdisciplinares, dialogando com antropologia, sociologia e ciência política; e a ampliação de sua rede de atuação, conectando-se a universidades e centros de pesquisa nacionais e internacionais.
Chegar a meio século de existência é, por si só, um feito notável. O CEHM sobreviveu a mudanças políticas, cortes de financiamento e transformações sociais, mantendo sua missão intacta. Hoje, o desafio é dialogar com as novas gerações, incorporando ferramentas digitais e ampliando o acesso ao seu acervo. O cinquentenário não é apenas uma celebração do passado, mas um convite à renovação, para que a história municipal continue a ser um espaço de resistência cultural e de construção de cidadania.
O CEHM celebra meio século de existência em 2026, reafirmando seu papel como guardião da memória municipal. Sua trajetória mostra como iniciativas locais podem se tornar pilares da cultura e da identidade regional. O aniversário marca não apenas uma data comemorativa, mas a continuidade de um projeto que une passado e futuro.
Chegar ao Jubileu de Ouro não representa apenas um olhar de orgulho para o passado, mas sim a renovação do compromisso com o futuro. Em tempos de rápidas transformações digitais, o trabalho do Centro de Estudos de História Municipal torna-se ainda mais essencial para garantir que a memória coletiva não se perca e que as novas gerações conheçam suas raízes.
Parabéns ao Centro de Estudos de História Municipal (CEHM) pelos 50 anos de contribuição inestimável à memória, à cultura e à história! Vida longa ao CEHM!👏👏👏👏👏👏
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.
🖼️ Agradecimentos especiais: Igor Cardoso pelo envio das imagens.
👉 Para saber mais sobre o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, outra instituição que é guardiã da História de Pernambuco, acesse:
💻 https://jrscommuitahistoriapracontar.blogspot.com/2024/01/hoje-na-historia-280124-162-anos-da.html
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