sábado, 26 de abril de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 25.04.25 - Morre o Radialista Armando Fahel

😭 ⚰📻 👴🏾 🎙⚰ 😭

✝️ LUTO 😞 A manhã de sábado amanheceu mais triste para nós paulistenses. Morreu na noite de ontem, 25 de abril de 2025, aos 89 anos, ARMANDO FAHEL, locutor, radialista e membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista  (desde 2012, ocupando a cadeira de nº 12, tendo como patrono Jorge Amado). Rafael Armando dos Santos nasceu em Salvador, Bahia, em 03 de março de 1936, filho de Marieta dos Santos; e chegou na cidade do Paulista em 19 de julho de 1967. Começou sua carreira profissional em Salvador, como locutor da Rádio Cultura da Bahia, onde fazia o programa “Juventude na Onda” e adotou o nome artístico de Armando Fahel. Foi locutor da antiga Rádio Relógio Musical de Paulista. Em Paulista conheceu Maria Jose Guimarães dos Santos, com quem se casou, e teve seis filhos: Soraya, Saul, Salomé, Saulo, Ciro e Rafael Guimaraes dos Santos; destes vieram sete netos. Mais um brilhante paulistense que encerra com louvor e honra sua trajetória terrena. Seu legado nunca será esquecido, principalmente na comunidade do Nobre, onde viveu seus últimos anos. Que siga em paz! ✨ 👏👏👏👏👏👏

#morreaarmandofahel 🖤
#lutoporarmandofahel 🥀
#adeusarmandofahel 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fonte consultada 🖱️ Grupo Paulista - História & Memória (Facebook)

👉 Para saber mais sobre outros grandes paulistenses já falecidos, acesse:




⏳#muitahistoriapracontar⌛

segunda-feira, 21 de abril de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 21.04.25 - Morre o Papa Francisco

⛪ ✝️ 🖤 👴 🖤 ✝️ ⛪

⚰ LUTO 😭 Um domingo após o domingo de Páscoa, ele fez a sua Páscoa, e deixou milhares de pessoas entristecidas na manhã de hoje, dia 21 de abril de 2025. Morreu nesta madrugada às 2h35 pelo horário de Brasília (7h35 pelo horário local), aos 88 anos, na Casa Santa Marta, onde morava desde 2013, dentro do Vaticano, em Roma, Sua Santidade o PAPA FRANCISCO. A confirmação da morte foi feita pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Igreja Católica. O pontífice, que ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos, se recuperava de uma pneumonia nos dois pulmões após ter ficado 38 dias internado.

A última aparição pública do Papa Francisco foi no Domingo de Páscoa (20 de abril) para dar a benção “Urbi et Orbi” (para a cidade e o mundo) e pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza, diante de milhares de pessoas na Praça de São Pedro. Desde sua eleição em 2013, Francisco impulsionou uma Igreja mais inclusiva, com mensagens de misericórdia e justiça social. Seu compromisso com os pobres foi inabalável.

Nascido em Buenos Aires, Argentina, em 17 de dezembro de 1936, Jorge Mario Bergoglio tornou-se o primeiro papa jesuíta, o primeiro pontífice do Hemisfério Sul e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos, quebrando uma tradição secular com a sua eleição em 13 de março de 2013, assumindo com o nome de Francisco.

Francisco fez toda a sua trajetória na hierarquia eclesiástica na Argentina. Em 1992 foi feito pelo papa João Paulo II bispo auxiliar de Buenos Aires, em 1998 foi nomeado arcebispo e em 2001 foi elevado a cardeal. Nessa ocasião, ele convenceu centenas de argentinos a não irem para Roma assistir a cerimônia da sua elevação ao cardinalato. Ao invés de gastarem com as passagens e hospedagens, ele pediu que doassem o dinheiro aos necessitados. 

Para a escolha do nome Francisco houve influência de dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo. Logo após a eleição, dom Cláudio teria aconselhado que Bergoglio não se esquecesse dos pobres. São Francisco Assis, além de padroeiro da Itália, era um homem simples e dedicado aos pobres, por isso ele adotou o nome.

Ao longo de seu papado, Francisco destacou-se pela sua humildade e simplicidade de vida. Recusou-se a morar nos aposentos papais tradicionais, preferindo residir na Casa de Santa Marta, uma escolha simbólica do seu desejo de proximidade com o povo. O Papa Francisco enfatizou constantemente a misericórdia, o perdão e a inclusão, estendendo a mão a pessoas de todas as crenças e condições sociais. Para Francisco, a igreja deveria ser mais aberta e acolhedora.

Francisco bateu-se por questões sociais e temas ambientais, com especial destaque para a encíclica “Laudato Si’”, publicada em 2015, na qual exortou a humanidade a cuidar do planeta e a combater as mudanças climáticas. Defensor dos marginalizados, o Papa foi um crítico feroz do capitalismo desenfreado, das desigualdades sociais e das políticas de exclusão.

Ele defendeu as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical ao mesmo tempo que apoiou ações sobre as mudanças climáticas. 

Ao mesmo tempo, Francisco procurou modernizar a Igreja, promovendo um diálogo aberto sobre temas sensíveis, como o papel das mulheres na Igreja, a pastoral para a comunidade LGBTQ+ e a necessidade de reformas internas na gestão financeira e administrativa do Vaticano. 

Internacionalmente, o papa Francisco apoiou a causa dos refugiados, combateu o neo-nacionalismo, os abusos sexuais cometidos por membros do clero.

Com a morte do Papa Francisco inicia-se um longo processo até à eleição de um novo chefe de Estado do Vaticano, que inclui o corte do Anel do Pescador, a vedação dos aposentos do falecido Papa e o início do chamado Conclave - o momento em que os cardeais recolhem para a Capela Sistina até que saia fumo branco da chaminé.

O papa morreu deixando um legado de diálogo e esperança, dando voz a mensagens que ressoaram além dos muros do Vaticano, transcendendo religiões e fronteiras. O mundo chora sua perda enquanto a Igreja se prepara para uma despedida honrosa.

Seu legado vai perdurar em cada gesto de compaixão e em cada oração pelos desamparados. Francisco será lembrado como o Papa do povo, um líder que buscou construir pontes em vez de muros e um legado de um pontificado marcado pela coragem, compaixão e renovação espiritual permanecerá como um farol de esperança e fé para gerações futuras. ✨ 👏👏👏👏👏👏

#morrepapafrancisco 🖤
#lutopelopapafrancisco 🥀
#adeuspapafrancisco 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre o Papa Francisco, acesse:



⏳#muitahistoriapracontar⌛

quarta-feira, 9 de abril de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 09.04.25 - 25 Anos da Tragédia no Circo Vostok

⚰ 😭 🎪 😭 ⚰

😓🖤 Num dia como hoje, 9 de abril, há 25 anos uma tragédia marcou a cidade de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. O que deveria ser uma tarde de lazer num circo terminou com a morte do garoto José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, que na época tinha seis anos, atacado e arrastado para dentro da jaula por quatro leões no circo Vostok, famoso por suas apresentações, inclusive no Fantástico.

O circo estava instalado no estacionamento do Shopping Center Guararapes, um centro comercial localizado no bairro de Piedade. O espetáculo de domingo, 9 de abril de 2000, começou com dez minutos de atraso. Em dado momento, após algumas apresentações circenses, foi anunciado um intervalo de vinte minutos.

O locutor convidou as crianças a tirar fotos com os animais. José Miguel, seu pai José Fonseca, e a irmã Mirella gostaram da ideia. Esse intervalo foi necessário para montagens das jaulas no picadeiro. O espetáculo com os leões seria a próxima atração. Depois das fotos, Juninho, como era chamado, o pai e a irmã estavam voltando aos seus lugares.

De repente, o leão Bongo, de 220 quilos, projetou sua pata para fora da jaula e arrastou o menino para dentro do túnel que liga as jaulas ao picadeiro. O leão arrastou José Miguel até a jaula onde ficam os animais quando não estão sendo apresentados.

Às 21 horas, a Polícia Militar de Pernambuco matou a tiros de revólver e de fuzil dois leões. Uma hora e dez minutos depois, outros dois animais foram mortos. Apenas um leão sobreviveu. Os restos mortais do menino só foram removidos do abrigo dos animais às 23h45. O único Leão sobrevivente, o filhote Leo, foi para o zoológico de Dois Irmãos, em Recife, e por lá viveu por 21 anos (morreu em 2021).

Os animais foram necropsiados na UFRPE, sendo descoberto que não havia nada em seus estômagos, ou seja, não comeram a carne do garoto, o que levou especialistas a sustentarem que a fome não foi a causa do ataque, mas uma reação instintiva própria dos felinos.

A notícia da tragédia no circo Vostok, repercutiu nacional e internacionalmente despertando o debate sobre animais selvagens dentro de circos e as formas de tratamento cruel dado a eles.

O caso foi julgado pelo TJPE, que fixou uma indenização de R$ 1 milhão, além de pensionamento, valor reduzido para R$ 275 mil pelo STJ. No âmbito criminal, os donos do circo mudaram-se para os Estados Unidos; o domador desapareceu e o crime hoje está prescrito.

A partir da morte do garoto José Miguel, a sociedade pressionou para que novas leis fossem feitas para proibir a presença de animais em circos. Pernambuco foi o primeiro estado do país a abolir a presença de animais em espetáculos, proibição adotada, depois, nacionalmente. A maioria dos circos aboliu totalmente a prática de shows com animais em seus picadeiros. 👏👏👏👏👏👏

#25anosdatragedianocircovostok
#historiadastragediaspernambucanas
#casocircovostok

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋 professor e historiador.

⏳#muitahistoriapracontar⌛

quarta-feira, 2 de abril de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 02.04.25 - 208 Anos da Sagração da Bandeira de Pernambuco na Revolução de 1817

⭐🌈☀➕ 😍 ⭐🌈☀➕

☦📆 Num dia como hoje, 2 de abril, há 208 anos, o Deão da Sé Bernardo Luiz Ferreira Portugal, responsável pelo bispado na Capitania de Pernambuco, realizou no antigo Campo do Erário, logo depois chamado de Campo da Honra (atual Praça da República) a BÊNCÃO DAS BANDEIRAS que representavam os revolucionários republicanos de 1817. A bandeira fora feita pelo padre e maçom João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro e ela foi executada em tela pelo pintor Antônio Alvares.

A cena histórica ficou eternizada na pintura em tela à óleo "Bênção Solene das Bandeiras", pintada por Antônio Diogo da Silva Parreiras, natural de Niterói, Rio de Janeiro; e atualmente está exposta no salão de eventos do Arquivo Público Estadual João Emerenciano na rua do Imperador D. Pedro II, centro do Recife.

A bandeira bicolor, predominando as cores azul e branca com sol, um arco-íris, uma cruz e três estrelas que representavam Pernambuco, a Paraíba e o Rio Grande do Norte. À medida que outras províncias se libertassem novas estrelas seriam acrescentadas. Em 1917 foi oficializada pelo governador de Pernambuco Manuel Antônio Pereira Borba como bandeira oficial do Estado com a sanção do decreto 459 de 23 de feveriro de 1917 – com algumas modificações: o desenho do Sol que tinha um rosto, o arco íris que teve a cor branca trocada pela verde, e apenas uma estrela em lugar de três.

Frei Caneca esteve presente no ato da bênção das bandeiras defendendo um confrade acusado de ser antirrevolucionário. Era sua primeira aparição naquela que seria a única revolta colonial brasileira que conseguiu tomar o poder e manter a independência de uma capitania antes do 7 de setembro e do pretensioso Grito do Ipiranga de D. Pedro. A Revolução Pernambucana de 1817 entrou para a história como a Revolução dos Padres, e Frei Caneca e um deles, ao lado de João Ribeiro, Padre Roma, Frei Miguelinho, Vigário Tenório, etc.

Em 2020, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) trouxe ao conhecimento do Governo do Estado um estudo de normatização e readequação histórica (definindo o layout da bandeira de Pernambuco, a disposição detalhada de seus elementos, definição de proporções e cores para uso impresso e virtual) realizado pelo designer Pedro de Albuquerque Xavier, pois o tempo e a tradição mostraram que a reprodução usada até este momento carecia de um detalhamento técnico e tinha múltiplos desenhos em uso, reproduções com variações entre elas, portanto dependia da criação de um parâmetros fixos.

Nilo de Souza Coelho, então governador de Pernambuco, em 30 de março de 1967, assinou o Decreto nº 1.405, considerando também o dia 2 de abril como o dia da Bandeira do Estado de Pernambuco; decisão esta ratificada pelo governador Eduardo Campos em abril de 2007 (mensagem Nº 20/2007 enviada a ALEPE). No dia 28 de dezembro de 2020, o governador Paulo Câmara sancionou a lei n° 17.139, que define as normas técnicas para reprodução da bandeira de Pernambuco, que aliás, é ou não é a mais bonita do Brasil? 👏👏👏👏👏👏

#208anosdabencaodasbandeiras
#diadabandeiradepernambuco
#historiadepernambuco

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋 professor e historiador.

👉 Para saber mais sobre o padre João Ribeiro, autor da bandeira de Pernambuco, acesse:







⏳#muitahistoriapracontar⌛

domingo, 30 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 30.03.25 - Morre a Historiadora Aneide Santana

😭⚰ ⏳ 👵🏾 ⌛⚰😭

✝️ LUTO 😞 Morreu hoje, dia 30 de março de 2025, a historiadora e membra do Arquivo Público de Olinda ANEIDE SANTANA. Natural de Recife, ela sempre foi uma grande lutadora pela causa da preservação do patrimônio histórico. Junto com o também historiador Plínio Victor, fazem parte do Instituto Histórico/Geográfico, Arqueológico/Antropológico da Cidade do Paulista (IHGAAP), e trouxeram em 1984 a experiência do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda para Paulista, fundando o referido conselho, ao lado do Padre Renato Maia, Bernadete Serpa e Marcondes Andrade na gestão do então prefeito Geraldo Pinho Alves. Aneide completou sua última data natalícia no último dia 19 de março. Deixou um grande legado para os olindenses na guarda e preservação do acervo do Arquivo Público Municipal. Seu exemplo de zelo e dedicação servem como inspiração para aqueles que ficaram e devem dar continuidade ao seu belíssimo trabalho. Aneide Santana? PRESENTE! 👏👏👏👏👏👏

#morreaneidesantana 🖤
#lutoporaneidesantana 🥀
#adeusaneidesantana 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

⏳#muitahistoriapracontar⌛

sábado, 29 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 29.03.25 - Morre Marcos Vilaça - escritor e membro da ABL

😭⚰ 📖✍ 👴 📖✍ ⚰😭

✝️ LUTO 😞 A cultura brasileira, em especial a pernambucana, ficou mais empobrecida neste sábado, dia 29 de março de 2025, com a morte aos 85 anos do escritor, advogado, professor de direito internacional, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) MARCOS VILAÇA. Ele estava internado na Clínica Florença, no bairro das Graças, na capital pernambucana, e neste sábado, teve uma bronco aspiração e não resistiu. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça nasceu em 30 de junho de 1939 na cidade de Nazaré da Mata, na Mata Sul de Pernambuco. É filho único de Antônio de Souza Vilaça e Evalda Rodrigues Vilaça. É considerado um pensador e empreendedor da cultura brasileira, tendo ocupado cargos em conselhos de órgãos, no próprio Conselho Federal de Cultura, assim como presidiu importantes fundações, como a Funarte e a Pró-memória.

Vilaça foi autor de obras marcantes, como “Nordeste: Secos & Molhados” (1972), “Recife Azul, líquido do céu” (1972) e “O tempo e o sonho” (1984). Seu trabalho não apenas enriqueceu a literatura brasileira, mas também contribuiu para a discussão de temas sociais e culturais relevantes.

Em 1961, publicou um dos seus trabalhos literários de maior sucesso: "Em torno da Sociologia do Caminhão", que recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.

Escreveu com Roberto Cavalcanti o livro "Coronel, coronéis: Apogeu e declínio do coronelismo no nordeste". O livro de 1965 é considerado um clássico sobre as estruturas de poder no nordeste do século passado, dominado por coronéis;

Ligado a José Sarney, que o nomeou para o Tribunal de Contas da União, Vilaça ocupou diversos cargos na área cultural. Foi Professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Pernambuco, Diretor da Caixa Econômica Federal e Secretário da Cultura do Ministério da Educação e Cultura.

Marcos ocupou cargos importantes na administração pública do Estado de Pernambuco. Em 1966 tornou-se chefe da Casa Civil de Pernambuco, no governo de Paulo Guerra, e no início da década de 1970 foi responsável por algumas secretarias na gestão de Eraldo Gueiros Leite.

Desde 1985, ocupava a cadeira nº 26 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na sucessão de Mauro Mota, e presidiu a academia em dois mandatos, de 2006 a 2007 e de 2010 a 2011. Na ABL, o pernambucano recebeu nomes como Ariano Suassuna, Alberto da Costa e Silva e Marco Maciel.

O corpo de Marcos Vilaça será cremado e as cinzas serão jogadas na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, assim como foi com as de sua esposa, atendendo a um desejo do casal. Viúvo de Maria do Carmo Duarte Vilaça, ele deixa três filhos: Rodrigo Otaviano, Taciana Cecília e o marchand Marcantônio (falecido em 2000). O legado literário de Marcos Vilaça é eterno e seguirá permanente em Pernambuco e no Brasil. 👏👏👏👏👏👏

#morremarcosvilaca 🖤
#lutopormarcosvilaca 🥀
#adeusmarcosvilaca 👋

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Fontes consultadas:

🏛️ Site da ABL 
💻 Portais G1, JC on line e UOL.
📰 Jornais Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco.

👉 Para saber mais sobre outros imortais da ABL já falecidos, acesse:








⏳#muitahistoriapracontar⌛

quarta-feira, 19 de março de 2025

HOJE NA HISTÓRIA - 19.03.25 - 200 Anos da Morte de Agostinho Bezerra Cavalcante

💣💥⚔️ 2️⃣0️⃣0️⃣ ⚔️💥💣

💪🏾👨🏾‍🦱👊🏿 Num dia como hoje, 19 de março, há exatos 200 anos, era executado por meio de enforcamento AGOSTINHO BEZERRA CAVALCANTE E SOUZA, mais conhecido como o "Major dos Negros", participante ativo do movimento republicano e constitucionalista chamado Confederação do Equador, que explodiu na então província de Pernambuco em 1824 sob a liderança de liderada por Manoel de Carvalho Paes de Andrade e Joaquim do Amor Divino Caneca, o Frei Caneca. Agostinho Bezerra participou também da Revolução Pernambucana de 1817.

Agostinho de Bezerra nasceu em Recife em 1788 e ainda criança assentou praça no chamado Batalhão dos Henriques, formado apenas por homens pretos e pardos, cujo nome remete a Henrique Dias, líder negro da Insurreição Pernambucana. Durante anos, sua figura esteve esquecida, até que Francisco Augusto Pereira da Costa cita-o no seu celebre Dicionário biográfico de pernambucanos célebres.

A carreira militar de Agostinho Bezerra foi prodigiosa, de praça passou para a patente de capitão do 4.° Batalhão de Granadeiros dos Henriques, passando ao posto de major durante a Confederação do Equador comandando o 4.° Batalhão de Artilharia dos Henriques, destacando-se na marcha para Ipojuca com o governador das armas José de Barros Falcão, voltando logo para Recife para guarnecer o Forte das Cinco Pontes. No comando da tropa prestou bons serviços, restabeleceu a disciplina e arregimentou novas praças. Era incansável nos meios de conservar a ordem pública, patrulhando todos os pontos de Recife.

Na noite de 21 de Junho de 1824, soldados imperais bloquearam o porto do Recife atacando a guarnição da Barca do Registro que controlava o acesso ao porto causando duas mortes. O sentimento de vingança tomou conta dos recifenses e no dia seguinte militares do Batalhão dos Homens Pardos, liderados por Emiliano Felipe Benício Munduruku, se rebelaram prontos para atacar Recife e quem apoiasse os imperiais. O que poderia ter sido um banho de sangue foi contido pelas tropas de Agostinho Bezerra, que conseguiu proteger a população dos revoltosos e apaziguar temporariamente os ânimos que estavam bem exaltados.

Após a derrota das forças confederadas em Recife, e a decisão tomada na Assembleia no Engenho Poço Comprido em Vicência (22 de setembro de 1824) de continuar a revolta marchando com um exército, a Divisão Constitucional da Confederação do Equador, Agostinho, Caneca e mais líderes rebeldes fizeram a travessia épica de Pernambuco até o Ceará, onde foram aprisionados na Fazenda do Juiz, no sul do Ceará, em 29 de novembro de 1824.

Foi conduzido preso para Recife onde entrou escoltado a 17 de Dezembro de 1824. Apresentaram-no ao general Francisco de Lima e Silva, mas este se recusou a vê-lo e mandou-o para o cárcere, incomunicável num sórdido calabouço. Na véspera do natal de 1824, Agostinho Bezerra compareceu ao tribunal imperial, que não teve piedade, nem com ele, nem com Frei Caneca. Os réus foram sumariamente julgados e arbitrariamente condenados à morte natural por enforcamento (apenas Francisco de Souza Rangel conseguiu o perdão imperial). Frei Caneca foi arcabuzado em 13 de janeiro de 1825 próximo ao Forte de São Tiago das Cinco Pontas, após os carrascos terem se recusado a cumprirem a pena de enforcamento.

Apesar dos pedidos de clemência, incluindo um abaixo-assinado de negociantes da praça do Recife, o imperador D. Pedro I manteve a condenação do réu por haver assinado todas as atas do Conselho da Confederação do Equador e por não ter aceito a Constituição outorgada de 1824, dentre outros "crimes". Num dia de sábado, Agostinho Bezerra, todo vestido de branco, fez seu último percurso pelas ruas do Recife, sendo acolhido pela multidão que foi às ruas ver pela última vez o valoroso soldado negro dos Henriques.

Chegando ao Forte de São Tiago das Cinco Pontas, ele fez um breve discurso, colocou a corda em seu pescoço, e pulou para a morte. Terminava ali, aos 37 anos, a saga de um dos pernambucanos mais icônicos e esquecidos pela historiografia oficial, cujo nome pouco se cita nos livros e manuais de História, mas cuja memória merece e carece ser lembrada e preservada. Viva Agostinho Bezerra Cavalcante e Souza. Salve o Major dos Pretos! 👊🏿👊🏾👊🏽

#200anosdamortedeagostinhobezerracavalcante
#historiadaconfederacaodoequadorde1824
#bicentenariodaconfederacaodoequador
#historiadepernambuco

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📚 Fontes consultadas para a postagem:

📖 CÂMARA, Bruno Augusto Dornelas. A confederação do Equador : uma breve história de um movimento revolucionário / Bruno Augusto Dornelas Câmara. -- Recife, PE : Secretaria de Educação e Esportes, 2024. -- (Cartilha de práticas pedagógicas : ensino fundamental)
📖 COSTA, Francisco Augusto Pereira. Dicionário biográfico de pernambucanos célebres. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1981 (Col. Cidade do Recife, 16).

💣💥 Para saber mais sobre João Guilherme Ratcliff e Frei Caneca, também condenados à morte pelas suas participações na Confederação do Equador de 1824, acesse:



⏳#muitahistoriapracontar⌛


NOSSA LOGO OFICIAL DA REDE MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR

O projeto "MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR" surgiu da necessidade de levar às pessoas conhecimento e informação pautadas no conhecimento...