segunda-feira, 17 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 17.03.25 - 200 Anos da Morte de João Guilherme Ratcliff

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💪👱‍♂️👊 João Guilherme Ratcliff era português, nascido em Lisboa pelos anos de 1784, mas de origem inglesa, em cujo país tinha parentes próximos. O cavalheiro de Ratcliff, chanceler da Irlanda em meados do século XVII, e preso na Torre de Londres, prisão de Estado, por crime político, era, talvez, um dos seus ascendentes. Ele exerceu vários cargos de eleição popular e o de oficial da Secretaria de Estado nos negócios da justiça, e foi tenente do Batalhão de Infantaria da guarda cívica de Lisboa.

Quando explodiu a Revolução Liberal do Porto em 1820, João Ratcliff aderiu ao movimento antiabsolutista e coube a ele redigir o decreto de banimento (expulsão) da rainha Carlota Joaquina, que se recusara a prestar juramento à nova Constituição liberal aprovada pelos revolucionários. Com a reviravolta na política portuguesa, em 1823, e retomada do poder absoluto por D. João VI, Ratcliff fugiu do país e veio para o Brasil, mais precisamente para a Província de Pernambuco, onde chegou em 1821.

Com seu perfil de homem culto, espírito contestador, partidário de ideias liberais e ainda por cima poliglota, Ratcliff acabou se envolvendo com mais um movimento revolucionário, desta vez a Confederação do Equador de 1824, liderada por Manoel de Carvalho Paes de Andrade e Joaquim do Amor Divino Caneca, o Frei Caneca.

Uma das principais missões de Ratcliff era dirigir-se para Alagoas, a fim de atrair aquela província à causa dos insurgentes. Assim, ele partiu do porto de Recife em 17 de julho de 1824 no brigue Constituição ou Morte, sob o comando de João Metrovich, acompanhando-o a corveta Maria da Glória, rumo ao sul, mas foram surpreendidos pelas tropas imperais e interceptados em 24 de julho pela esquadra imperial.

Seus oficiais foram recolhidos à prisão a bordo da corveta Maria da Glória. Depois de os prisioneiros irem à Barra Grande e Pernambuco, seguiram para a Bahia, onde entraram a 16 de agosto, e entregues ao presidente da província, este os enviou para a corte, logo no dia 20, a bordo do correio Doze de Outubro.

Ratcliff, juntamente com outros companheiros da Confederação do Equador, foi julgado e condenado à morte em 12 de março de 1825, por ordem do imperador D. Pedro I em decreto de 10 de setembro de 1824. 

Membro proeminente da Maçonaria, Ratcliff foi defendido por seus irmãos maçons, que buscaram pessoalmente o perdão do Imperador, ele próprio Grão-Mestre da instituição. Até Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, amante do imperador pediu pela sua vida, mas em vão. Os pedidos foram ignorados, e ele acabou enforcado na praça de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro, onde hoje se ergue a estátua de José Bonifácio.

João Ratcliff, que conservara sempre a maior serenidade de espírito, subiu sem medo os degraus da forca por volta de meio-dia, e parando no sétimo, voltou-se para o povo que enchia a praça, começando assim a falar: "Brasileiros! Eu morro inocente, morro pela causa da razão, da justiça e da liberdade".

Consta que Ratcliff teve sua cabeça cortada, salgada e enviada, dentro de uma caixa de veludo vermelho, como presente para Carlota Joaquina, seu desafeto em Portugal; mas a cabeça não alcançou seu destino, pois o barco que a transportava naufragou. Além do luso-polonês João Ratcliff, outros líderes, como o piloto genovês João Metrovich e o pernambucano Joaquim da Silva Loureiro, foram enforcados na mesma data (17 de março de 1825) e enterrados em valas comuns.

A repressão de Dom D. Pedro I aos insurgentes de 1824 traria mais sangue com as execuções de Agostinho Bezerra Cavalcanti Souza, o major dos pretos (em 19 de março de 1825) e do padre Gonçalo Inácio de Loyola Albuquerque e Mello, mais conhecido como Padre Mororó (em 30 de abril de 1825). 😞😓😪😢😭

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#bicentenariodaconfederacaodoequador
#historiadepernambuco

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📚 Fontes consultadas para a postagem:

📖 Diccionario Biographico de Pernambucanos de Pernambucanos Celebres por Francisco Augusto Pereira da Costa. Typographia Universal: Recife, 1882.
📖 CAVALCANTI, Carlos Bezerra. Confederação do Equador - Bicentenário - 1824-2024. Editora Flor de Lis: Paulista-PE, 2023.

💣💥 Para saber mais sobre a Confederação do Equador de 1824 e seu principal líder, Frei Caneca, acesse:



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sábado, 15 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 15.03.25 - 40 Anos da Volta do Regime Democrático ao Brasil

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👴🏛️ Num dia como hoje, 15 de março, há exatamente 40 anos, tomava posse como presidente interino José Sarney, pondo um fim a uma ditadura militar, e iniciando o que chamamos de redemocratização, a volta do regime democrático com um Estado Democrático de Direito, o que foi um marco fundamental na história política recente do país.

A transição do regime militar para um Estado Democrático de Direito foi marcada por desafios, incertezas e grandes líderes como Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela e Dante de Oliveira. Embora a eleição ainda tenha sido indireta, a vitória de Tancredo Neves e, posteriormente, a posse de Sarney simbolizaram o primeiro passo rumo a um país mais livre e participativo.

Na verdade quem deveria ter assumido em 15 de março de 1985 a presidência era Tancredo de Almeida Neves, primeiro civil eleito pelo Colégio Eleitoral,  depois de 21 anos de ditadura militar, mas 14 de março, um dia antes da posse, ele foi hospitalizado, iniciando um martírio pessoal que o levaria à morte 37 dias depois aos 75 anos em 21 de abril de 1985.

A redemocratização foi resultado de uma longa luta da sociedade brasileira, que vinha desde longe, com a Lei da Anistia de 1979, e culminou com a campanha das Diretas Já em 1983 e 1984 mobilizando milhões de pessoas pelo direito ao voto e pelo retorno do regime democrático.

Tancredo Neves não pôde tomar posse devido a complicações de saúde. Sarney hesitou. Chegou a sugerir que Ulysses Guimarães assumisse o comando da Nação, temendo resistência militar e questionamentos políticos. Mas, com o apoio das lideranças do MDB e a garantia de seguir os planos de Tancredo, ele tomou posse e garantiu a transição democrática.

O governo Sarney teve um papel fundamental na transição do autoritarismo para a democracia plena, com a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, que resultou na promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Esse marco garantiu direitos fundamentais para todos os brasileiros, restabeleceu as eleições diretas para todos os cargos e fortaleceu o Estado Democrático de Direito. A nova Constituição consolidou avanços essenciais, como a liberdade de expressão, a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação dos direitos trabalhistas e políticas sociais voltadas para a redução das desigualdades.

O fim da ditadura não foi um presente, mas sim o resultado de anos de luta, mobilizações populares e resistência. Movimentos como as Diretas Já mostraram a insatisfação da população e pressionaram pela volta da democracia. Mesmo com a transição sendo negociada e sem punição para os responsáveis pelas violações de direitos humanos, aquele momento marcou o início da redemocratização e abriu caminho para a Constituição de 1988. Com a redemocratização, novos sonhos puderam ser sonhados, encerrando os 21 anos de ditadura militar, um pesadelo que nunca mais queremos viver.

Hoje, 15 de março não pode ser só uma data no calendário. É um lembrete de que democracia não é garantida, mas sim construída e defendida todos os dias. Afinal, a história serve para aprendermos, e não para repetirmos os erros do passado. Seguimos firmes na construção de um país mais justo e democrático! ✊📢

#40anosdavoltadademocracianobrasil
#historiapoliticabrasileira
#DitaduraNuncaMais
#DemocraciaSempre

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre outros fatos relacionados à volta da democracia brasileira em 1985, acesse:




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sexta-feira, 14 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 14.03.25 - Morre o Ex-prefeito do Paulista Antônio Speck

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✝️ LUTO 😞 A cidade do Paulista está enlutada pela partida do seu ex-prefeito ANTÔNIO SPECK, que morreu hoje pela manhã aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. Durante seu período à frente da prefeitura, seu nome ficou associado ao desenvolvimento local e à busca por melhorias na infraestrutura e serviços para a população.

Nascido em 13 de junho de 1935, no município de Tubarão, Santa Catarina, Antônio Wilson Speck era filho de Adolfo e Maria Speck. Formado em Economia; cursou especialização em Administração pelo Instut Européen D’Administration dos Affaires (INSEAD), de Fontainebleau (França); especializou em Economia e Tecnologia no Japão e Coréia do Sul.

Speck foi fundador e presidente do Rotary Club do Paulista e presidente de entidades como a Associação Empresarial do Paulista (Assedipi) e o Centro de Indústrias do Estado de Pernambuco. Foi o responsável pela implantação do SESI e do Posto de Serviços do Banco de Brasil em Paratibe e da Caixa Econômica Federal no Janga. Foi diretor da Tecanor (Têxtil Catarinense do Nordeste).

Exerceu o cargo de prefeito da cidade do Paulista entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 2004, tendo como vice Aguinaldo Fenelon de Barros (ambos romperam ainda no primeiro ano de mandato). Um dos destaques de sua administração foi o translado para Paulista do crânio do padre João Ribeiro de Melo Pessoa Montenegro, que durante anos esteve guardado nas dependências do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, e recebeu uma sepultura cristã na entrada da Igreja de Santa Isabel no centro da cidade.

Speck tentou se reeleger para mais um mandato ao final da gestão, pelo PMDB (atual MDB), mas não sem sucesso. Se candidatou novamente à prefeitura em 2008, pelo PTB, mas foi derrotado por Yves Ribeiro. Ele ainda disputou eleições para deputado estadual e deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 2006 e 2010, respectivamente, mas não conseguiu se eleger. Em 2012, participou da última eleição, também pelo PTB, quando foi candidato a vice-prefeito na chapa de Sérgio Leite (PT). O grupo pedeu para Júnior Matuto.

A prefeitura de Paulista decretou luto oficial de três dias em homenagem a Antônio Speck. O presidente da Câmara Municipal de Paulista, vereador Eudes Farias (MDB), também prestou homenagem a Speck. Ele foi velado e sepultado no Cemitério Morada da Paz, também em Paulista. O ex-mandatário da prefeitura foi casado com Lenilce Forigo Speck (1935-2023), deixou cinco filhos e um legado político que ficará para sempre marcado na história e na memória dos paulistenses. 

#morreantoniowilsonspeck 🖤
#lutoporantoniowilsonspeck 🥀
#adeusantoniowilsonspeck 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre Geraldo Pinho Alves, outro prefeito paulistense, acesse:


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terça-feira, 11 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 11.03.25 - 5 Anos da Declaração Oficial da Pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde

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😷 🧼💉 Num dia como hoje, 11 de março, há exatamente cinco anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de COVID-19, causada pelo corona vírus respiratório SARS-CoV-2.  Em 30 de janeiro de 2020, a OMS já havia declarado o surto de corona vírus como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, seu mais alto nível de alerta. A crise sanitária global deixou mais de 7 milhões de mortos no mundo, segundo dados da OMS, com o Brasil entre os países mais afetados, ultrapassando 700 mil vítimas.

O vírus foi identificado pela primeira vez a partir de um surto em Wuhan, China, em dezembro de 2019. As tentativas de contê-lo falharam, permitindo que o vírus se espalhasse para outras áreas da China e, posteriormente, para todo o mundo.

Reunidos na sede da OMS, em Genebra, na Suíça, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, tirou duas canetas do bolso, ajustou os óculos e leu a declaração. "Estamos profundamente preocupados tanto com os níveis alarmantes de disseminação e gravidade, quanto com os níveis alarmantes de omissão" no mundo, disse. Então, declarou: "Consideramos que a covid-19 pode ser classificada como uma pandemia".

O anúncio foi um marco que transformou a vida de bilhões de pessoas ao redor do planeta. O vírus, que já se espalhava silenciosamente por diversos países, desencadeou medidas de emergência em larga escala. Fechamento de fronteiras, lockdowns, uso obrigatório de máscaras e a corrida por vacinas tornaram-se parte do cotidiano global.

Os primeiros meses foram de incerteza e medo. Sistemas de saúde entraram em colapso, empresas fecharam suas portas e milhões de empregos foram perdidos. O isolamento social impôs desafios emocionais e psicológicos, enquanto cientistas e profissionais da saúde se desdobravam para entender o vírus e encontrar soluções.

No Brasil, ainda em março, o Ministério da Saúde publicou uma portaria com medidas para combater a covid-19, incluindo isolamento e quarentena obrigatória para pessoas que testassem positivo. A recomendação para todos era: “Se puder, fique em casa”. Mas, em questão de dias, a estratégia passou a ser questionada, inclusive pelo presidente da República à época, Jair Bolsonaro.

Durante essa crise, a pasta da Saúde teve quatro ministros em menos de um ano. Luiz Henrique Mandetta foi demitido em abril de 2020 por insistir no isolamento. Nelson Teich ficou menos de um mês no cargo. Depois de Teich, o general Eduardo Pazuello assumiu o Ministério da Saúde em setembro de 2020 e ficou até março de 2021, quando tomou posse o cardiologista Marcelo Queiroga.

Em abril de 2021, o Brasil enfrentou o pico da pandemia, com mais de 3.000 mortes diárias, sobrecarregando cemitérios e causando sofrimento aos familiares impossibilitados de realizar despedidas adequadas. Enquanto isso, cientistas ao redor do mundo trabalhavam incansavelmente para desenvolver vacinas.

Em janeiro de 2021, a vacinação começou no Brasil, com a aprovação emergencial dos imunizantes CoronaVac e AstraZeneca, marcando um ponto de virada na luta contra a COVID-19. Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira Brasileira vacinada contra a COVID-19 em 17 de janeiro de 2021.

Olhando para o presente, ainda carregamos marcas da pandemia. Os desafios da saúde mental, os reflexos econômicos e as lições sobre a importância da preparação para crises continuam a nos acompanhar. Uma catástrofe semelhante poderia acontecer novamente? Para a OMS, a próxima pandemia é apenas uma questão de tempo. Nos cinco anos desde março de 2020, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) duas vezes, ambas para epidemias de mpox. 

Até 5 de janeiro de 2025, conforme a OMS, 777 309 626 casos foram confirmados em 231 países e territórios, com 7 083 233 mortes atribuídas à doença, tornando-se a quinta mais mortal da história. Cinco anos depois, ainda sentimos os impactos da pandemia da COVID-19. 😞😓😪😢😭

#5anosdadeclaracaodapandemiadecovid-19
#historiadasepidemiasepandemias
#historiasanitariamundial

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre a pandemia da COVID-19, acesse:


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segunda-feira, 10 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 10.03 25 - 491 Anos da Criação da Capitania de Pernambuco

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🧭 Num dia como hoje, 10 de março, há 491 anos era criada a CAPITANIA DE PERNAMBUCO, cujo primeiro donatário foi Duarte Coelho Pereira, que chegou a Igarassu em 9 de março de 1535, acompanhado da mulher, Brites de Albuquerque, do cunhado Jerônimo de Albuquerque – que ficaria posteriormente conhecido como o "Adão Pernambucano" – e alguns parentes. Duarte era fidalgo e militar português, combatera nas Índias, e foi o primeiro a ser agraciado com terras brasileiras.

Nos primeiros trinta anos após a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral, os portugueses se limitaram a enviar expedições exploratórias e guarda-costas e a instalação de feitorias, onde eram armazenados o pau-brasil, primeiro produto a ser explorado economicamente na colônia. Portugal estava economicamente envolvido com o comércio oriental das especiarias asiáticas, que lhe rendia lucros vultuosos.

A presença francesa no litoral, interessados em contrabandear o pau-brasil forçaram Portugal a efetivar a colonização  adotando o regime das capitanias hereditárias, em que fidalgos e nobres se empenhavam a colonizar o país às suas custas em troca de privilégios e favores previamente estabelecidos num documento chamado Carta Foral.

De acordo com a Carta de Doação passada por D. João III, a capitania de Pernambuco se estendia entre o rio São Francisco e o rio Igarassu (canal de Santa Cruz), compreendendo: "Sessenta léguas de terra (…) as quais começarão no rio São Francisco (…) e acabarão no rio que cerca em redondo toda a Ilha de Itamaracá ..."

Duarte Coelho fixou-se numa bela colina que seria o embrião de Olinda, constituída vila em 1535. O Recife, povoado chamado pelo primeiro donatário de "Arrecife dos navios", segundo a Carta de Foral passada a 12 de março de 1537, veio a ser o porto principal da capitania.

A capitania de Pernambuco foi governada pelos descendentes de Duarte Coelho até o ano de 1716, quando a Coroa comprou os direitos do último donatário D. Francisco de Paula de Portugal e Castro, 8° Conde de Vimioso, tornando-se, a partir de então, uma Capitania Real. Após a morte de Duarte Coelho, Pernambuco teve sua primeira mulher no governo: Brites de Albuquerque, viúva de Coelho, que morreu em 1578 na Batalha de Alcácer-Quibir, no norte da África. Ela comandou a Capitania e era chamada de Capitoa e considerada a mãe de Pernambuco. 💪👩👊

#491anosdacriacaodacapitaniadepernambuco
#historiadacapitaniadepernambuco
#DuarteCoelhoDonatariodePernambuco

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

🖱️ Perfil do Museu Militar do Forte do Brum
🖱️ Blog Pernambuco, História e Personagens

👉 Para saber mais sobre Brites de Albuquerque, esposa de Duarte Coelho, acesse:


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terça-feira, 4 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 04.03.25 - Morre o Escritor e Poeta Affonso Romano de Sant'Anna

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✝️ LUTO 😞 A literatura brasileira perdeu hoje, 4 de março, um de seus maiores expoentes: o escritor e poeta AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA que morreu em sua casa em Ipanema, na Zona Sul do Rio, aos 87 anos. A informação foi confirmada pela família. O escritor foi casado com a também escritora Marina Colasanti, que morreu em 28 de janeiro deste ano. Ele sofria de Alzheimer desde 2017 e estava acamado havia 4 anos.

Ao longo da carreira, tornou-se um dos principais poetas e cronistas do país, escrevendo semanalmente no Jornal do Brasil por mais de três décadas. Também colaborou com O Globo e participou de programas de TV, o que teve grande importância para a popularização da poesia no país.

Mineiro de Belo Horizonte, Affonso Romano deixou mais de 60 obras em seis décadas de intensa produção. Nos anos 1960, foi bolsista nos Estados Unidos, onde participou do International Writing Program, voltado para jovens escritores de todo o mundo. Lecionou literatura no exterior, dirigiu o departamento de letras da PUC-Rio, atuou como crítico literário.

Nas décadas de 1950 e 1960 participou de movimentos de vanguarda poética. Em 1961 formou-se em letras neolatinas pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UMG, atual Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ministrou cursos na Alemanha (Universidade de Colônia), Estados Unidos (Universidade do Texas e UCLA), Dinamarca (Universidade de Aarhus), Portugal (Universidade Nova) e França (Universidade de Aix-en-Provence).

Como presidente da Fundação Biblioteca Nacional, entre 1990 e 1996, modernizou a instituição, criou o Sistema Nacional de Bibliotecas e implementou o Programa de Promoção da Leitura (PROLER), de incentivo à leitura que mobilizou milhares de voluntários em todo o Brasil, em vigor até hoje.

Também presidiu o Conselho do Centro Regional para o Fomento do Livro na América-Latina e no Caribe (CERLALC), que fomenta o livro e a leitura na América Latina.

Com uma produção literária extensa e influente, focou no engajamento social ao longo de sua carreira, tornando-se um dos nomes mais marcantes da literatura nacional. A obra "Que país é este?" virou um símbolo de mobilização popular.

Affonso escreveu livros como os três volumes de "Poesia Reunida", além de outras obras: "Como Andar no Labirinto" (2012), "Tempo de Delicadeza" (2007) e "Intervalo Amoroso" (1998).

O velório vai acontecer na Capela Histórica do Cemitério da Penitência, na quarta-feira (5), entre 11h e 14h. Affonso deixa uma filha, a atriz, roteirista e diretora Alessandra Colasanti, além de um neto. Ele faria 88 anos no dia 27 deste mês, mas parece que não suportou viver longe de sua Marina... 😞😓😪😢😭

#morreaffonsoromanodesantanna 🖤
#lutoporaffonsoromanodesantannai 🥀
#adeusaffonsoromanodesantanna 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

💻 Portais G1, R7 e UOL.
🏛️ Sites da ABL e do Itaú Cultural.
📰 Jornais O Globo e Folha de São Paulo.

👉 Para saber mais sobre Marina Colasanti, esposa de Affonso Romano, acesse:


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segunda-feira, 3 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 02.03.25 - Ainda Estou Aqui Ganha o Oscar de Melhor Filme Internacional

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🎞 🎉🥳 O filme “AINDA ESTOU AQUI” ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional neste domingo (2 de março), um fato inédito na história do cinema brasileiro. O longa concorria a três categorias, mas foi premiado em apenas uma. Fernanda Torres, que concorria como Melhor Atriz, perdeu o prêmio para Mikey Madison. E na categoria Melhor Filme, o prêmio foi para "Anora". Mas o prêmio como Melhor Filme Internacional já é um marco para a história do Brasil, que nunca havia levado um Oscar antes.

A cerimônia foi realizada no teatro Dolby, em Los Angeles. Elenco recebeu o prêmio no palco. O filme ainda está em cartaz nos cinemas e estará disponível na plataforma do Globoplay a partir de 6 de abril de 2025.

O Brasil já tinha concorrido em outras oportunidades na categoria Melhor Filme Internacional. E na categoria Melhor Atriz concorreu apenas uma vez, há 26 anos, com Fernanda Montenegro pelo filme “Central do Brasil”, que perdeu a estatueta. Já como Melhor Filme, é a primeira vez na história.

“Ainda Estou Aqui” é uma adaptação do livro de mesmo nome do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva. Ele contou a história da própria família, com foco na mãe, Eunice Paiva. O pai de Marcelo, o ex-deputado Rubens Paiva, foi preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar no começo dos anos 1970. O corpo de Rubens Paiva nunca foi encontrado. A certidão de óbito dele só foi emitida em 1996, 25 anos depois.

Ambientado em 1970, o filme mostra como a vida de Eunice, esposa de um importante político, muda após o desaparecimento de seu marido, sequestrado pelo regime. Forçada a abandonar sua rotina, ela se torna ativista dos direitos humanos, lutando pela verdade e enfrentando as consequências da repressão. A obra explora o impacto do regime na vida das famílias brasileiras, destacando a coragem e resiliência das mulheres na resistência.

A interpretação de Fernanda Torres como Eunice Paiva chamou a atenção do mundo. Fernanda Montenegro, também faz parte do filme, interpretando Eunice idosa, com Alzheimer em estágio avançado. 

O filme se tornou um sucesso de crítica e conquistou premiações ao redor do mundo, incluindo a de melhor atriz para Fernanda Torres no Globo de Ouro em janeiro.

O prêmio foi entregue pela atriz espanhola Penelope Cruz a Water Salles. O filme brasileiro superou o iraniano "A Semente do Fruto Sagrado", o francês "Emilia Pérez", a animação letã "Flow" e o dinamarquês "A Garota da Agulha".

Em seu discurso o diretor Walter Salles disse: “Esse filme vai para uma mulher que, após uma perda enorme por um regime autoritário, decidiu não se render: Eunice Paiva”. Ele dedicou o prêmio às duas atrizes que encarnam a viúva na produção: Fernanda Torres e a mãe dela, Fernanda Montenegro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nas redes sociais a vitória de 'Ainda Estou Aqui' no Oscar 2025: "Hoje é o dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. Orgulho do nosso cinema, dos nossos artistas e, principalmente, orgulho da nossa democracia. Eu e Janja estamos muito felizes assistindo tudo ao vivo", disse Lula.

A premiação vai além do cinema: é o reconhecimento de uma história de resistência, e de luta contra o autoritarismo. Walter Salles e toda a equipe nos mostram que a arte é, sim, uma arma poderosa para enfrentar as forças que tentam silenciar a nossa liberdade.

Esse prêmio é um orgulho para o Brasil e um lembrete de que, mesmo nos momentos mais difíceis, seguimos firmes na luta pela democracia. Porque ela sempre vence! A memória de Eunice Paiva e Rubens Paiva está eternizada! Parabéns ao Walter e a toda a equipe de Ainda “Estou Aqui” por essa conquista tão emocionante para o nosso país! 🎬🌟 👏👏👏👏👏👏

#AindaEstouAquiMelhorFilmeInternacional2025
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#DitaduraNuncaMais
#Oscar2025

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

💻 Portais G1, R7 e UOL
📺 Canal History Channel Brasil
📰 Jornais Folha de São Paulo e O Globo

🏆 Para saber mais sobre a vitória de Fernanda Torres como melhor atriz no Globo de Ouro, acesse:


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