terça-feira, 29 de agosto de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 29.08.23 - 202 Anos da Junta Governativa de Goiana

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🏛️📜 Num dia como hoje, 29 de agosto, há 202 anos, liberais constitucionalistas e remanescentes da Revolução Pernambucana e Republicana de 1817, e que envolveu várias vilas que hoje são cidades que fazem parte da Zona da Mata e da Região Metropolitana, descidos dos engenhos da zona oeste do município de Goiana e de outras vilas e povoações, entraram na então egrégia vila de Goiana, e proclamaram adesão às bases da Constituição Portuguesa, juradas pelo Dom João VI na chamada JUNTA GOVERNATIVA DE GOIANA.

Elegeu-se um Governo Provincial provisório, constitucional, que teve como sede a Casa de Câmara e Cadeia que ficou, naquele momento, sendo o Palácio do Governo Provisório de Pernambuco, composto em sua maioria por goianenses, dentre eles, o vereador e advogado Francisco de Paula Gomes dos Santos, que posteriormente foi eleito presidente do governo provisório.

Em seguida, as tropas liberais partiram de Goiana e cercaram a vila do Recife, obrigando o governador de Pernambuco, General Luiz do Rego Barreto, a assinar o Tratado da Convenção de Beberibe, em 5 de outubro daquele ano, pelo qual haveria eleição para uma Junta Provisória e Constitucional, eleita na capital, Olinda, composta de civis pernambucanos, e consequentemente a expulsão do governador de volta para Portugal.

Em virtude de tais fatos, a Câmara Municipal de Goiana, em reconhecimento à bravura de nossos antepassados, decidiu pela criação da Data Magna de Goiana, instituída pela Lei Nº 2.539 de 25 de agosto de 2022. Parabéns Goiana! Aqui se iniciou a Independência do Brasil. 👊👊👊🦁👏👏👏

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre a Junta Governativa de Goiana e a Convenção de Beberibe, acesse:



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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 28.08.23 - 60 Anos do Discurso I Have a Dream de Martin Luther King

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🙅🏾‍♂️🙅🏽‍♀️ Num dia como hoje, 28 de agosto, há 60 anos, nos degraus do Memorial Lincoln em Washington, DC, Martin Luther King, Jr. fez seu famoso discurso "EU TENHO UM SONHO" (I Have a Dream) para uma platéia de cerca de 250 mil pessoas. Durante a "Marcha sobre Washington por Empregos e Liberdade" em que o povo exigia direitos de voto para os afro-americanos, o fim da segregação racial e a discriminação, o ativista que apoiava o protesto não violento, fez um de seus melhores discursos, entrando para história.

O seu discurso tornou-se famoso e emblemático pela frase reiterada "eu tenho um sonho". Nele, o ativista perspetivou um futuro em que "os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos" poderiam "sentar-se juntos à mesa da fraternidade", um futuro em que os seus filhos não seriam julgados "pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter". Esse icônico e emotivo discurso tornou-se uma peça central do seu legado.

Nascido em 1929 em Atlanta, na Geórgia, Martin Luther King Jr. estudou Teologia e tornou-se pastor batista, à semelhança do seu pai e do seu avô. Em 1957, foi eleito presidente da Conferência de Liderança Cristã do Sul, que seria uma das principais organizações de defesa dos direitos civis. Sob a sua liderança, a organização não governamental promoveu a resistência pacífica à segregação, com frequência sob a forma de marchas e de boicotes. Na sua campanha e luta pela igualdade racial, Martin Luther King fez centenas de discursos e foi preso mais de vinte vezes.

No ano seguinte à Marcha, o movimento pelos direitos civis conseguiu a Emenda à Constituição, que aboliu o imposto e, portanto, uma barreira para os eleitores afro-americanos pobres do Sul, e a passagem do Ato dos Direitos Civil de 1964, que proibiu a discriminação racial no emprego, na educação e a segregação racial em estabelecimentos públicos. Em outubro de 1964, Martin Luther King, Jr., foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Em 4 de abril de 1968, aos 39 anos, ele foi morto a tiros enquanto estava na varanda de um hotel em Memphis, Tennessee.

Até hoje Martin Luther King é lembrado como um ícone da luta pelos direitos civis dos afrodescendentes norte-americanos. Seu instrumento? A força do seu pensamento, do seu carisma para promover o amor e a paz entre brancos e negros. Seu exemplo de luta por direitos com base na não-violência inspirou tanto Gandhi como Mandela. Existem 900 ruas nos Estados Unidos que levam o seu nome. Fora de seu país é um dos mais homenageados líderes contemporâneos.

Hoje, 60 anos após sua fala marcante, temos avanços, sim, mas a sociedade mundial ainda precisa evoluir muito, compreender que todos somos irmãos, filhos da mesma natureza e com um mesmo sonho: uma vida de amor, dignidade e respeito a todas as pessoas. 👊🏽👊🏾👊🏿👊🏽👊🏾👊🏿

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

🖱️ Perfil Antena 1 RPT
📺 Canal History Channel do Brasil

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HOJE NA HISTÓRIA - 28.08.23 - 201 Anos da Chegada do Brigue Três Corações ao Rio de Janeiro

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🌊⛵ Um dos episódios mais tensos no processo de emancipação política do Brasil foi a chegada no Rio de Janeiro do BRIGUE TRÊS CORAÇÕES com novos decretos das Cortes de Lisboa em 28 de agosto de 1822, portanto há exatamente 201 anos.

Numa manobra radical, que desalinhava as posssibilidades de um diálogo mais amistoso com os deputados portugueses, as Cortes destituíam, na prática, o papel de D. Pedro como príncipe-regente, reduzindo-o à condição de mero delegado das autoridades de Lisboa.

A partir daquele momento, seus ministros seriam nomeados em Portugal e sua autoridade não mais se estenderia a todo o Brasil. Ficaria limitada ao Rio de Janeiro e regiões vizinhas. As demais províncias passariam a se reportar diretamente a Lisboa.

As Cortes também determinavam a abertura de processo contra todos os brasileiros que houvessem contrariado as ordens do governo português. O alvo principal era o ministro José Bonifácio de Andrada, defensor da Independência e grande aliado de D. Pedro.

Convocadas à revelia de D. João VI, as Cortes vinham tomando decisões contrárias aos interesses do Brasil desde o ano anterior. No final de 1821, tinham ordenado a volta de D. Pedro a Portugal, de onde passaria a viajar incógnito pela Europa com o objetivo de se educar. O príncipe decidira ficar no Rio de Janeiro, mas desde então o seu poder vinha sendo reduzido.

Tribunais e repartições em funcionamento no Brasil durante a permanência da corte haviam sido extintos ou transferidos para a antiga metrópole. As províncias receberam instruções para eleger cada uma sua própria junta de governo, que se reportaria diretamente a Lisboa e não ao príncipe no Rio de Janeiro.

Em outra tentativa de isolar D. Pedro, as Cortes tinham nomeado governadores das armas, ou seja, interventores militares, encarregados de manter a ordem em cada província e que só obedeciam à metrópole. A radicalização se expressava no tom dos discursos em Lisboa. O deputado português Borges Carneiro havia chamado D. Pedro de “desgraçado e miserável rapaz” ou simplesmente de “o rapazinho”. 

Curiosamente, o mesmo brigue Três Corações que levou os decretos de Lisboa para o Rio de Janeiro, foi o mesmo mandado pelo o governador da Capitania de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, para recepcionar o príncipe D. João quando este veio para o Brasil em 1808, fugindo das tropas napoleônicas que haviam invadido Portugal. 👮‍♂️👮🏻‍♂️

#201anosdachegadadobriguetrescoracoes
#independenciadobrasil

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 O projeto Muita História pra Contar produziu em 2022 uma série de 200 postagens alusivas ao processo de emancipação política do Brasil, publicadas entre 19 de fevereiro e 6 de setembro de 2022, fazendo assim uma contagem regressiva de 200 dias para o dia do bicentenário. Quem quiser acessar, segue o link abaixo:


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domingo, 27 de agosto de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 27.08.23 - 24 Anos da Páscoa de Dom Hélder Câmara, o Eterno Dom da Paz de Olinda e Recife

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😓🖤 Num dia como hoje, 27 de agosto, há 24 anos, na cidade de Recife, capital de Pernambuco, fazia a sua páscoa – dentro do Catolicismo é uma forma de citar que alguém faleceu – DOM HÉLDER CÂMARA, Arcebispo Emérito de Olinda e Recife, que durante 21 anos pastoreou o rebanho católico de uma das maiores e mais antigas Arquidioceses do Brasil: a de Olinda e Recife, criada em 1910. Ele foi um dos fundadores da CNBB e grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil. Pregava uma Igreja voltada para os pobres e a não-violência.

Hélder Pessoa Câmara nasceu em Fortaleza-CE, no dia 7 de fevereiro de 1909. Logo aos 14 anos, entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde também cursou Filosofia e Teologia. Com apenas 22 anos, foi ordenado sacerdote, com a autorização da Santa Sé, pois não completara a idade mínima para ordenação (na época, 24 anos).

Em 1936, Dom Hélder foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará, onde permaneceu por cinco anos. Em 1950, apresentou seu plano ao Monsenhor Montini (que em 1963 se tornaria o Papa Paulo VI) para fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em 1952, Dom Hélder foi transferido para o Rio de Janeiro, onde permaneceu durante 28 anos. Nessa época desenvolveu diversas obras sociais. Exerceu também funções na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e no Conselho Nacional de Educação.

Em 1962, Dom Hélder participou das reformas de base do governo João Goulart. Em 12 de abril de 1964, pouco antes do golpe militar, ele foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife. Foi de lá que se tornou uma das principais vozes a favor da dignidade humana e contra o autoritarismo instaurado no Brasil. Sempre muito envolvido com a causa dos mais necessitados, enquanto Arcebispo, criou o movimento “Encontro de Irmãos”, o "Banco da Providência” e a “Comissão de Justiça e Paz”, sempre com o desejo de aproximar a Igreja da realidade dos menos favorecidos.

Na luta em prol dos direitos humanos no Brasil, Dom Hélder passou a ser um dos alvos mais frequentes de ataques e ameaças diretas e indiretas por parte do regime militar, na época um dos casos mais graves foi a morte de um de seus assessores, o Padre Antônio Henrique Pereira Neto, morto em 27 de maio de 1969, além de ter tido sua casa metralhada.

Além das atividades pastorais de sua Arquidiocese, Dom Hélder atuou em movimentos estudantis, operários e ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Foi indicado 4 vezes ao Prêmio Nobel da Paz, sendo o recordista brasileiro. O mais importante líder da Igreja Católica do Brasil foi chamado de o "bispo vermelho" pelos militares do regime ditatorial, por conta de suas ideologias, que segundo eles, eram de tendências comunistas.

O querido arcebispo faleceu no dia 27 de agosto de 1999, aos 90 anos, de uma parada cardiorrespiratória, em sua residência, localizada ao lado da igreja das Fronteiras, no Recife. Morreu dormindo, às 22h20. O corpo de Dom Hélder foi sepultado na Sé de Olinda, ao lado do seu bispo auxiliar, Dom Lamartine, e de seu acessor, Padre Henrique.

O processo de beatificação e canonização de Dom Helder foi aberto pela Igreja pernambucana em 3 de maio de 2015 e a fase arquidiocesana foi concluída em 2018. No ano passado, no encerramento do 18º Congresso Eucarístico Nacional, a Santa Sé anunciou a validação jurídica de todo o material enviado a Roma, segundo frei Jociel Gomes, vice-postulador da causa de Dom Hélder Câmara.

Em 26 de maio de 2022, a arquidiocese de Olinda e Recife enviou 20 caixas com os escritos de dom Helder (360 livros de documentos, num total de 127 mil páginas) ao Vaticano, para serem analisados pelo Dicastério para as Causas dos Santos. O conteúdo, que está armazenado em 20 caixas e pesa 500 quilos, foi elaborado durante três anos pelo Instituto Dom Hélder Câmara (IDHeC), no Recife, e digitalizado e impresso pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

Infelizmente, Dom Hélder não pôde presenciar esse Brasil que colocou o combate à fome e à miséria como uma de suas prioridades, tampouco pôde ver surgir a Comissão da Verdade para apurar os crimes da ditadura militar que ele tanto denunciou. Mas o seu exemplo permanece vivo nas CEBs, nos grupos alinhados à Teologia da Libertação, nos movimentos populares, e nas lutas do povo por justiça social.

O Eterno Dom da Paz de Olinda e Recife estará sempre no coração e nas orações daqueles que acreditam que o pão material é tão importante quanto o pão espiritual. Coincidentemente, na mesma data da partida do Dom da Paz, fizeram também sua páscoa os bispos Dom José Maria Pires (2017), conhecido como Dom Zumbi por assumir a pastoral Afro e com isso as causas do povo negro; e Dom Luciano Mendes de Almeida, SJ (2006), que dedicou sua trajetória à caridade, sobretudo às crianças e aos mais humildes e fundou a Pastoral do Menor. Três santos que não cabem nos altares, mas na esperança do seu povo!!! 👏👏👏👏👏👏

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#historiadocatolicismobrasileiro
#igrejacatolicapernambucana
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

💻 Portais G1 e NE10
💒 Sites da Arquidiocese de Olinda e Recife e da CNBB
📰 Jornais Diario de Pernambuco e Jornal do Commércio

👉 Para saber mais sobre Dom Hélder Câmara, o Dom da Paz, acesse:





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HOJE NA HISTÓRIA - 195 Anos do Final da Guerra da Cisplatina

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💣💥 Após três anos de conflito, foi num dia como hoje, 27 de agosto, há 195 anos, que terminava a GUERRA DA CISPLATINA, o primeiro embate externo do recém-criado Império brasileiro, cujas origens remontam à invasão da região por D. João em 1816. A região já era disputada pelas coroas de Portugal e da Espanha desde a fundação da Colônia do Santíssimo Sacramento (1680), descoberta por espanhóis (1516), mas colonizada por portugueses. A região era estratégica para vários países do Cone Sul, pela sua privilegiada posição portuária, tanto no campo fluvial, quanto no litoral.

O cenário geopolítico nem era muito favorável ao pai de D. Pedro na época, uma vez que pelo Tratado de Santo Ildefonso (1777), esta região ficaria com a Espanha – acordo este ratificado em 1801, pelo Tratado de Badajós –, mesmo sendo descoberta pelos espanhóis (1516), e colonizada pelos portugueses com o nome de Colônia do Sacramento. A independência das Províncias Unidas do Rio da Prata (futura Argentina) em 1810 e a presença da família real portuguesa ao Brasil em 1808 reacenderam o interesse pela região.

Os argentinos queriam que a Banda Oriental (como eles chamavam essa região) ficasse dentro da federação deles, mas D. João VI anexou a Banda Oriental ao Brasil com o nome de Província Cisplatina (Cis - a leste - Platina do rio da Prata) em 31 de julho de 1821, alegando que sua esposa, Carlota Joaquina, tinha parte naqueles territórios por ser de origem espanhola (na verdade se tratava de uma retaliação à Espanha pelo apoio dado aos franceses durante a invasão do território lusitano em 1807). A maioria da população possuía idioma e costumes muito diferentes dos brasileiros, e portanto não aceitou a ocupação lusitana.

Em 1825, os rebeldes cisplatinos, articulados num grupo denominado os "33 Orientais" liderado por Juan Antonio Lavalleja, assumiram o controle militar da Província Cisplatina e, como primeira medida, declararam-se separados do Brasil. Estrategicamente, declararam que a província deveria pertencer à República das Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina. A reação de D. Pedro I foi declarar guerra à Argentina. Começava a Guerra da Cisplatina, que se arrastou por três anos (1825-1828), provocou gastos desnecessários para o recém criado império, ceifou vidas, e contribuiu para desgastar a imagem política de D. Pedro I.

A principal batalha da Guerra da Cisplatina foi a de Monte Santiago, quando as forças navais do Brasil e da Cisplatina bateram entre si nos dias 7 e 8 de abril de 1827. Durante o conflito, o exército brasileiro contava com mais de 26 mil homens e, no final, não conseguiu derrotar as forças rebeldes da Cisplatina e das tropas argentinas em batalhas terrestres. Ainda que o Brasil Império estivesse dominando os conflitos nas águas, o exército nacional estava desfalcado. 

Com a mediação da França e da Grã-Bretanha (destaque para Lorde Ponsonby como mediador), foi assinado em 27 de agosto de 1828 o tratado do Rio de Janeiro acordado entre o Império brasileiro e as Províncias Unidas reconhecendo a criação de um novo país naquela região: a República Oriental do Uruguai. Como consequência, o Brasil perdeu a Província da Cisplatina e gastou mais de 30 milhões de dólares, além de aproximadamente 8 mil brasileiros mortos no conflito. A derrota para a Província Cisplatina desgastou ainda mais a popularidade de D. Pedro I, que acabou por abdicar em 7 de abril de 1831. 👑👋

#195anosdofinaldaguerradacisplatina
#historiadaamericalatina
#provinciacisplatina
#Uruguai

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋 professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre a Província da Cisplatina, acesse:




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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 23.08.23 - 60 Anos do Nascimento da Atriz Glória Pires

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🎂🎉Num dia como hoje, 23 de agosto, há 60 anos, nascia no Rio de Janeiro, GLÓRIA PIRES, uma das atrizes mais bem sucedidas e queridas da televisão brasileira. Ícone da televisão, atriz tem personagens como Maria de Fátima, Nice, Maria Moura, Ruth e Raquel entre seus trabalhos mais marcantes.

Glória Maria Cláudia Pires de Morais entrou com 5 anos no meio artístico, pela mão do seu pai, com uma breve aparição, em 1968, na abertura da novela “A Pequena Órfã”, da TV Excelsior. Porém, foi na novela “Selva de Pedra” que teve a sua estreia “oficial”, embora tenha sido em “Duas Vidas” (1976) que obteve o seu primeiro papel de relevo.

Durante a década de 1970 participou de alguns programas da linha de shows da Rede Globo, como Satiricom, Faça Humor, Não Faça Guerra e Chico em Quadrinhos. 

Mas seria com a novela de Gilberto Braga “Dancin’ Days”, que fez com 14 anos, que obteria o reconhecimento do público. A partir desse êxito, que lhe permitiu no ano seguinte protagonizar a novela “Cabocla”, de Benedito Ruy Barbosa, emancipou-se como atriz que até aí era vista como a “menininha que fazia novelas por causa do pai que era ator”.  

Em 1980, volta a trabalhar com Gilberto Braga em “Água Viva”, fazendo ainda desse autor as novelas “Louco Amor” (1983), “Vale Tudo”, de 1988 (cujo papel da amoral Maria de Fátima foi um dos mais marcantes da sua carreira), “O Dono do Mundo” (1991), “Paraíso Tropical” (2007), “Insensato Coração” (2011) e “Babilônia” (2015).

A atriz brilhou ainda em “Mulheres de Areia”, no duplo papel das gêmeas antagônicas Ruth e Raquel, ou nas minisséries “O Tempo e o Vento” (1985) e “Memorial de Maria Moura” (1994). A atuação marcante como as gêmeas Ruth e Raquel lhe rendeu o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor atriz do ano de 1993, além do Troféu Imprensa de melhor atriz de 1993. Apesar do apelo sexual das personagens, a atriz negou todos os convites da edição brasileira da revista Playboy para posar nua.

Em 2017, retornou às mídias, aceitando o convite para atuar no sucesso O Outro Lado do Paraíso. Na novela, interpreta a reprimida Elizabeth, uma mulher sofrida que, após ser vítima de um grande golpe, tem que se passar e esconder sua verdadeira identidade, adotando o nome de Maria Eduarda. Em 2019 protagoniza o remake de Éramos Seis na pele de Dona Lola.

Glória Pires também fez cinema, onde se estreou em 1981 em “Índia, a Filha do Sol”, de Fábio Barreto. Do mesmo realizador entrou ainda em “O Quatrilho” (1995), que concorreu ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, e em “Lula, o Filho do Brasil” (2009), na pele de Dona Lindu, mãe do futuro presidente (papel que lhe valeu o Grande Prémio do Cinema Brasileiro). 

No grande ecrã fez ainda “Memórias do Cárcere” (1984), de Nélson Pereira dos Santos, o êxito de bilheteira seguido de sequela “Se Eu Fosse Você” (2006/2009), de Daniel Filho, ou “É Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert (que também lhe valeu o prémio de melhor atriz no Festival de Brasília). Em 2013 interpretou Lota de Macedo Soares em “Flores Raras”, filme de Bruno Barreto que retrata a relação da arquiteta com a poetisa americana Elizabeth Bishop.

Em “Terra e Paixão” (2023), sua 26.ª novela na Globo, faz par com Tony Ramos. Um grande atriz, cujo papel relevante na História da Dramaturgia brasileira não pode ser relegado. Parabéns a sexagenária Glória Pires, uma grande e talentosa estrela das telas nacionais. ✨🎬📺👏👏👏

#60anosdonascimentodegloriapires
#historiadadramaturgiabrasileira
#ParabensGloriaPires

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📖 Fontes consultadas:

📰 Memória Globo
💻 Portais G1 e Antena 1 RPT

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terça-feira, 22 de agosto de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 22 de Agosto - Dia Nacional do Folclore

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📆 Anualmente, no dia 22 de agosto, comemora-se o DIA DO FOLCLORE, data estabelecida com o objetivo de valorizar e preservar as tradições culturais, lendas, mitos, músicas, danças, artesanato e demais manifestações do folclore, um tesouro cultural que nos conecta às raízes e tradições do país em que vivemos.

O termo folclore (folklore) aparece pela primeira vez cunhado por Ambrose Merton – pseudônimo de William John Thoms (1803-1885) – em uma carta endereçada à revista The Athenaeum, de Londres, no dia 22 de agosto de 1846 (por isso a escolha desta data para comemorar o Dia do Folclore), onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo.

No Brasil, o Dia do Folclore foi oficializado em 17 de agosto de 1965 por meio do Decreto nº 56.747, assinado pelo então presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco e por seu Ministro da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda. No texto do decreto, há referência direta a William John Thoms e ao seu pioneirismo na pesquisa das culturas populares. Em 2005, foi criado no Brasil o Dia do Saci, comemorado em 31 de outubro. Muitas festas populares do mês de Agosto têm temas folclóricos como destaque. 

O Folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares transmitidas de geração em geração. Ele reflete a identidade cultural de um povo e engloba uma variedade de elementos, como histórias, superstições, festas, crenças, costumes e personagens do imaginário popular. 

O Folclore brasileiro é uma verdadeira tapeçaria de lendas, mitos, danças, músicas e costumes transmitidos ao longo de gerações. A base da cultura do povo brasileiro vem da mistura de povos que fizeram o Brasil. Inclui as numerosas tribos indígenas, os portugueses, os diversos povos africanos que foram trazidos, além de um sem-número de imigrantes, como alemães, italianos e japoneses.

Nossas raízes são entrelaçadas com histórias fascinantes, que atravessam gerações. O folclore é a essência que une passado e presente, conectando-nos a nossas origens de maneira única e especial. Cada canção, dança, conto e personagem folclórico carrega consigo a alma de nosso povo, preservando nossas memórias mais preciosas.

Das densas florestas da Amazônia aos sertões áridos do Nordeste, o Folclore brasileiro nos apresenta personagens fascinantes que habitam os recantos mais remotos da imaginação: Saci Pererê, Comadre Florzinha, Negrinho do Pastoreio, Boto Cor-de-Rosa, Mula-sem-Cabeça, Lobisomem, Curupira, Boitatá, Cuca, Iara, etc.

No Brasil, nossas raízes culturais são vibrantes e diversas, e as danças e músicas folclóricas refletem isso com maestria. Desde o frevo no Nordeste até o samba no Rio de Janeiro, cada região possui suas próprias formas de expressão que merecem ser celebradas e preservadas.

Muitos países ao redor do mundo comemoram o Dia do Folclore, embora a data exata e a forma como é celebrada. No México, o Dia do Folclore é comemorado em 3 de maio, em homenagem à jornada de campo realizada por Franz Boas, um antropólogo alemão, em 1913. Na Colômbia, o Dia Nacional do Folclore é celebrado em 22 de agosto, em homenagem ao nascimento do pesquisador folclorista Roberto Martínez López.

As manifestações folclóricas são múltiplas e diversificadas, incluem desde os ditados populares, passando pelas frases de pará-choque de caminhão, passando pelas parlendas e trava-línguas, e chegando até aos remédios caseiros, brincadeiras como o pião e a pipa, cantigas de ninar e de roda, a literatura de cordel, etc.

Celebrar o Dia do Folclore é celebrar a riqueza de histórias, lendas e costumes que moldaram nossa identidade. Na educação, o folclore desempenha um papel fundamental, ensinando lições valiosas sobre diversidade, respeito e criatividade. Através do Folclore, nossa identidade cultural se manifesta, refletindo a diversidade e a riqueza do nosso país. Unidos, podemos celebrar o Folclore como um tesouro compartilhado, enriquecendo nossas vidas e fortalecendo os laços que nos unem como comunidade. 🇧🇷✨❤

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre o Folclore, o Dia do Curupira, e o Dia do Saci, acesse:




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