quarta-feira, 3 de novembro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 03.11.21 - 154 Anos da Morte de Domitila de Castro Canto e Melo, Marquesa de Santos

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🎀 Domitila de Castro Canto e Melo, Titília para os familiares e amigos mais chegados foi uma mulher à frente do seu tempo. Filha de uma das primeiras famílias aristocráticas paulistas, ela se tornou na principal amante de D. Pedro I, mas nunca dependeu dele para ter brilho próprio e desempenhar papel de destaque na história brasileira do século XVIII e XIX. Antes de conhecer D. Pedro I, ela era casada com um marido violento que tentou matá-la a facadas e vender suas terras. Ele foi preso e três anos depois ela conheceria o Imperador em 1822, mantendo com ele uma relação extraconjugal que durou sete anos, registrados em mais de 200 cartas de amor e confidências. O título de Marquesa de Santos, conferido a ela em 1826 pelo Imperador teria sido uma forma de afrontar o adversário José Bonifácio de Andrada e Silva, que era santista de nascimento, e amigo pessoal de Maria Leopoldina, portando desafeto declarado de Domitila de Castro. Após a morte de Maria Leopoldina, D. Pedro I expulsou a Marquesa de Santos da corte em 1829, ela grávida de Maria Isabel. Apesar do desterro imposto, Domitila de Castro acumulou grande riqueza e casou-se novamente desta vez com Rafael Tobias de Aguiar, presidente da província de São Paulo, e ficaram juntos durante 24 anos. Aos setenta anos, ela veio a falecer exatamente nesta data, há 153 anos atrás, de infecção intestinal no palácio comprado por ela e sepultada no cemitério da Consolação. Ainda hoje seu túmulo recebe flores de pessoas que lhe creditam graças alcançadas, alguns dizem ser ela a "protetora das prostitutas" e desde a década de 1980 que este túmulo é conservado e mantido pela família do sanfoneito Mário Zan, um de seus devotos mais famosos. Domitila de Castro também ajudou com doações durante a Guerra da Cisplatina e abrigou tropas na Guerra do Paraguai e foi uma das principais doadoras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 💰🤑💰

#154anosdamortedamarquesadesantos 🖤
#historiadasmulheresdobrasil 🎀

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️professor e historiador.

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terça-feira, 2 de novembro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 02 de Novembro - Dia de Los Muertos

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✝️🖤 Nos dias 1° e 2 de novembro de cada ano, acontece o Dia dos Mortos, uma celebração que remonta à antiga Mesoamérica pré-hispânica. Milhares de anos atrás, os povos asteca, maia e tolteca homenagearam seus falecidos oferecendo flores, comida e incenso. Mictecacihuatl, a senhora do submundo, está encarregada de cuidar do resto dos mortos e ela é homenageada neste feriado. Uma semana antes de 1° de novembro, cemitérios são visitados para decorar as lápides e colocar velas e flores que guiarão os mortos de volta ao mundo dos vivos.

Em cada casa, um altar é preparado para entreter aqueles que não estão mais lá. É o único dia do ano em que os vivos e os mortos coexistem na Terra, por isso nenhum gesto é poupado para receber os visitantes. Flores, pão de morto, incenso e caveiras de açúcar estão dispostas nas mesas coloridas, onde as comidas preferidas dos falecidos, ou uma boa quantidade de álcool, não podem faltar.

Acredita-se que a flor de Cempasúchil (cravos de defunto) guie a alma dos mortos na terra e seja a flor oficial desta celebração. Este culto é uma forma de sentir a proximidade do defunto, de celebrar a vida, a morte e o nexo tênue que une e separa os dois estados.

A celebração do Dia de Los Muertos mexicana serviu como inspiração e plano de fundo para a animação Viva - A Vida é um Festa (Coco. EUA/2017) produzido pela Pixar Animation Studios e distribuído pela Walt Disney. Baseado em uma ideia original de Lee Unkrich, o longa-metragem animado é dirigido por Unkrich. A história é sobre um garoto chamado Miguel Rivera que acidentalmente é transportado para o mundo dos mortos, onde procura pela ajuda de seu trisavô músico para que ele o leve de volta para a sua família no mundo dos vivos. Atualmente está disponível no streaming da Disney. 🎥🎞️📺

#diadelosmuertos
#diadefinados
#culturamexicana

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Latino-America (adaptado) 

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HOJE NA HISTÓRIA - 02.11.21 - 4 Anos da Morte de Emília Viotti da Costa

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✝️😭⚰️ Num dia como hoje, 2 de novembro, há quatro anos a historiografia brasileira perdia uma de suas maiores expoentes: a professora, escritora e pesquisadora EMÍLIA VIOTTI DA COSTA, autora de diversos livros que são referência sobre história do Brasil Colônia, como o Da Senzala à Colônia, de 1966, que analisa a passagem do trabalho escravo ao livre na cafeicultura paulista. Era também especialista no tema escravidão.

Emília Viotti da Costa nasceu em São Paulo em 28 de fevereiro de 1928. Em 1954 graduou-se em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo universidade,  onde lecionou, já como livre-docente, entre 1964 a 1969. Compulsoriamente, foi aposentada pela ditadura militar em 1969 com a implementação do AI-5. Tornou-se voz ativa na denúncia das arbitrariedades cometidas pelo regime, posicionando-se politicamente em um dos momentos mais sombrios da história brasileira.

Exilada, exerceu suas atividades acadêmicas nos EUA entre 1973 e 1999, como professora de História da América Latina na Universidade de Yale (Connecticut), Tulane (New Orleans) e Illinois (Urbana-Champaign). Recebeu, merecidamente, o título de professora emérita pela mesma Universidade de Yale (onde era era titular da cadeira de História da América Latina) e também pela Universidade de São Paulo, em 1999.

Emília Viotti da Costa morreu no dia 2 de novembro de 2017 em São Paulo, aos 89 anos, em decorrência da falência múltipla dos órgãos. Perda inestimável para os historiadores, Emília Viotti tornou-se referência em diferentes campos de estudo da História do Brasil, dedicando-se intensamente ao tema da escravidão e da abolição. Entre suas obras clássicas estão "Da Senzala à Colônia"; "Da Monarquia à República, momentos decisivos"; "Coroas de Glória, Lágrimas de Sangue" e "A Abolição". Deixou um legado que ainda hoje é uma referência para graduandos, professores e pesquisadores de História. Uma obra que não pode ser esquecida. 👏👏👏👏👏👏

#4anosdamortedeemiliaviottidacosta
#historiadahistoriografiabrasileira
#GrandesHistoriadorasBrasileiras

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas 🖱️ Sites da ANPUH, ConJur, e Wikipedia.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 01.11.21 - Morre o Pianista Nelson Freire

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✝️😭⚰️ O Brasil perdeu na madrugada de hoje um dos maiores expoentes da música clássica: o pianista NELSON FREIRE, aos 77 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. Segundo amigos, ele foi vítima de complicações de uma queda que sofreu na rua há dois anos. Nelson Freire possui uma extensa e multipremiada discografia, que se expande por quase 60 anos.  Nelson Freire é o único artista brasileiro incluído no projeto Great Pianists of the XXth Century, uma coleção de 200 CDs lançados pela Phillips com apoio da Steinway.

Nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, em 18 de outubro de 1944, Nelson foi um menino prodígio. Começou a tocar piano aos três anos de idade, reproduzindo de memória peças que sua irmã mais velha tinha acabado de tocar.

Com seis anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar com Nise Obino e Lúcia Branco, e aos 12 anos foi finalista do Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, o que lhe rendeu uma bolsa de estudos do governo brasileiro. Foi, então, para Viena, onde estudou com Bruno Seidlhofer (que tinha sido professor do pianista Friedrich Gulda).

Em sua premiada carreira internacional, já se apresentou em mais de 70 países, tocando com prestigiadas orquestras e renomados maestros de todo o mundo. Igualmente bem-sucedidas têm sido suas numerosas gravações, entre estas, o registro dos dois Concertos para Piano de Brahms, com Riccardo Chailly à frente da Orquestra Gewandhaus, premiado como “Disco do Ano de 2007” pela revista britânica Gramophone. Apresentou-se como solista de orquestras famosas, como as de Berlim, Londres, Israel, Viena, Amsterdam e Rotterdam.

A vida e obra de Nelson Freire foram retratadas no documentário Nelson Freire, de João Moreira Salles, lançado em 2003. São 31 blocos temáticos com sequências filmadas no Rio de Janeiro e São Paulo, além de França, Bélgica e Rússia. Há cenas de algumas apresentações do pianista ao redor do mundo e ainda uma documentação minuciosa e delicada da rotina do artista. Neste filme, o pianista revela algumas de suas afinidades musicais, tais como a imensa admiração por Guiomar Novaes e sua amizade com Martha Argerich (o documentário está disponível no streaming da Globoplay).

Entre as comendas e distinções recebidas por Nelson Freire, destacam-se as de Cidadão do Rio, Cavaleiro da Ordem do Rio Branco, Medalha Pedro Ernesto, Cavaleiro da Legião de Honra da França, Comandante de Artes e Letras da França, Medalha da Cidade de Paris e da Cidade de Buenos Aires, além do título de doutor honoris causa da Faculdade de música da UFRJ. Nelson Freire deixou um legado imprescindível para os amantes da música clássica e erudita, cuja obra é um deleite para os ouvidos mais exigentes e sofisticados. Viva Nelson Freire. 👏👏👏👏👏👏

#lutopornelsonfreire
#historiadamusicaeruditabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto:

🖱️ Site Clássico dos Clássicos
🖱️ Site do Instituto Piano Brasileiro

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HOJE NA HISTÓRIA - 01.11.21 - 1 Ano da Morte de Tom Veiga

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✝️⚰️🖤 O ator Tom Veiga, que interpretava o personagem Louro José, morreu em 1º de novembro de 2020, aos 46 anos. Ele foi encontrado morto em casa, no Rio de Janeiro. Por mais de 20 anos ele manipulou o boneco, atração dos programas de TV da apresentadora Ana Maria Braga.

Em 1996, Ana Maria Braga teve a ideia de criar o Louro José. Naquela época, ela apresentava o programa "Note e Anote", na TV Record, atração que entrava no ar após a programação infantil. Assim, ela teve a ideia de fazer um personagem que chamasse a atenção das crianças.

Após várias pessoas terem sido testadas, Tom Veiga, coordenador de estúdio e produtor executivo do programa Note e Anote, foi escolhido para manipular o boneco. O papagaio logo se popularizou entre adultos e crianças. Em 1999, quando Ana Maria Braga foi contratada pela Rede Globo para apresentar o programa Mais Você, levou junto com ela o Louro José.

Mais que um mero coadjuvante, o personagem participa ativamente do programa com tiradas irônicas e bem-humoradas, contando piadas, opinando e até mesmo discordando propositalmente da apresentadora. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional", disse Ana Maria Braga. 

#1anodamortedetomveiga
#historiadatelevisaobrasileira
#SaudadesEternasdoLouroJose

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Brasil.

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HOJE NA HISTÓRIA - 01.11.21 - 61 Anos do Início da Guerra do Vietnã

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💣💥 A Guerra do Vietnã foi um dos conflitos mais emblemáticos do período da Guerra Fria, porque os norte-americanos foram ao Vietnã com o propósito de derrubar o regime socialista de Ho Chi Minh e foram rechaçados pelos próprios vietnamitas que enfrentaram tanques e aviões (incluindo aí muito gás napalm) com armas improvisadas (até tubos de tambu ocos viraram armas para eles) e a técnica de guerrilhas. Costumo dizer que os "Estados Unidos souberam entrar no Vietnã, mas não souberam como sair dele". O tema da guerra do Vietnã é um dos mais visitados pela indústria cinematográfica norte-americana: "Platoon", "Nascido em 4 de Julho", "Fomos Heróis", "Nascidos para Matar", "Corações e Mentes", "Rambo" (ele é um veterano dessa guerra e sofre os conflitos psicológicos disso), mas nenhum desses supera Francis Copolla em "Apocalipse Now" com sua estética ousada para a época em que foi gravado. No Brasil, ela é lembrada numa música do grupo "Os Incríveis": Era Um Garoto que como eu Amava os Beatles e os Rolling Stones, regravada em 1990 pelos Engenheiros do Havaí. Em 1972 uma foto desnudou para o mundo todo o horror da barbárie, Kim Phuc Phan Thi, uma garota de nove anos, com os braços abertos e o corpo nu queimando após ter sua aldeia arrasada num bombardeio. Estima-se que a guerra matou mais de dois milhões de vietnamitas (muitos civis das aldeias que foram bombardeadas e incendiadas) e 58 mil soldados norte-americanos. Os Estados Unidos só retiraram suas tropas em 1975. 🧑‍✈️🇺🇸

#61anosdaguerradovietna
#historiadasguerras
#guerrafria

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HOJE NA HISTÓRIA - 01.11.21 - 99 Anos da Morte de Lima Barreto

📚🖤 📖✍️ 👨🏽‍🦱 📖✍️ 🖤📚

✝️😭⚰️ Num dia como hoje, 1° de outubro, há 99 anos morria o escritor e jornalista LIMA BARRETO, autor de várias obras relevantes da literatura brasileira como Triste Fim de Policarpo Quaresma, transformado em filme em 1998, sob a direção de Paulo Thiago. A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz lançou a biografia Lima Barreto - Triste visionário, onde investiga as origens, a trajetória e o destino do escritor carioca sob a ótica racial no Rio de Janeiro da Primeira República.

Afonso Henrique de Lima Barreto, conhecido como Lima Barreto, nasceu em Laranjeiras, bairro nobre do Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 1881. Filho de mestiços e pobres, com sete anos assistiu a abolição da escravatura. Afilhado do Visconde de Ouro Preto fez o curso secundário no Colégio Pedro II e em seguida ingressou na Escola Politécnica, no curso de Engenharia, onde era desprezado pela elite.

Escreveu para diversos jornais e revistas. Em 1907, fundou a revista Floreal, onde publica os primeiros capítulos de seu romance de estreia, “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, publicado em livro, em 1909. A obra autobiográfica é um brado de revolta contra o preconceito racial e uma implacável sátira ao jornalismo carioca.

Em 1911, publicou “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra que lhe dá notoriedade, situando-o entre os grandes da literatura brasileira. Sua obra tem uma linguagem aparentemente descuidada, mas fruto apenas da consciente tomada da língua popular, uma novidade para a época, o que lhe valeu o desprezo dos letrados tradicionais. Explora as injustiças sociais e as dificuldades da primeira década da República.

Lima Barreto, com seu espírito inquieto e rebelde, seu inconformismo com o preconceito de cor, se entrega ao álcool. Suas contínuas crises de alienação mental o conduzem para o hospital. Em 1914 e 1919 é recolhido ao Hospício. A novela inacabada “Clara dos Anjos”, publicada postumamente em 1924, retrata bem a questão do preconceito racial, com a história da moça suburbana e um rapaz burguês. O escritor morre miserável, no dia 1° de novembro de 1922. 😞😓😥😢😭

#99anosdamortedelimabarreto
#historiadaliteraturabrasileira
#grandesescritoresbrasileiros

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 🖱️ Site O Pensador (adaptado) 🙂

👉 Para saber mais sobre sobre Lima Barreto acesse:


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