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sábado, 2 de setembro de 2023

HOJE NA HISTÓRIA - 02.09.23 - 5 Anos do Incêndio no Museu Nacional

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🇧🇷 Neste dia, 2 de setembro, recordamos o incêndio que deflagrou na sede do MUSEU NACIONAL, no Rio de Janeiro, por volta das 19h20. Durante seis horas, as labaredas consumiram a maior parte de um acervo vital para a pesquisa em história natural e em antropologia na América Latina. Também o Palácio de São Cristóvão, onde se encontrava o espólio, foi destruído.

"Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento", afirmou Michel Temer, o então presidente da República. Perderam-se, a título de exemplo, artefactos da cultura afro-brasileira e indígena, o fóssil humano mais antigo encontrado no país, o dinossauro Maxakalisaurus topai, e os frescos de Pompeia.

O Museu Nacional funcionava no antigo Palácio de São Cristóvão, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Ele foi criado por d. João VI em 6 de junho de 1818 e permaneceu ao longo do Primeiro e do Segundo Reinado no Campo da Aclamação. Quando ele foi transferido para São Cristóvão, o museu particular do imperador d. Pedro II, doado pelo monarca ao Brasil, passou a integrar as coleções. O acervo do Museu Nacional, enriquecido ao longo de 200 anos, era composto por mais de 20 milhões de itens que abrangiam áreas da ciência como Zoologia, Arqueologia, Etnologia, Geologia, Paleontologia e Antropologia Biológica.

A maior parte dos 20 milhões de itens que o museu abrigava foi destruída durante o incêndio em 2018. Após um longo trabalho de restauro, felizmente, vários itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza. A meta é concluir as obras de restauração em 2028, tornando o museu mais moderno, sunstentável e inclusivo. Cinco anos depois, o Museu Nacional ressurge com uma fachada restaurada. Está prevista para 2026 a reabertura do prédio. 

A última cena da novela da Globo "Nos Tempos do Imperador" exibida em 4  de fevereiro de 2022 citou a maior tragédia museológica brasileira: o incêndio do dia 2 de setembro de 2018 que destruiu boa parte das dependências e do acervo do Museu Nacional que ficava situado no Palácio da Quinta da Boa Vista, justamente onde nasceu D. Pedro II, personagem principal da trama escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson 🔥🏤🔥

#5anosdoincendionomuseunacional
#descasocompatrimoniohistorico
#tragediamuseulogicabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

📻 Agência Brasil
💻 Perfil da Antena1 RTP

👉 Para saber mais sobre o Incêndio no Museu Nacional:



⏳#muitahistoriapracontar⌛

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

HOJE NA HISTÓRIA - 02.09.22 - 4 Anos do Incêndio no Museu Nacional

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A maior tragédia museológica brasileira completa hoje quatro anos. O incêndio do Museu Nacional foi uma perca irreparável para a ciência brasileira.  90% do acervo foi consumido pelas chamas e o fogo destruiu peças de valor inestimável como a biblioteca Francisco Keller com um acervo de 537 mil livros, fora múmias que foram presentedas a D. Pedro II e todo o material botânico coletado desde os tempos da imperatriz Teresa Cristina. Os danos atingiram também os fósseis de Luzia (o mais antigo hominídeo  encontrado no Brasil) e do Maxakalisaurus topai (maior esqueleto de dinossauro montado na América). O Museu Nacional foi fundado por D. João VI em 1808 e funcionava atualmente na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. Foi nesse edifício que fatos importantes da nossa História aconteceram como a assinatura da declaração de independência do Brasil por Maria Leopoldina em 1822 e também a primeira Assembleia Constituinte brasileira em 1823, além de ter servido de residência da família de D. João VI durante sua estadia no país. A apuração das causas do incêndio apontou para o sobreaquecimento do ar condicionado provocado por um curto-circuito. O incêndio durou sete horas e não teve vítimas humanas. O único objeto que conseguiu resistir ao fogo foi o meteorito de Bedengó, o maior encontrado no Brasil, que foi encontrado intacto entre os escombros. O Museu Nacional era administrado pela UFRJ. No ano de 2018 ele deveria completar seus duzentos anos, mas o que ganhou de presente foi o não repasse total da verba anual de 520 mil necessários para a sua manutenção.

Anos após a tragédia, o Museu Nacional ainda não conseguiu arrecadou as verbas necessárias para a restauração de sua sede, cujo custo é estimado em 380 milhões de reais. Praticamente não houve doações do setor privado ou dos multimilionários e bilionários brasileiros. As poucas contribuições particulares foram concedidas por intermédio de incentivos fiscais via Lei Rouanet. As verbas públicas também estão escassas e o Congresso Nacional ainda não aprovou o repasse suplementar de recursos para a instituição. 

O incêndio do Museu Nacional é apenas mais um capítulo da crise que assola os principais museus e instituições de preservação no país, esquecidas pelos poderes públicos e condenadas à extinção. Quem perde com isso é a memória nacional, que deixa de ser preservada e cultivada pelas futuras gerações. 😞😔😟

#4anosdoincendionomuseunacional
#descasocompatrimoniohistorico
#tragediamuseulogicabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📽️🎞️ Assistam o vídeo que fiz sobre este tema ano passado:


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