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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

HOJE NA HISTÓRIA - 08.08.22 - 143 Anos do Nascimento de Emiliano Zapata

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💣 No dia 8 de agosto de 1879, nascia EMILIANO ZAPATA SALAZAR, em San Miguel Anenecuilco, estado de Morelos, no México, em uma família de pequenos proprietários de terras. Também conhecido como Caudilho do Sul, foi um dos líderes militares mais importantes durante a Revolução Mexicana. 

Zapata recebeu educação primária na escola da aldeia. Aos 16 anos, perdeu a mãe e o pai. A pequena herança que recebeu foi suficiente para não ter que trabalhar como operário nas fazendas que cercavam Anenecuilco. No entanto, interessou-se pelas injustiças sofridas pelos trabalhadores rurais.

Em 1902 ajudou a população da cidade de Yautepec (Morelos) que tinha problemas com o proprietário de terras Pablo Escandón, acompanhando-os à Cidade do México para exigir que lhe fosse feita justiça. Em 1906 ele participou de uma reunião camponesa em Cuautla para discutir como defender as terras da cidade.

Em setembro de 1909 foi eleito presidente do conselho de defesa terrestre de Anenecuilco; lá reuniu um exército de trabalhadores, quase todos indígenas, para fazer parte da Revolução Mexicana de Francisco I. Madero, que pretendia acabar com o regime de Porfirio Díaz. Zapata começou sua guerra de guerrilha em março de 1911, tomando Jojutla, Chinameca e sitiando Cuautla. Mais tarde, ele tomou Cuernavaca. 

Apesar da vitória dos maderistas, Zapata se recusou a depor as armas, pois as terras ainda não haviam sido devolvidas aos indígenas. Pouco tempo depois, ele se declarou contra Madero e formulou seu próprio programa de reforma agrária para redistribuir a terra entre os camponeses. Nos anos seguintes, criou as primeiras Comissões Agrárias, instituiu o Crédito Agrícola e inaugurou a Caja Rural de Préstamos, em Morelos. Em outubro de 1915, o governo da Convenção promulgou a Lei Agrária.

Emiliano Zapata era um guerrilheiro, como Francisco Villa (Pancho Villa), mas seu movimento armado pela redistribuição de terras não foi adiante, pois não possuía muita munição e a lei agrária do presidente Venustiano Carranza, que apaziguou a causa suriana, contribuiu para frear sua consolidação como uma real organização político-militar.

Como rebelião de massas campesinas, limitou-se a realizar sua guerra de guerrilhas a partir de 1918. A guerra por parte do governo, contudo, foi impiedosa. O general Jesús Guajardo fez Zapata acreditar que estava descontente com o governo de Carranza e que estaria disposto a se unir a ele. Zapata lhe pediu provas e Guajardo lhe deu. Combinaram de se reunir na Fazenda de Chinameca, em Morelos, dia 10 de abril de 1919, ocasião em que Zapata morreu após cair em uma emboscada organizada pelo Coronel Jesús Guajardo. 😵⚰️✝️

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#historialatinoamericana
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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto:

📺 Canal History Channel do Brasil
🖱️ Site do History Latino-America (adaptados)

👉 Para saber mais sobre Emiliano Zapata, acesse:


⏳#muitahistoriapracontar⌛

sábado, 10 de abril de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 10.04.21 - 102 Anos de Emiliano Zapata

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💣 Ele foi uma figura de destaque na Revolução Mexicana, a inspiração do movimento agrário Zapatista. EMILIANO ZAPATA SALAZAR, também conhecido como 'El Caudillo del Sur', nasceu em 8 de agosto de 1879 em Anenecuilco, Morelos, de origens mestiças. À época, o México era governado pelo ditador Porfirio Díaz, que havia estabelecido um governo autoritário e repressivo, marcado por abusos frequentes contra os povos indígenas, corrupção, práticas clientelistas e deterioração das condições de vida da população. Zapata desenvolveu uma consciência das injustiças cometidas pelos ricos e pelo regime porfiriano contra o povo. 

Em 1910, Porfirio Díaz foi reeleito em um pleito marcado por irregularidades, motivando grandes manifestações de repúdio da população. O liberal Francisco Ignacio Madero, derrotado no pleito, anunciou que a eleição fora fraudada e conclamou o a sublevar-se contra o governo de Díaz. Para angariar o apoio da população, Madero prometeu implementar a reforma agrária e outros programas de combate à injustiça social. Com isso, obteve a adesão imediata de Emiliano Zapata, que formou um exército revolucionário em Morelos para depor Díaz - o Exército Libertador do Sul. Também atraído pelas promessas de Madero, Pancho Villa ajudou a formar outra força paramilitar ao norte. Teve início então a Revolução Mexicana (1910).

Zapata liderou seus exércitos até a Cidade do México, depondo Díaz e instituindo Madero no poder. Mas, tão logo assumiu a presidência, Madero traiu seus apoiadores, excluindo as demandas dos campesinos e dos povos indígenas e aproximando-se dos grandes latifundiários e da elite mexicana. As reivindicações de Zapata em favor de uma reforma agrária pautada nos ejidos (terras comunais) e no respeito às tradições indígenas foram ignoradas em favor de um projeto de integração das populações nativas ao modo de produção capitalista. Em seguida, o governo mexicano começou a perseguir os exércitos zapatistas e estimular o desarmamento dos indígenas. Assim, Zapata rompeu com Madero, retirando seu apoio ao novo governo, passando a defender a implantação do Plano de Ayala, que visava distribuir um terço das terras agricultáveis do México aos camponeses.

Madero sugeriu a Zapata que ele se exilasse, mas ele recusou. Então a luta armada recomeçou. Madero foi deposto e assassinado durante um golpe de Estado coordenado pelos militares e pelas forças conservadoras e contrarrevolucionários em 1913. O general porfirista Victoriano Huerta assumiu a presidência e tentou instituir um governo reacionário e ditatorial. Zapata aliou-se a Pancho Villa para combater os reacionários. Depois de muito tempo, Zapata foi traído pelo coronel Jesús Guajardo e emboscado foi assassinado em Chinameca, Morelos, em 10 de abril de 1919, completando hoje 102 anos.

No entanto, o Caudillo del Sur deixou seus ideais libertários e de justiça, que ainda vivem. Sobre eles escreveu: “Os inimigos da pátria e das liberdades dos povos sempre chamaram de bandidos aqueles que se sacrificam por suas causas nobres. O camponês passava fome, sofreu miséria, sofreu exploração e se levantou em armas, foi para obter o pão que a ganância dos ricos lhe negava. Se não houver justiça para o povo, então não haverá paz para o governo". 👊👊👊

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🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

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