quinta-feira, 13 de maio de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 13.05.21 - 40 Anos do Atentado ao Papa João Paulo II

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😱 Há quarenta anos, dia 13 de maio de 1981, um atirador disparou contra o Papa João Paulo II diante de milhares de pessoas na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice passava em um carro aberto cumprimentando os fiéis, no dia da Audiência Geral, quando foi atingido por duas balas. Além dele, duas mulheres também ficaram feridas. Aos 60 anos, João Paulo II passou por uma cirurgia de cerca de cinco horas e precisou retirar parte do intestino. Naquele dia, a Igreja Católica celebrava Nossa Senhora de Fátima, a quem o Papa atribuiu o milagre de estar vivo.

O responsável pelo atentado foi identificado como Mehmet Ali Ağca, de 23 anos. Natural da Turquia e integrante de um grupo extremista, o homem estava foragido de uma prisão turca, acusado de assassinato. Em dezembro de 1983, João Paulo II visitou o presídio na Itália onde estava o atirador Ali Ağca. O encontro dos dois durou 20 minutos mas o teor da conversa não foi revelado.

A batina manchada de sangue que o Papa João Paulo II vestia na hora do atentado está em um Santuário construído no local onde funcionava a fábrica em que o Papa trabalhou na juventude, em Cracóvia, na Polônia. Uma das balas que o atingiu foi doada ao Santuário de Fátima, em Portugal, e colocada na coroa da Santa. O turco Mehmet Ali Ağca cumpriu pena de 19 anos na Itália e mais dez anos em seu país. Em 2010, tornou-se um homem livre. Em 2014, voltou ao Vaticano, visitou o túmulo do Papa João Paulo II e deixou um buquê de rosas brancas. 🌼🌼🌼

#40anosdoatentadoaopapajoaopauloII
#historiadoterrorismo

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Agência Brasil - EBC

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HOJE NA HISTÓRIA - 13.05.21 - 140 Anos do Nascimento de Lima Barreto

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📚 Há 140 anos nascia um dos mais promissores escritores brasileiros: LIMA BARRETO. Em seus textos, jornalísticos ou literários, Lima Barreto costumava criticar os políticos desonestos e mostrar as injustiças e as desigualdades sociais. Denunciava também a discriminação racial, de que ele próprio era vítima, por ser negro e neto de escravos. Hoje, é considerado um dos maiores escritores brasileiros. Seus livros já foram traduzidos para vários idiomas.

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881. Era filho do tipógrafo João Henriques de Lima Barreto e da professora Amália Augusta, ambos de origem humilde. Os dois valorizavam a educação e a cultura. Lima Barreto era afilhado do visconde de Ouro Preto, um político influente da época, por isso recebeu uma educação de qualidade apesar das poucas condições da família.

Amália Augusta morreu em 1888, quando Lima Barreto tinha 7 anos. No mesmo ano, a escravidão foi abolida no Brasil, na data de seu aniversário: 13 de maio. No ano seguinte, 1889, o Brasil deixou de ser monarquia e se tornou república. Para os escravos libertos e para a população mais pobre, essas mudanças não significaram uma vida melhor. Muitos ex-escravos não conseguiam trabalho. Eles não tinham estudos nem recursos. A maioria das pessoas não conseguia um lote de terra para construir uma casa e plantar o que comer, porque a maior parte das terras pertencia a um pequeno grupo de proprietários.

João Henriques passou a sofrer de transtornos mentais. Lima Barreto, que estava na faculdade cursando engenharia, precisou abandonar os estudos para trabalhar e sustentar os irmãos mais novos. Tornou-se funcionário público e foi trabalhar no Ministério da Guerra. Trabalhou também na redação de vários jornais do Rio de Janeiro, como Correio da Manhã, Jornal do Comércio, Gazeta da Tarde e Correio da Noite, além das revistas Careta, Hoje e Fon-Fon!. Fazia reportagens, crônicas e artigos. Além disso, escrevia também romances e contos.

Lima Barreto produziu dezessete livros, mas grande parte deles foi publicada apenas depois de sua morte. Seu romance mais famoso é Triste fim de Policarpo Quaresma, publicado em 1915. O protagonista é um funcionário público fanático pelo Brasil. Ele acredita que o Brasil é o melhor em tudo, e chega a propor ao Congresso Nacional que o tupi-guarani passe a ser a língua oficial do país. É ridicularizado e enfrenta muitas dificuldades e desilusões. O romance é escrito em uma linguagem direta e próxima da fala cotidiana, com humor e ironia. É considerado o principal exemplo do pré-modernismo brasileiro, um período literário em que os escritores começavam a experimentar novas linguagens e a escrever sobre novos temas. Inspirado nele foi feito o filme "Policarpo Quaresma, Herói do Brasil" (BRA/1998) dirigido por Paulo Thiago.

Lima Barreto escreveu também os romances Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), Numa e a ninfa (1915), Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919) e Clara dos Anjos (1948). Seus artigos e crônicas foram reunidos em Os bruzundangas, Feiras e mafuás, Vida urbana e Marginália, entre outras coletâneas. Escreveu muitos contos, como “A nova Califórnia” e “O homem que sabia javanês”. Deixou suas memórias em Diário íntimo (1953) e O cemitério dos vivos (1953), que ficou inacabado.

Lima Barreto trabalhou muito, mas teve uma vida difícil e morreu na pobreza. Ele faleceu no Rio de Janeiro, no dia 1° de novembro de 1922 aos 41 anos. Em 2017 teve sua vida transcrita na célebre biografia Lima Barreto - Triste Visionário escrito pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, publicada pela Companhia das Letras, livro este que ganhou o Prêmio APCA 2017 de melhor biografia. 👏👏👏👏👏👏

#140anosdonascimentodelimabarreto
#historiadaliteraturabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 🖱️ Enciclopédia Britannica Escola - Versão WEB

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 12.05.21 - Centenário de Ruth de Souza

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🎂 Comemoramos hoje o centenário de nascimento de uma das mais brilhantes e talentosas atrizes brasileiras: RUTH DE SOUZA, que se notabilizou pelo protagonismo negro nos palcos e telas do país. Em sua longa trajetória, de repercussão internacional, contrariou as construções estereotipadas de personagens negros. Ela foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal e a primeira brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema (Festival de Veneza de 1954)

Ruth Pinto de Souza nasceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1921. Até os 9 anos de idade viveu com a família em uma fazenda em Porto do Marinho, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Com a morte do pai, ela e a mãe voltam a morar no Rio de Janeiro, em uma vila de lavadeiras e jardineiras, no bairro de Copacabana. Interessa-se por teatro ainda menina, quando assiste a récitas no Municipal. Pela Revista Rio, toma conhecimento do grupo de atores liderados por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro. Une-se ao grupo e faz sua estreia em O imperador Jones, de Eugene O’Neill, em 8 de maio de 1945, no palco do Municipal.

Por indicação de Paschoal Carlos Magno, recebe bolsa de estudo da Fundação Rockefeller e passa um ano nos Estados Unidos: na Universidade Harvard, em Washington, e na Academia Nacional do Teatro Americano, em Nova York. Em 1948, indicada pelo autor Jorge Amado, estreia no cinema em Terra violenta, adaptação do seu romance Terras do sem fim. Com direção do norte-americano Edmond Bernoudy, o filme tem ainda no elenco Anselmo Duarte, Maria Fernanda, Heloisa Helena e Ziembinski. A partir daí, sua carreira de atriz prossegue focada no cinema.

Participa de diversas produções das três empresas pioneiras: Atlântida, Maristela Filmes e Vera Cruz. Na Atlântida, roda Falta Alguém no Manicômio (1948) e Também Somos Irmãos (1959), ambos de José Carlos Burle, e A Sombra da Outra (1950), de Watson Macedo. Contratada para o elenco fixo da Vera Cruz, atua em Ângela (1951), Terra é Sempre Terra (1952) e Sinhá Moça (1953), todos dirigidos por Tom Payne, e Candinho (1954), de Abílio Pereira de Almeida, estrelado por Mazzaropi. Por seu desempenho em Sinhá Moça, torna-se a primeira atriz brasileira indicada para prêmio internacional: o Leão de Ouro, no Festival de Veneza de 1954, em que disputa com estrelas como Katherine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer, para quem perde por dois pontos. Em 1958 filma Ravina, com Rubem Biáfora, um marco na cinematografia brasileira.

Muitas das personagens das peças e filmes nos quais trabalha ao longo das décadas de 1950 e 1960 remetem à resistência do corpo e à vivência negra na sociedade brasileira. Entre elas, a representação da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), autora do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960. A obra é adaptada para o teatro no ano seguinte, com texto de Edy Lima, direção de Amir Haddad (1937) e cenário de Cyro Del Nero (1931-2010). Ao lado da própria Carolina e do jornalista Audálio Dantas (1929-2018), visita a Favela do Canindé, onde a escritora morou, para compor as experiências narradas no livro.

Em 1959 vive um momento especial no palco, quando protagoniza Oração para uma Negra, de William Faulkner, com Nydia Licia e Sérgio Cardoso, no Teatro Bela Vista, em São Paulo. Com Roberto Farias aparece em Assalto ao Trem Pagador, em 1962, ao lado de Eliézer Gomes, Luíza Maranhão e Reginaldo Farias.

Depois de atuar em radionovelas, trabalha nos teleteatros da Tupi e da Record. Em 1969 integra o elenco da TV Globo e nela se torna a primeira atriz negra a protagonizar uma novela: A Cabana do Pai Tomás, na qual divide o estrelato com Sérgio Cardoso. Há 30 anos participa intensamente da teledramaturgia da emissora. Atravessando gerações, marca presença no cinema com cineastas mais jovens, como Walter Salles, em A Grande Arte (1991), Aluísio Abranches, em Um Copo de Cólera (1999), e Zito Araújo, em As Filhas do Vento (2004).

Em 1983, volta a interpretar Carolina Maria de Jesus na minissérie Caso Verdade: Quarto de Despejo, na Globo. Esta recriação, é elogiada pelo jornalista Artur da Távola (1936-2008) em O Globo por “traduzir a solidão, a tristeza e a certeza do abandono daquela mulher” e encontrar “uma forma de olhar desconfiada e temerosa, tão comum entre pessoas machucadas pela vida”. Em março de 2019, aos 97 anos, é homenageada no Carnaval carioca pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, com o samba-enredo “Ruth de Souza – Senhora Liberdade, abre as asas sobre nós”, que a celebra em versos como “talento é dom pra vencer/ preconceito não pôde calar”.

Ruth de Souza faleceu em 28 de julho de 2019, aos 98 anos, de pneumonia. Seu corpo foi sepultado no Cemitério da Penitência. Seu exemplo de protagonismo negro ainda hoje inspira atores, produtores e diretores artísticos. 👏👏👏👏

#centenarioderuthdesouza
#historiadadramaturgiabrasileira

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto Portal da Funarte, Enciclopédia Itau Cultural, e G1.

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HOJE NA HISTÓRIA - 12.05.21 - 13 Anos da Morte de Irena Sendler

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✝️ Há 13 anos voltava para os céus um anjo, aquela que merecidamente recebeu o título de "o anjo de Varsóvia. Estamos fala de IRENA SENDLER, ativista polonesa na época da Segunda Guerra Mundial, responsável por salvar a vida de mais de 2.500 crianças judias dos horrores do Holocausto. À época da ocupação alemã, Irena era assistente social na Polônia. Trabalhando com enfermeiras, fazia refeições para os mais pobres e necessitados. Em meados da década de 1930, já tinha sido disciplinada por ser contra as discriminações acadêmicas contra os judeus e por ter influências comunistas. Uma de suas maiores preocupações eram os filhos nascidos fora de casamento, bem como suas mães, já que ambos eram marginalizados. 

Com a ocupação nazista, ela manteve seu emprego, conseguindo autorização dos alemães para frequentar o Gueto de Varsóvia, a fim de verificar se os habitantes não estavam com tifo (os nazistas temiam uma epidemia que atingisse, também, a eles). Ela se juntou à resistência polonesa, a maior dentre os países ocupados na guerra e responsável pelo resgate do maior número de judeus no conflito, mais do que qualquer outra organização ou nação aliada. Filiou-se à Zegota, um conselho oficial polonês para o resgate de judeus, tornando-se líder da divisão que cuidava das crianças, sob o codinome Jolanta.

Quando transitava pelos Guetos, Irena sempre usava a braçadeira com a Estrela de Davi para mostrar solidariedade aos judeus e não chamar a atenção dos alemães. Ela, secretamente, tirava as crianças dos guetos e fornecia identidades falsificadas. Levava-as, então, para casas de famílias dispostas a adotá-las, orfanatos e até conventos católicos. Tentava, também, manter listas das identidades dos infantes que resgatava, a fim de devolvê-los para suas famílias caso essas sobrevivessem à guerra.

Em 1943, a Gestapo, suspeitando das atividades de Irena, prendeu-a. Mesmo sob tortura, não revelou nada do que tinha feito, nem um nome sequer de alguém que tinha salvo. Ainda assim, foi condenada à morte por fuzilamento. No dia de sua execução, um dos guardas alegou que ainda precisava fazer-lhe algumas perguntas. Quando se afastaram, ele mandou que ela corresse para longe dali, tendo sido subornado pela Zegota. Ela foi dada como morta pelos nazistas e, sob nova identidade, continuou ajudando as crianças como podia.

Quando a guerra terminou, Irena continuou seu trabalho como ativista, além de ter construído uma carreira no governo da República Popular da Polônia, dominada pelos soviéticos. Logo obteve um certo reconhecimento pelas suas ações no conflito, com sua foto saindo em jornais e revistas. Isso levou muitas pessoas a ligarem para ela, dizendo: “eu me lembro do seu rosto. Você me tirou do Gueto. Você salvou a minha vida”. Anteriormente, as crianças só a tinham conhecido por seu codinome. Foi amplamente condecorada tanto na Polônia quanto por diferentes países e organizações, inclusive pelo Yad Vashem, o memorial israelense que lembra as vítimas do Holocausto. 

Sua história foi contada no filme O Coração Corajoso de Irena Sendler (The Courageous Heart of Irena Sendler. EUA/2009) dirigido por John Kent Harrison baseado na Die Mutter der Holocaust-Kinder: Irena Sendler und die geretteten Kinder aus dem Warschauer Ghetto, que a autora polonesa Anna Mieszkowska escreveu sobre a vida de Irena Sendler. Irena Sendler morreu aos 98 anos em 15 de maio de 2008, portanto há 13 anos, coincidentemente no dia internacional da enfermagem. Sobre seus atos, a ativista afirmava, com nobreza: “Toda criança salva com a minha ajuda é a justificativa da minha existência na Terra, não um título para glorificar”. 👏👏👏👏👏👏

#13anosdamortedeirenasandler
#historiadasegundaguerramundial

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Site da Revista Aventuras na História.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 11.05.21 - 40 Anos da Morte de Bob Marley

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✝️⚰️😭 Há quarenta anos perdíamos o maior ícone do reggae internacional: BOB MARLEY! Considerado um ídolo a altura de Elvis Presley ou John Lennon, ele é o mais famoso músico de reggae de todos os tempos. Suas composições falam das lutas e da pobreza enfrentadas pelos moradores das Antilhas.

Robert Nesta Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945, na vila de Nine Miles, em Saint Ann Parish, na zona rural da Jamaica. Sua mãe, Cedella Malcolm, era negra; seu pai, Norval Marley, era branco. A família de Norval desaprovava o casamento dele com Cedella, e durante a infância Marley raramente via o pai.

Marley passou seus primeiros anos de vida em Nine Miles. Na adolescência, morou no bairro de Trench Town, em Kingston, capital da Jamaica. A pobreza e as influências culturais de Trench Town foram especialmente importantes para a música de Marley.

Bob foi casado com Rita Marley, mãe de quatro de seus 12 filhos (dois deles adotados). Entre eles estão Ziggy e Stephen Marley, que deram sequência ao legado musical do pai na banda Melody Makers. Outros filhos, Kymani, Julian e Damian (Jr. Gong) também seguiram no meio musical. 

No início da década de 1960, Marley e vários de seus amigos formaram uma banda. O grupo se apresentava com o nome de Bob Marley & The Wailers. Seu primeiro grande sucesso veio em 1963: “Simmer Down”, uma canção que deu voz aos pobres que viviam nas áreas urbanas da Jamaica. Marley logo se tornou um artista de sucesso. Suas canções — uma combinação de rhythm and blues, rock e reggae — ajudaram a tornar o reggae popular no mundo todo.

Além da carreira musical, Marley era ativo na área política. Um de seus principais atos foi tentar reconciliar grupos jamaicanos que lutavam pelo controle do país. Para isso, ele organizou, em 1978, o concerto chamado One Love (Um Só Amor), o que lhe rendeu um prêmio do governo em reconhecimento por seus esforços. 

Em julho de 1977, Bob Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que não cicatrizava e que resultou na queda de sua unha. Marley descobriu que estava com um tipo de câncer de pele, e os médicos o aconselharam a amputar o dedo. O músico se recusou por conta dos seus princípios rastafáris em que não se deve cortar ou amputar qualquer parte do corpo. Alguns anos de morrer, em 1977, Marley teria se convertido aos cristianismo e decidido que seu corpo deveria ser cuidado. A esta altura, contudo, o câncer havia se espalhado – estava no seu cérebro, pulmão e estômago.

Durante uma turnê no verão de 1980, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park, em Nova York. Depois disso, foi fazer um tratamento na Alemanha, que acabou não dando resultado. Por conta da doença, o astro da música morreu aos 36 anos, no dia 11 de maio de 1981, em Miami, nos Estados Unidos. Após a sua morte, a data de seu aniversário, no dia 6 de fevereiro, foi decretada feriado nacional na Jamaica. Bob Marley e sua música se tornaram ainda mais conhecidos pelo mundo após a morte do artista. Legend, um álbum com canções de Marley lançado em 1984, é o disco de reggae mais vendido de todos os tempos. 👏👏👏👏👏👏

#40anosdamortedebobmarley
#historiadamusicainternacional

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto:

📺 Canal History Brasil
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segunda-feira, 10 de maio de 2021

HOJE NA HISTÓRIA - 10.05.21 - 84 Anos do Massacre do Caldeirão do Deserto

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🌞🌵 Quem é do Cariri, no Ceará, com certeza sabe quem foi José Lourenço Gomes da Silva, o paraibano que saiu cedo de casa, em Pilões de Dentro, para lidar com gado nas fazendas da região, e que, em 1890, ao reencontrar a família em Juazeiro do Norte, no sertão cearense, conquistou a amizade e a liderança de padre Cícero Romão Batista, o Padim Ciço. Depois de integrar seitas que rezavam em cemitérios pelas almas do Purgatório e que praticavam autoflagelação para se purificar dos pecados, Lourenço arrendou o sítio Baixa Dantas, no Crato, e formou uma comunidade autossustentável e ecológica. Lá, entre 1894 e 1926, foi desenvolvida a primeira experiência de trabalho coletivo igualitário do Brasil.

Mas foi lá que ocorreu, também, um dos episódios mais sangrentos da luta pela posse da terra. Crime que, apesar do pouco conhecimento da sociedade, é considerado por ativistas dos direitos humanos comparável à Guerrilha do Araguaia. Trata-se do Massacre do Caldeirão, praticado por tropas do Exército e da Polícia Militar do Ceará, em 10 de maio de 1937. Naquele dia, foi dizimada a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que era liderada pelo beato José Lourenço. Acostumados a sobreviver com o que produziam dividido de forma igualitária, frequentando escola e igreja da comunidade, os humildes e destemidos trabalhadores rurais foram encarados como “socialistas periculosos” e, como tal, assassinados de forma covarde.

O ataque criminoso à comunidade começou com um bombardeio aéreo, seguido de assalto das tropas de infantaria, no solo. Os militares com armas potentes, como metralhadoras, fuzis, revólveres e pistolas, além de foices, facas e facões, não deram a mínima chance de reação, sequer de fuga, a homens, mulheres, adolescentes, velhos e crianças, inclusive doentes. O assassinato coletivo de cerca de setecentos camponeses ocorreu na localidade de Mata Cavalos, na Serra do Cruzeiro, ou Chapada do Araripe. Em nome de fazendeiros e coronéis do sertão, as forças federais e do estado do Ceará agiram, covardemente, como juízes e algozes. Alguns meses depois, José Geraldo da Cruz, o ex-prefeito de Juazeiro do Norte, localizou dezesseis crânios de crianças. 

Praticado por forças do Estado, trata-se de “crime de lesa-humanidade”, um genocídio, portanto, imprescritível, segundo a legislação brasileira e acordos e convenções internacionais. A organização não governamental SOS – Direitos Humanos, com sede em Fortaleza, ajuizou em 2008 ação civil pública na Justiça Federal contra a União e o estado do Ceará, para requerer o mínimo de justiça.

A ação solicitou informações sobre a localização da cova rasa coletiva onde foram sepultados os camponeses assassinados, a exumação dos restos mortais e identificação através de dna, para sepultamento digno. Foi requerido também que documentos do massacre fossem liberados ao público e o crime incluído nos livros de história do Brasil. Aos descendentes das vítimas e sobreviventes, foi estabelecida indenização no valor de 500 mil reais. O processo foi distribuído para o juiz substituto da 1a Vara Federal em Fortaleza, e depois, redistribuído à 16a Vara Federal, em Juazeiro do Norte, onde acabou extinto sem julgamento do mérito, em 2009.

Para fugir da exploração dos fazendeiros, até 3 mil camponeses passaram pela comunidade igualitária do Caldeirão. O beato José Lourenço morreu de peste bubônica, aos 74 anos, em Pernambuco, e teve o corpo levado para sepultamento em Juazeiro do Norte. ✝️😭⚰️

#84anosdomassacredocaldeirao
#historiadaslutaserevoltaspopulares

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto - Nunes, Valentina. 365 Dias Que Mudaram A História Do Brasil . Planeta. Edição do Kindle. 

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HOJE NA HISTÓRIA - 10.05.21 - 88 Anos da Queima de Livros pelos Nazistas

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🧑‍✈️🇩🇪 Uma campanha de queima de livros considerados subversivos foi iniciada na Alemanha nazista em 10 de maio de 1933. Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo terceiro reich foi destruído. Centenas de milhares de obras foram queimadas em uma ação iniciada pelas fraternidades estudantis, que apoiavam o regime de Adolf Hitler. 

A queima (que ficou conhecida como Bücherverbrennung) tinha como principal alvo obras escritas por autores judeus, pacifistas, religiosos, liberais, anarquistas, socialistas e comunistas. Livros que abordavam "arte degenerada", educação sexual e pornografia também eram destruídos. Mais de 25 mil obras foram jogadas em uma fogueira montada na Praça da Ópera, em Berlim.

A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Entre os poucos escritores que reconheceram o perigo e tomaram uma posição, estava Thomas Mann, que havia recebido o Nobel de Literatura em 1929. Em 1933, ele emigrou para a Suíça e, em 1939, para os Estados Unidos. 

Em 1934, a "lista negra" incluía mais de três mil obras proibidas pelos nazistas. A queima de livros representou o ápice da perseguição a autores cujas ideias e opiniões eram vistas como oposição à ideologia nazista.

Este fato é mencionado no filme "A Menina que Roubava Livros" (The Book Thief. EUA-ALE, 2013) dirigido por Brian Percival e baseado no livro homônimo de Markus Zusak. 🎥🎞️📺

#88anosdabucherverbrennung
#historiadosregimestotalitarioseuropeus

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto 📺 Canal History Brasil.

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