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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 14.12.21 - 74 Anos do Nascimento de Dilma Rousseff

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🎂🎉 Num dia como hoje, 14 de dezembro, há 74 anos, nascia em Belo Horizonte, Minas Gerais, DILMA ROUSSEFF, a primeira mulher a se tornar Presidente da República do Brasil, eleita para dois mandatos consecutivos (1° de janeiro de 2011 a 31 de agosto de 2016), mas afastada da presidência por um processo de impeachment que até hoje é discutido e debatido se foi um processo legítimo com base para a saída da presidenta ou um mero golpe chapa branca, articulado por seus opositores, em especial os deputados Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, e Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições de 2014.

Dilma Vana Rousseff é filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, nascida em Resende (RJ). O casal teve três filhos: Igor, Dilma e Zana. A filha do meio iniciou os estudos no tradicional Colégio Nossa Senhora de Sion, e cursou o ensino médio no Colégio Estadual Central, então centro da efervescência estudantil da capital mineira. Aos 16 anos, Dilma dá início à vida política, integrando organizações de combate ao regime militar.

Em 1969, conhece o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Juntos, sofrem com a perseguição da Justiça Militar. Condenada por “subversão”, Dilma passa quase três anos, de 1970 a 1972, no presídio Tiradentes, na capital paulista.

Livre da prisão, muda-se para Porto Alegre em 1973. Retoma os estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul após fazer novo vestibular. Em 1975, Dilma começa a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho. No ano seguinte, dá à luz a filha do casal, Paula Rousseff Araújo.

Dedica-se, em 1979, à campanha pela Anistia, durante o processo de abertura política comandada pelos militares, ainda no poder. Com o marido Carlos Araújo, ajuda a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Rio Grande do Sul. Trabalhou na assessoria da bancada estadual do partido entre 1980 e 1985. Em 1986, o então prefeito da capital gaúcha, Alceu Collares, escolhe Dilma para ocupar o cargo de Secretária da Fazenda.

Com a volta da democracia ao Brasil, Dilma, então diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, participa da campanha de Leonel Brizola ao Palácio do Planalto em 1989, ano da primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. No segundo turno, Dilma vai às ruas defender o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

No início da década de 1990, retorna à Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, agora como presidente da instituição. Em 1993, com a eleição de Alceu Collares para o governo do Rio Grande do Sul, torna-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul.

Em 1998, inicia o curso de doutorado em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas, já envolvida na campanha sucessória do governo gaúcho, não chega a defender tese. A aliança entre PDT e PT elege Olívio Dutra governador e Dilma ocupa, mais uma vez, a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul. Dois anos depois, filia-se ao PT.

O trabalho realizado no governo gaúcho chamou a atenção de Luiz Inácio Lula da Silva, já que o Rio Grande do Sul foi uma das poucas unidades da federação que não sofreram com o racionamento de energia em 2001.

Em 2002, Dilma é convidada a participar da equipe de transição entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010). Depois, com a posse de Lula, torna-se ministra de Minas e Energia. Entre 2003 e 2005, comanda profunda reformulação no setor com a criação do chamado marco regulatório (leis, regulamentos e normas técnicas) para as práticas em Minas e Energia. Além disso, preside o Conselho de Administração da Petrobrás, introduz o biodiesel na matriz energética brasileira e cria o programa Luz para Todos.

Lula escolhe Dilma para ocupar a chefia da Casa Civil e coordenar o trabalho de todo ministério em 2005. A ministra assume a direção de programas estratégicos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. Coordenou ainda a Comissão Interministerial encarregada de definir as regras para a exploração das recém-descobertas reservas de petróleo na camada pré-sal e integrou a Junta Orçamentária do Governo, que se reúne mensalmente para avaliar a liberação de recursos para obras.

Em março de 2010, Dilma e Lula lançam a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que amplia as metas da primeira versão do programa. No dia 03 de abril do mesmo ano, Dilma deixa o Governo Federal para se candidatar à Presidência. Em 13 de junho, o PT oficializa a candidatura da ex-ministra. No segundo turno das eleições, realizado em 31 de outubro de 2010, aos 63 anos de idade, Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher Presidenta da República Federativa do Brasil, com quase 56 milhões de votos.

Em 12 de maio de 2016, dois anos antes do término de seu segundo mandato, a Presidenta Dilma Rousseff foi afastada da função de chefe de estado em decorrência da aprovação de denúncia de crime de responsabilidade nº 1/2015, parecer nº 475/2016 com votação e aprovação na Câmara dos Deputados em abr/2016 e encaminhado ao Senado Federal para votação em  mai/2016, que resultou na admissibilidade da denúncia e instauração do processo de impeachment em desfavor da Presidenta.

Em 31 de agosto de 2016 a Resolução nº 35 do Senado Federal julgou procedente a denúncia de crime de responsabilidade e impôs à Srª Dilma Vana Rousseff a sanção de perda do cargo de Presidente da República (Diário do Senado Federal, Resolução nº 35, de 31 de agosto de 2016).

Após o impeachment, Dilma mudou-se para Porto Alegre (RS). Até o final de 2016, tramitavam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quatro processos que pediam a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer, eleita à Presidência da República no pleito de 2014. Nas ações apresentadas pelo PSDB, entre final de 2014 e início de 2015, a acusação era de abuso de poder econômico e recebimento de recursos desviados de obras estatais.

Dilma se considera pró-vida, e apoia o aborto apenas em gestações que põem em risco a vida da mãe ou são o resultado de estupro. De maneira geral, ela se mostrou favorável aos "direitos civis básicos" (como heranças e seguro-saúde) da população LGBTQIA+. Ela também se opõe à legalização das drogas hoje ilegais, incluindo a maconha. Dilma Rousseff é contrária à privatização de empresas estatais como a Petrobrás e a Eletrobrás. A primeira e única mulher que sentou na cadeira presidencial hoje celebra seus 74 anos de vida com muita História pra contar! 👏👏👏👏👏👏

#74anosdedilmarousseff
#historiadarepublicabrasileira
#ParabensDilmaRousseff

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto:

🖱️ Wikipedia, Agência Brasil e Agência Senado.
🖱️ Portal do Governo Brasileiro - Biblioteca da Presidência da República.
🖱️ Site do CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. (adaptados)

👉 Para saber mais sobre Dilma Roussef, acesse:




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domingo, 31 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 31.10.21 - 11 Anos da Eleição de Dilma Rousseff

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💄👠 A primeira mulher presidenta do Brasil foi eleita há onze anos. Um marco histórico, o segundo aliás, anos antes (2002) um ex-migrante nordestino e operário havia conseguido o mesmo feito, se formos analisar quem historicamente sentava na cadeira de chefe de Estado e chefe de governo da nossa República. 

Dilma Rousseff foi eleita ao cargo após vencer as eleições no segundo turno, derrotando o candidato José Serra (PSDB) com 56,05% contra 43,95% dos votos válidos. Antes de concorrer, ela já era figura de destaque no governo de Lula, que a apontou como sua sucessora. Filiada ao PT desde 2001, ela ocupava a pasta de Minas e Energia (2003 e 2005) e depois assumiu como Ministra-Chefe da Casa Civil. Em 31 de março se afastou do cargo de ministra-chefe da Casa Civil por conta da lei eleitoral. 

A vitória de Dilma Rousseff representou muito mais do que a queda de um paradigma patriarcal na política brasileira, ela significou a escolha de 57% do eleitorado que optou por um projeto de poder identificado com demandas que historicamente sempre foram relegadas a um segundo plano, justamente porque beneficiavam pautas feministas. 

Em 2009, ela foi incluída entre os 100 brasileiros mais influentes do ano, pela revista Época e, em novembro do ano seguinte, a revista Forbes a classificou como a 16ª pessoa mais poderosa do mundo. Em 2011, estava incluída na lista das 100 personalidades mais influentes do planeta pela revista Time, como a terceira mulher mais poderosa do planeta e 22ª pessoa mais poderosa do mundo pela Forbes. Recebeu também o Woodrow Wilson Award, dedicado a líderes de governos que buscam melhorar a qualidade de vida de seu país e ao redor do mundo. Rousseff foi a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral da ONU em 2011, realizada em Nova York.

Dilma passou pelo pior da ditadura, sofreu torturas horríveis, e nunca abaixou a cabeça para seus algozes. Nem mesmo quando durante a Copa do Mundo de 2014 quando era afrontada em estádios lotados com palavras de baixo calão. Ela se manteve firme, de pé, com a ombridade que falta em alguns homens que ocupam o mesmo cargo. Dilma foi reeleita em 2014, mas sofreu um processo de impeachment em 2016, sendo obrigada a deixar o cargo e substituída pelo vice, Michel Temer (PMDB). 🇧🇷

#11anosdaeleicaodedilma
#historiadarepublicabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Brasil (adaptado) 🙂

👉 Para saber mais sobre sobre Dilma acesse:



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terça-feira, 26 de outubro de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 26.10.21 - 7 Anos da Reeleição de Dilma Rousseff

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🗳️ Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) na disputa em segundo turno e foi reeleita no dia 26 de outubro de 2014 para um novo mandato como presidente da República (que deveria durar até 2018, se não tivesse sofrido o impeachment em 2016). Segundo o sistema de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado foi confirmado às 20h 27min 53, quando 98% das urnas estavam apuradas e não havia mais possibilidade matemática de virada. Uma hora depois da confirmação do resultado, Dilma fez um discurso de agradecimento, com 26 minutos de duração, em um hotel de Brasília. Com a vitória, Dilma completaria um período de 14 anos do PT no comando do governo federal, desde a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A presidente se reelegeu na disputa considerada a mais acirrada desde a redemocratização. No início da campanha, a petista manteve-se na dianteira nas pesquisas de intenção de voto, mas depois chegou a ter a liderança ameaçada por Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e Aécio Neves, que chegou a aparecer numericamente à frente dela no segundo turno. Com 100% das urnas apuradas, Dilma obteve 54.501.118 votos (51,64%) e o tucano, 51.041.155 votos (48,36%). As abstenções totalizaram 30.137.479 (21,1% do total). Dilma Rousseff tomou posse em 1° de janeiro de 2015 e escolheu como lema para o segundo mandato a frase “Brasil, Pátria Educadora”. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo mais importante desde a proclamação da república no Brasil em 1889 e trigéssima sexta pessoa a presidir o país. 🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷

#7anosdareeleicaodedilma
#historiadarepublicabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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