sexta-feira, 15 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 15 de Outubro - Dia do Professor

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📐📏🧮 Se você hoje é um médico, um advogado, um engenheiro, um jornalista, ou seja lá qual for a profissão, lembre-se de que isso só foi possível porque você teve professores que lhe ensinaram o caminho. O que seria de nós, se não existissem esses profissionais do ensino, que mesmo diante de tantas dificuldades, tentam dar o melhor de si, para que cada aluno se torne um profissional sério e competente? Deveríamos ser eternamente gratos aos nossos professores.

Infelizmente, no Brasil, professores não são valorizados como deveriam. O sistema de ensino vigente está sucateado, atrelado aos interesses poucos escusos dos poderosos, falido em sua essência. As escolas não funcionam como deveriam. Falta infra-estrutura, materiais didáticos, suporte técnico e humano, capaz de capacitar os professores para desenvolverem um trabalho de qualidade. Sobram problemas e poucos se dispõem a enfrentá-los e resolvê-los.

A questão da remuneração é apenas um detalhe para os patrões, quer sejam os da escola pública ou privada. O governo, insiste em nivelar por baixo os salários dos professores, daí o porquê das sucessivas greves e paralisações na rede pública. Nas escolas privadas, educação rima com lucro, apenas para os donos dos estabelecimentos, que enriquecem cada vez mais, enquanto os professores continuam amargando perdas e mais perdas salariais. 

Quem convive diariamente com a rotina das salas de aula, merece mesmo um prêmio especial, pela sua ousadia e desprendimento. Afinal, quem quer ser professor hoje em dia? Pouquíssimas pessoas, aceitam esse desafio, porque ensinar é um dom que pouca gente possuí e num país onde professores são desvalorizados é um ato de coragem e resistência.

Parabéns a todos os professores, verdadeiros mestres, no sentido de apontar os caminhos e alargar as perspectivas de nosso futuro. Para todos, deixo o meu mais profundo carinho e respeito, também minha admiração. Afinal, um pouco do que sou hoje, devo a todos aqueles que passaram pela minha carreira estudantil, quer seja na escola regular ou nos bancos da faculdade. Viva os professores, educadores e mestres do Brasil! 👏👩‍🎓👏🏽🧑🏽‍🎓👏🏿👨🏿‍🎓

#diadosprofessores ✍️
#salveosmestresdoensino ✍🏽
#porumaeducacaodequalidade ✍🏿

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 14.10.21 - 78 Anos da Revolta de Sobibor

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🕎💣 Num dia como hoje, 14 de outubro, há 78 anos os prisioneiros do campo de extermínio de SOBIBOR, na Polônia, iniciaram uma revolta. Ao longo de pouco mais de uma hora, logo após as 4:00 da tarde, os membros da resistência liderados por Leon Feldhendler e Alexander Pechersky mataram 11 oficiais da SS e conseguiram ajudar aproximadamente 300 prisioneiros a fugir do campo. A revolta foi violentamente reprimida ao longo da noite, e a SS conseguiu reassumir o controle do campo. Foi a mais bem sucedida revolta de prisioneiros judeus dentro de um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

No primeiro trimestre de 1942, as SS e as autoridades policiais alemães construíram o centro de extermínio de Sobibor em uma região pantanosa e pouco populada, perto da atual fronteira leste da Alemanha com a Polônia. Em sua maior parte, o campo cobria uma área de 24 mil metros quadrados. Árvores plantadas ao redor do centro camuflavam o local, e todo o campo era cercado por um campo minado de 15 metros de largura. Sobibor foi construído com o único propósito de exterminar seres humanos. As autoridades de Sobibor consistiam em uma pequena equipe de oficiais da polícia, membros das SS, e uma unidade de noventa a cento e vinte guardas auxiliares, os quais eram ex-prisioneiros de guerra soviéticos ou cidadãos ucranianos e poloneses.

As autoridades do campo começaram as operações regulares da câmara de gás em maio de 1942. Trens com quarenta a sessenta vagões chegavam diariamente à estação ferroviária de Sobibor. Vinte vagões de cada vez entravam na área de recepção no campo, onde os guardas ordenavam que os prisioneiros (incluindo até mulheres e crianças) judeus entrassem em uma plataforma e entregassem a eles todos seus pertences. Os alemães levavam os judeus até entrarem em barracas, onde eram forçados a se despir e passar por um "tubo", um caminho estreito e fechado que levava diretamente às câmaras de gás, enganosamente identificadas como área de chuveiros para desinfecção. Quando as portas da câmara de gás eram seladas, os guardas em uma sala adjacente ligavam um motor que bombeava monóxido de carbono para a câmara, asfixiando até a morte todas as pessoas que estavam dentro.

Alguns prisioneiros que eram selecionados para permanecerem vivos e, assim, trabalharem como escravos na remoção dos corpos da câmara de gás e depois jogá-los em enormes covas coletivas. A equipe do campo assassinava periodicamente aqueles prisioneiros e os substituía por outros recém-chegados. No outono de 1942 os oficiais de Sobibor, usando escravos judeus, começaram a exumar as covas coletivas e a queimar os cadáveres em "fornos" ao ar livre, feitos com trilhos de trem. Os alemães também utilizavam uma máquina para moer os fragmentos de ossos e reduzi-los a pó. Aquelas medidas tinham como objetivo ocultar todos os traços de extermínio em massa por eles cometido.

Em 14 de outubro de 1943, os cerca de seiscentos prisioneiros que haviam sobrado no campo iniciaram uma revolta e conseguiram matar onze alemães. Cerca de trezentos daqueles prisioneiros conseguiram escapar, mas cem deles foram posteriormente recapturados. Depois da revolta, os alemães desativaram o centro de extermínio e atiraram nos prisioneiros restantes. No total, os alemães e seus auxiliares assassinaram pelo menos 167.000 pessoas em Sobibor. Após a revolta, o campo foi fechado e demolido. Para esconder o que havia se passado ali, os alemães plantaram uma floresta de pinheiros. Cerca de 250.000 judeus foram mortos em Sobibor, fazendo dele o quarto campo mais mortífero da Operação Reinhard. 

O primeiro comandante de Sobibor foi Franz Stangl, foi encontrado depois da guerra trabalhando na Volkswagen em São Bernardo do Campo. Foi preso em 1967 e extraditado para a Alemanha, onde morreu de ataque cardíaco na prisão em 1971. 

O sargento da SS Gustav Franz Wagner fugiu para o Brasil junto com Stangl, onde foi encontrado em 1978 pelo caçador de nazistas Simon Wiesenthal, mas contou com a proteção de autoridades brasileiras ligadas à ditadura militar, sendo os pedidos de extradição para Israel, Alemanha, Áustria e Polônia, todos negados. O primeiro a negar a extradição do nazista foi o Procurador Geral da República do governo Geisel, Henrique Fonseca de Araújo, pai de Ernesto Araújo, que até pouco tempo, era o Ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro. Com a chegada de João Baptista de Figueiredo ao poder (1979), o caso da “Besta de Sobibor” como Wagner era conhecido, vai ao Supremo Tribunal e o STF do regime militar, que também negou sua extradição. Um dos votos contrários à extradição do nazista, foi o do ministro Carlos Thompson Flores, avô do presidente do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, um dos responsáveis pela condenação do ex-presidente Lula.

Em 3 de outubro de 1980 o corpo de foi Gustav Franz  descoberto em Atibaia, onde ele viveu grande parte de sua vida no Brasil, escondido de todos que pudessem o reconhecer. Ele tinha 69 anos e, para muitos, a faca encontrada no peito de Gustav Wagner indicava suicídio. Um dos fugitivos sobreviventes de Sobibor, Shlomo Szmajzner, juntou-se aos guerrilheiros da região e emigrou para o Brasil em 1947. Morreu em Goiânia em 3 de março de 1989.

A revolta de Sobibor ganhou duas produções cinematográficas: "Fuga de Sobibor" (1989) dirigido por Jack Gold, e "Sobibor" (2018) dirigido pelo russo Konstantin Khabensky, este disponível em várias plataformas de streaming. Apesar da derrota dos nazistas na Segunda Guerra, o ressurgimento de grupos de extrema-direita em vários países mostra que o fantasma da intolerância ainda está a espreita, e que exemplos como o de Sobibor devem ser combatidos e jamais repetidos. 🙅‍♂️🔯🙅‍♀️

#78anosdarevoltadesobibor
#historiadoholocaustojudeu
#NazismoNuncaMais

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fonte consultada 📖 Enciclopédia do Holocausto (adaptado) 🙂

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 13.10.21 - 53 Anos da Morte de Manuel Bandeira

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✝️😭⚰️ Num dia como hoje, 13 de outubro, há 53 anos MANUEL BANDEIRA partia definitivamente para Pasárgada, deixando uma lacuna na História da poesia brasileira, da qual foi uma de suas maiores expressões. Destacou-se também como cronista, professor, crítico literário e tradutor. Em 1940 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ocupou a cadeira número 24).

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em 19 de abril de 1886, na cidade de Recife, no Estado de Pernambuco. Ainda jovem, Bandeira abandonou o curso de arquitetura depois de descobrir que sofria de tuberculose, uma doença grave que ataca principalmente os pulmões. A partir de então, passou a vida inteira achando que poderia morrer a qualquer momento.

Publicou seu primeiro livro, A cinza das horas (1917), aos 31 anos, mas desde os 10 anos de idade já brincava de fazer versos. Entre os livros de poesia mais importantes de Bandeira estão Carnaval (1919), Ritmo dissoluto (1924), Libertinagem (1930), Estrela da manhã (1936), Lira dos cinquent’anos (1940), Mafuá do malungo (1948) e Estrela da tarde (1963). Também publicou livros de crônicas poéticas.

A poesia de Bandeira é marcada pela linguagem coloquial e trata de assuntos do cotidiano. Mas também aborda temas densos e sérios, como família, angústia, solidão e morte — este último bastante presente em sua obra. Em seu famoso poema “Pneumotórax”, os versos falam sobre “a vida inteira do que podia ter sido e não foi”.

Bandeira é considerado um dos principais escritores modernistas no Brasil. O modernismo foi um movimento em que os artistas queriam expressar a realidade, os costumes e o modo de ser dos brasileiros de forma mais direta e atual. Esse movimento culminou na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Bandeira não participou diretamente do evento, mas seu poema “Os sapos” foi lido pelo escritor Ronald de Carvalho. Nele, Bandeira critica os poetas parnasianos, cujos versos se caracterizam por muitas regras e rimas.

Manuel Bandeira alcançou fama e reconhecimento no Brasil e no exterior com o livro Libertinagem, de 1930. Um dos poemas desse livro é “Evocação do Recife”, em que o poeta rememora sua terra natal e faz uma homenagem à cultura popular. O livro também traz o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”. Nele, o poeta fala sobre um paraíso imaginário, onde é possível ser amigo do rei.

Em “Porquinho-da-índia”, Bandeira relembra a infância. Escreve sobre as brincadeiras tradicionais em “Na rua do sabão”. Em “Berimbau”, traz criaturas e seres do imaginário popular. Em “Meninos carvoeiros”, conta histórias de outras infâncias, nem sempre felizes.

Bandeira permaneceu solteiro. Costumava escrever versos para presentear filhos de amigos em datas especiais. Eram poemas curtos, divertidos e carinhosos. Muitos deles foram publicados no livro Mafuá do malungo. A palavra “mafuá”, de origem africana, significa “parque de diversões”, “festa”; “malungo”, também africana, quer dizer “amigo”, “camarada”.

Manuel Bandeira morreu em 13 de outubro de 1968, aos 82 anos, na cidade do Rio de Janeiro após uma hemorragia gástrica. Seus poemas permanecem atuais, como por exemplo, o poema "O Bicho" escrito em 1947, que denunciava a fome e a miséria, ainda presentes na atual realidade brasileira. Dentre as muitas homenagens a ele devidas, está a sua estátua localizada na rua do Aurora no Recife, como parte do chamado "Circuito da Poesia", confeccionada pelo artista Demétrio Albuquerque. 👏👏👏👏👏👏

#53anosdamortedemanuelbandeira
#historiadapoesiamodernistabrasileira
#GrandesPoetasPernambucanos

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 🖱️ Enciclopédia Britannica Escola - Versão WEB (adaptado)

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HOJE NA HISTÓRIA - 13.12.21 - 87 Anos do Nascimento da Cantora Grega Nana Mouskouri

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🎉🎙️Num dia como hoje, 13 de outubro, há 87 anos, nascia em Chania, na ilha de Creta, a cantora NANA MOUSKOURI, um verdadeiro fenômeno musical, conhecida mundialmente pelos seus êxitos artísticos. São mais de 60 anos de carreira, 134 álbuns, 1600 canções registradas, 300 milhões de discos vendidos em 21 diferentes idiomas, incluindo grego, inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, e até mesmo português (ela chegou a gravar um dueto com Martinho da Vila) entre outras.

Nana estabeleceu-se com sua família em Atenas, onde seu pai trabalhava como projecionista em cinema. A sua mãe trabalhou no mesmo cinema. Quando Nana completou 3 anos, a sua família mudou-se para Atenas. A família trabalhou duro para mandar Nana e sua irmã mais velha, Jenny, para o famoso Conservatório de Atenas. Nana demonstrou possuir um talento musical excepcional aos 6 anos de idade, apesar de sua irmã ter parecido a mais talentosa das duas. Na verdade, Nana possui uma corda vocal mais grossa do que a outra, o que contribuiu para sua voz única, seja cantando ou falando.

A sua infância foi marcada pela invasão nazista na Grécia. Seu pai tornou-se integrante do movimento da resistência antinazi em Atenas. Nana começou a ter lições de canto aos 12 anos. Porém, devido à ocupação nazista, a sua família não possuía mais recursos para continuar a financiar as suas aulas. A sua professora, por achar que ela possuía um talento inigualável, ofereceu-se para continuar as aulas sem nenhum pagamento. Nesta época, bastante jovem, começou seu amor pelas artes, principalmente pela música. 

Em 1950, Nana foi aceita no conservatório. Cantora grega Nana Mouskouri freqüentou o Conservatório de Música de Atenas durante 8 anos mas desistiu do canto lírico pelo grande amor que sentia pela música popular. Iniciou a sua carreira cantando jazz em pequenos clubes noturnos de Atenas, gravou seu primeiro álbum em 1958 e foi rapidamente descoberta por Manos Hadjidakis (o maior compositor da Grécia e um dos maiores do século XX) quem compus as músicas com as quais Nana ganhou os primeiros festivais europeus e que abriram as portas para a sua carreira internacional.

Nana é fiel só ao seu amor pela música, não a um estilo específico. O seu repertório inclui uma variedade impressionante de músicas, idiomas e estilos que vão desde a opera até o rock, passando pela música tradicional européia (grega,francesa, italiana, holandesa, britânica, etc), country, gospel, pop em vários idiomas, latina, folclore de vários países do mundo, bossa nova, samba e muitos, muitos outros estilos. Nana se destaca também por falar fluentemente sete idiomas e ter gravado músicas em mais de 11 idiomas, mesmo assim, a cantora afirma que a música é a linguagem universal, que não conhece idiomas, religiões, raças ou barreiras de nenhuma espécie.

Hoje em dia, após mais de quarenta anos de carreira, Nana Mouskouri é a cantora (mulher) que vendou mais discos na história da música; que tem recebido o maior número de discos de ouro, platina e diamante; que tem o maior número de discos gravados e provavelmente a que tem feito o maior número de turnês. A cantora chegou a se apresentar no Brasil em 2013, no Teatro do Sesi em Porto Alegre, como parte de sua turnê de despedida dos palcos. Seu último trabalho foi o álbun Forever Young, lançado em 2018, disponível nas principais plataformas de streaming. Sua voz única e inconfundível permanece encantando os amantes da boa música com belíssimas interpretações. 👏🎼🎧🎼👏

#87anosdenanamouskouri
#historiadamusicainternacional
#NanaMouskouriTheBest

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 🖱️ Site Letras.com (adaptado)

terça-feira, 12 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 12.10.21 - 529 Anos da Conquista das Américas pelos Europeus

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⛵🌊 Depois de cruzar o Oceano Atlântico, o explorador italiano Cristóvão Colombo avistou uma ilha das Bahamas em 12 de outubro de 1492, acreditando ter alcançado o Leste Asiático. Sua expedição desembarcou no mesmo dia e reivindicou a terra para Isabel e Fernando da Espanha, que patrocinou sua tentativa de encontrar uma rota oceânica ocidental para a China, Índia e as lendárias ilhas de ouro e especiarias da Ásia.

Colombo nasceu em Gênova, Itália, em 1451. Pouco se sabe de sua juventude, mas trabalhou como marinheiro e depois empresário marítimo. Ele ficou obcecado com a possibilidade de ser pioneiro em uma rota marítima ocidental para Catai (China), Índia e as ilhas de ouro e especiarias da Ásia. Na época, os europeus não conheciam nenhuma rota marítima direta para o sul da Ásia, e a rota via Egito e o Mar Vermelho foi fechada aos europeus pelo Império Otomano, assim como muitas rotas terrestres.

Ao contrário da lenda popular, os europeus educados da época de Colombo acreditavam que o mundo era redondo, como argumentou Santo Isidoro no século VII. No entanto, Colombo, e muitos outros, subestimaram o tamanho do mundo, calculando que o Leste Asiático deve estar aproximadamente onde a América do Norte fica no globo (eles ainda não sabiam que o Oceano Pacífico existia).

Com apenas o Oceano Atlântico, pensava ele, situado entre a Europa e as riquezas das Índias Orientais, Colombo encontrou-se com o rei João II de Portugal e tentou persuadi-lo a apoiar a sua “Empresa das Índias”, como chamava o seu plano. Ele foi rejeitado e foi para a Espanha, onde também foi rejeitado pelo menos duas vezes pelo rei Fernando e pela rainha Isabel. No entanto, após a conquista espanhola do reino mouro de Granada em janeiro de 1492, os monarcas espanhóis, cheios de vitória, concordaram em apoiar sua viagem.

Em 3 de agosto de 1492, Colombo zarpou de Palos, na Espanha, com três pequenos navios, o Santa Maria, o Pinta e o Nina. Em 12 de outubro, a expedição chegou a terra, provavelmente a Ilha Guanahani nas Antilhas. Mais tarde naquele mês, Colombo avistou Cuba, que ele pensou ser a China continental, e em dezembro a expedição desembarcou em Hispaniola, que Colombo pensou ser o Japão. Ele estabeleceu uma pequena colônia lá com 39 de seus homens. O explorador retornou à Espanha com ouro, especiarias e cativos “índios” em março de 1493 e foi recebido com as mais altas honras pela corte espanhola. Ele foi o primeiro europeu a explorar as Américas desde que os vikings estabeleceram colônias na Groenlândia e na Terra Nova no século X.

Durante sua vida, Colombo liderou um total de quatro expedições ao "Novo Mundo", explorando várias ilhas do Caribe, o Golfo do México e as terras continentais da América do Sul e Central, mas nunca alcançou seu objetivo original – uma rota oceânica ocidental para o grandes cidades da Ásia. Colombo morreu na Espanha em 20 de maio de 1506 sem perceber a façanha que conseguiu: ele havia descoberto para a Europa o Novo Mundo, cujas riquezas no século seguinte ajudariam a tornar a Espanha a nação mais rica e poderosa do planeta. Ele também desencadeou séculos de colonização brutal, o comércio transatlântico de escravos e a morte de milhões de nativos americanos por assassinato e doenças. Sua saga inspirou o épico 1492 - A Conquista do Paraíso (1492 - Conquest of Paradise. FRA/ESP/EUA/UK, 1992) dirigido por Ridley Scott, com trilha sonora assinada pelo grupo Vangelis. 📖🎬📺

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo de Souza 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 🖱️ Site do History Channel – EUA (adaptados) 🙂

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 11.10.21 - 25 Anos da Morte de Renato Russo

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🎤😭🎸 Num dia como hoje, 11 de outubro, há 25 anos, o Brasil perdia para a AIDS um de seus maiores expoentes da música nacional: RENATO RUSSO, vocalista, baixista, compositor e líder da banda Legião Urbana, que fez muito sucesso nos anos 80 e 90. Apesar de não existir mais por conta da morte de Renato Russo, o grupo segue vendendo músicas até os dias atuais e é considerado um dos mais importantes da história recente do rock brasileiro. Estima-se que a banda tenha vendido mais de 20 milhões de discos quanto estava em atividade e ainda segue com bons números de vendas até os dias atuais.

Renato Manfredini Júnior nasceu no dia 27 de março de 1960, no Rio de Janeiro, filho do economista Renato Manfredini, funcionário do Banco do Brasil, e de Maria do Carmo, professora de inglês. Ainda criança, quando tinha entre 7 e 10 anos, Renato morou com os pais em Nova York, onde aprendeu inglês. Depois, viveu em Brasília, cidade em que teve uma vida de classe média alta e que tanta influência exerceu na música de Renato. Quando tinha 15 anos, o músico passou por cirurgias e ficou na cama por quase seis meses por causa de uma doença óssea chamada epifisiólise. Nesta época, passou a ler e a escutar muita música. Entre 1978 e 1981 foi professor de inglês e de literatura inglesa.

Na Capital Federal, Renato Russo fez parte da banda Aborto Elétrico, entre 1978 e 1982, influenciado pela banda punk inglesa Sex Pistols. Deixou a banda por conta de divergências internas e, durante um período, ficou conhecido como o “Trovador Solitário”, em que cantava e tocava um violão de 12 cordas sozinho. Depois, integrou a Legião Urbana, onde gravou nove discos e permaneceu até sua morte. A banda era composta por Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. Um ano depois, Paraná e Paulista deixavam a banda e entrava Dado Villa-Lobos. O músico adotou o sobrenome Russo em homenagem ao inglês Bertrand Russell e aos franceses Jean-Jacques Rousseau e Henri Rousseau. Renato também realizou três trabalhos solo: The Stonewall Celebration Concert, Equilíbrio Distante e O Último Solo.

À frente da Legão Urbana, ele se consolidou como um dos mais influentes músicos do rock nacional e deixou clássicos como Será, Geração Coca-Cola, Que País é Este?, Eduardo e Mônica, Faroeste Cabloco e Meninos e Meninas. Para alguns fãs, a paixão e a veneração pela banda chegava a ter um tom messiânico, sendo que alguns a chamavam de Religião Urbana. Renato Russo, contudo, sempre rejeitou este status.

Em sua vida particular, Renato Russo sempre teve que lidar com o preconceito. Primeiramente, pelo fato de ser homossexual. Quando tinha 18 anos, ele assumiu a sua mãe que gostava de homens. Em 1990, ele teria contraído AIDS após um relacionamento em Nova York. Renato Russo nunca assumiu publicamente a doença. Ele também tinha problemas com uso de álcool e depressão. O músico ainda teve um filho, Giuliano, fruto de um relacionado rápido com uma fã. A mãe da criança morreu um ano depois do nascimento da criança, vítima de um acidente, e a guarda de Giuliano ficou com os pais de Renato. No cinema, a vida do músico foi retratada em dois filmes: Somos Tão Jovens e Faroeste Caboclo (ambos lançados em 2013).

Renato Russo morreu morreu em 11 de outubro de 1996, às 1:15 da madrugada, aos 36 anos, no Rio de Janeiro, vítima de complicações da AIDS. O corpo foi cremado no Cemitério São Francisco Xavier, e suas cinzas jogadas no sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro. Seus fãs ainda hoje cantam e relembram das músicas que influenciaram toda uma geração. A obra de Renato Russo é eterna e seu legado para a música brasileira inesquecível. Viva Renato Russo! 👏👏👏👏👏👏

#25anosdamortederenatorusso
#lutoeternoporrenatorusso
#historiadamusicabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Brasil e Site O Pensador (adaptados).

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domingo, 10 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 10.10.21 - 65 Anos do Nascimento de Miguel Falabella

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🎉🎂 Ator, diretor e dramaturgo, Miguel Falabella é conhecido por seus personagens cômicos, tanto no teatro, quanto na televisão. Esteve na Globo de 1982 a 2020, onde exerceu diversos papéis na frente e fora das câmeras. O ranzinza Caco Antibes conquistou o público desde o primeiro episódio do humorístico Sai de Baixo (1996), arrancando risadas da plateia ao longo das seis temporadas do programa. O humor politicamente incorreto do “louro nórdico, alto, de olhos azuis” era uma verdadeira antítese do Falabella visto nas tardes de segunda à sexta, durante 15 anos em que permaneceu na bancada do Vídeo Show (de 1987 a 2001).

Miguel Falabella de Souza Aguiar nasceu em 10 de outubro de 1956, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, filho de um arquiteto e de uma professora universitária de francês e literatura francesa. A família mudou-se para a Ilha do Governador, onde ele viveu até os 17 anos de idade. Começou a fazer teatro na adolescência, primeiro no colégio onde estudava e depois no tradicional Teatro Tablado – escola para atores de Maria Clara Machado. Sua estreia no palco foi aos 18 anos, com a peça O Dragão, de Eugene Schwarz. Nessa época, Falabella cursava Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A experiência universitária lhe serviu para aprimorar sua ligação com a língua portuguesa, elemento que considera essencial para dar profundidade na arte de representar, que seguiria mais adiante. “Para ser ator, a pessoa precisa dominar a palavra. A etimologia da palavra ajuda a interpretar. Conhecer a estrutura da língua é fundamental”, opina.

Na televisão, Miguel Falabella estreou vivendo o galã romântico do Caso Verdade Jan e Jim, exibido na Globo em setembro de 1982 e escrito por Eloí Calage, com direção de Walter Campos, Milton Gonçalves e Reynaldo Boury. No mês seguinte, fez sua primeira novela, como o personagem Romeu da novela Sol de Verão, de Manoel Carlos. A trama foi afetada por cortes da censura e pela morte do ator Jardel Filho, que vivia um dos papéis principais. Seu trabalho seguinte na Globo foi outro Caso Verdade, Choque de Gerações, de Marília Garcia e Marilu Saldanha.

Em 1996, Miguel Falabella foi chamado para integrar o elenco de um novo formato de humor, que misturaria teatro com televisão, sendo gravado em um teatro, permitindo falhas ao vivo e improviso em cena. A estreia de Sai de Baixo foi um sucesso. Um dos destaques foi o personagem vivido por Miguel Falabella, o mau-caráter Caco Antibes, que, como ficou claro já no primeiro episódio perdia o amigo, mas não a piada.

Falabella tem se dedicado também a criar histórias para a televisão. Sua primeira novela, Salsa e Merengue (1996), em coautoria com Maria Carmem Barbosa, assim como A Lua Me Disse (2005), demonstrou o potencial do humor ácido que permeou o roteiro de suas obras seguintes: Toma Lá Dá Cá (2006) e Pé Na Cova (2013).

Falabella inaugurou em 1997 uma casa de espetáculos, o Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, na zona norte do Rio. Em 2004, lançou pela Lacerda Editores o livro Querido Mundo e Outras Peças, com sete peças escritas por ele e Maria Carmem Barbosa. Falabella também é bastante atuante no carnaval carioca. Não só já desfilou por diferentes escolas de samba, como foi carnavalesco e diretor da Império da Tijuca, tendo assinado os enredos da escola de 1993 a 1996. 👏👏👏👏👏👏

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#historiadadramaturgiabrasileira

📖 Créditos do texto 🖱️ Site Memória Globo.

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