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✝️😭 Num dia como hoje, 28 de novembro, há exatamente 50 anos, morria em Porto Alegre, na sua casa, no bairro de Petrópolis, o escritor ÉRICO VERISSISMO, considerado um dos mais importantes nomes da literatura brasileira no século XX. Um infarto, enquanto escrevia segundo volume de suas memórias, Solo de clarineta, publicado postumamente, foi a causa de sua morte. Grande contador de histórias, Verissimo conquistou milhares de leitores com seu estilo simples e direto.
Érico Verissimo nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Foi diretor, redator, ilustrador e paginador da Revista do Globo e conselheiro literário da Editora Globo. De 1943 a 1945, viveu nos Estados Unidos, onde lecionou Português e Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley. Entre 1953 a 1956, retornou aos Estados Unidos, dessa vez para Washington DC, como diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana.
As gerações de leitores brasileiros que se formaram no último meio século certamente devem muito a Erico Verissimo, que escreveu o seu primeiro texto literário atrás de um balcão de farmácia, em sua cidade natal. Até hoje, muitas crianças começam a gostar de ler pelas páginas de As aventuras do avião vermelho, Os três porquinhos pobres, ambos publicados originalmente em 1936. E ainda são muitos os adolescentes que fazem a travessia do universo infantil para a literatura adulta com a leitura do romance Clarissa, de 1933, e do clássico Olhai os lírios do campo, de 1938, um best-seller instantâneo, publicado atualmente pela Companhia das Letras.
Criador de personagens emblemáticos, Verissimo lançou em 1949 o primeiro romance da trilogia que lhe garantiu um lugar definitivo e indiscutível entre os maiores escritores brasileiros. A arrebatadora saga histórica O tempo e o vento (Companhia das Letras) é composta por O continente, O retrato, de 1951, e O arquipélago, de 1961. Neles, o escritor refez o caminho da formação do povo gaúcho ao narrar a história da família Terra Cambará, de meados do século XVIII a meados do XX. A obra foi adaptada para a televisão nos anos 80, em uma produção de grande sucesso, e, em 2013, ganhou uma versão para o cinema com direção de Jayme Monjardim.
Em sua última fase, concentrou-se, sobretudo, na temática política. Em Incidente em Antares, seu último romance, de 1971, o escritor apostou no realismo fantástico, em voga na América Latina, para criar uma sátira política em uma crítica direta e contundente à ditadura militar vigente no Brasil. Verissimo nos deixou aos 69 anos, há 50 anos. Até hoje, seus livros são lidos e recomendados para o deleite dos amantes da boa literatura. 👏👏👏👏👏👏
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.
👉 Para saber mais sobre Luís Fernando Veríssimo, filho de Érico, que faleceu este ano, acesse:
💻 https://jrscommuitahistoriapracontar.blogspot.com/2025/08/hoje-na-historia-300825-morre-o.html
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