terça-feira, 22 de setembro de 2026

HOJE NA HISTÓRIA - 22.09.26 - Morre o Jornalista e Escritor Zuenir Ventura

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✝️ LUTO 😞 O jornalismo brasileiro se despediu hoje, 22 de setembro, de um de seus principais expoentes. Morreu aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia, ZUENIR VENTURA, jornalista, cronista e imortal da Academia Brasileira de Letras. O autor de "1968 - O Ano que não Terminou" (Companhia das Letras) estava em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela ABL.

Durante mais de sete décadas de atuação no jornalismo, Zuenir construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país. Ao longo de sua carreira, também recebeu importantes prêmios do jornalismo brasileiro e se consolidou como um dos nomes mais relevantes da imprensa nacional.

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, em 1931, ele se mudou ainda criança para Nova Friburgo e chegou ao Rio aos 20 anos, para estudar Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual UFRJ. Vindo de uma família humilde, Zuenir queria ser padre. Apesar disso, entregou-se ao jornalismo após trabalhar como assistente de Carlos Lacerda no jornal Tribuna de Imprensa. Logo ele passou a ser redator e foi correspondente em Paris.

Antes de se tornar repórter, Zuenir, ou Mestre Zu, como era carinhosamente chamado pelos estudantes, lecionou na UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial, da UERJ.

Zuenir entrou no jornalismo quase por acaso: trabalhava como arquivista na Tribuna da Imprensa quando se ofereceu para escrever sobre Albert Camus, uma de suas paixões. O texto, publicado em 1960, marcou o início de uma trajetória que atravessaria redações, salas de aula e alguns dos principais capítulos da imprensa brasileira. Ele passou por importantes veículos de comunicação, como O Globo, Correio da Manhã e as revistas Visão, IstoÉ e Veja, além do Jornal do Brasil.

Parte importante de sua obra dialoga com os anos de chumbo da ditadura militar. Ele próprio foi preso em dezembro de 1968, episódio que marca seu livro mais conhecido, “1968 – O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que inspirou a minissérie “Os anos rebeldes", da TV Globo.

Ao longo da carreira, recebeu prêmios como o Esso de Jornalismo e o Vladimir Herzog, ambos em 1989, pela série sobre o Acre de Chico Mendes; o Jabuti de Reportagem, por "Cidade partida"; um troféu especial da ONU em 2008 e o título de Jornalista do Ano pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros, em 2010. A revista inglesa The Economist o definiu como "um dos jornalistas que melhor observam o Brasil". Até a ONU lhe garantiu um Prêmio Especial como um dos 5 jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no País nos últimos 30 anos.

Sétimo ocupante da cadeira 32, Zuenir foi eleito em 30 de outubro de 2014, na sucessão de Ariano Suassuna, e tomou posse em 6 de março de 2015. Na fala de Merval Pereira, atual presidente da ABL, "poucos atingem o cume, ele foi um desses".

Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura. Ele foi uma voz importante na defesa dos direitos humanos, transmitindo numa escrita límpida os resultados de seus esforços de repórter em temas prementes da sociedade brasileira ao longo dos anos. Seu talento e criatividade fizeram dele um homem que lutava contra as injustiças. ✨️📰🖤👏👏👏

#morrezuenirventura 🖤
#lutoporzuenirventura 🥀
#adeuszuenirventura 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas para a postagem:

💻 Portais G1 e UOL
📰 Agência Brasil - E.B.C.
🏛️ Site da Academia Brasileira de Letras

👉 Para saber mais sobre Homero Fonseca, jornalista pernambucano que morreu recentemente, acesse:


⏳#muitahistoriapracontar⌛

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